Thiago Macieira escreveu:
O que você esquece é que a TV atualiza na freqüência da rede elétrica. O fato de a TV no Brasil ter 60 campos por segundo e a rede elétrica ser 60 Hz, ao mesmo tempo que na Europa a TV tem 50 campos por segundo e a rede elétrica é de 50 Hz não é coincidência.

Pura coincidência!
As TVs não trabalham em AC, mas sim em DC (existe uma fonte AC --> DC), logo a frequencia é ZERO.

A nossa lâmpada incandescente "pisca" 60 vezes/segundo, já a mesma
lâmpada incandescente lá na Europa piscará 50 vezes/segundo.

Não. Lâmpada incandescente não pisca.

É lógico que "pisca"!
Como pode uma lâmpada estar ligada em uma rede elétrica AC (60Hz) e não piscar?

Lâmpada fluorescente pisca, mas é 100 e 120 Hz, já que uma senóide passa pelo zero duas vezes por ciclo.

Falha minha... realmente é 100/120 vezes por segundo no caso das lâmpadas INCANDESCENTES. Boas lâmpadas de descarga (como as fluoriescentes) atualmente trabalham com algo próximo de 6kHz para terem uma maior vida útil, logo elas piscam 12000 vezes/segundo.

Esses 48Hz e 96Hz provavelmente foram confundidos com a freqüência de
amostragem (sampling rate)

Não, não foram. Filmes de cinema são filmados a 24 quadros por segundo. Mas se eles fossem exibidos a 24 Hz, os espectadores veriam a cintilação, uma vez que é uma tela bem clara num ambiente escuro. Por isso, cada quadro é exibido duas vezes: 48 Hz.

Nos cinemas mais intensos, 48Hz ainda não é suficiente e, por isso, exibe-se cada quadro quatro vezes: 96 Hz. Mas esses são raros.

Por acaso você consegue notar os filmes em DVD piscarem aí na sua TV? Eles podem estar gravados a uns 29 FPS, mesmo se a sua TV tivesse um "refresh rate" de 1 Mega FPS você veria o filme com a limitação da gravação em 29 FPS.

e que na verdade são 44kHz, 48kHz, 96kHz ou 192kHz. Note que é kHz e não Hz (nesse caso) e são referentes (dentre
outas coisas) ao limite superior da resposta de frequencia (em áudio).
Por exemplo, um DVD com sampling rate de 96kHz terá capacidade de
reproduzir até 48kHz, lembrando que um excelente ouvido (de um bebê
recém-nascido, por exemplo) ouve até aproximadamente 20kHz e mesmo em um
bom cinema raramente você encontrará alto falantes capazes de
responderem acima de uns 20kHz.

Verdade o que você diz. Mas eu não estava enganado: me referia mesmo à taxa de atualização das telas.

A propósito, a taxa de amostragem de som a 96 kHz serve apenas para melhorar a precisão da amplitude, mas não melhora a qualidade do som ouvido.

A "Dynamic Range" aumenta radicalmente e a qualidade do material aumenta. Nos casos dos CDs de áudio é necessário fazer um downsampling, pois o padrão é 44.1kHz.

Só faz sentido se o som será manipulado digitalmente, o que com certeza trará perdas de precisão (= aumento de ruído). Apenas para estocagem e reprodução não faz sentido amostrar a 96 kHz.

Tudo depende do conversor. Se ele for capaz de manipular arquivos com 5.760.000 amostras/min :-) E não há aumento de ruído só por estar gravando arquivos digitais (é lógico que isso depende do equipamento). Ninguém irá fazer uma masterização com uma placa Sound Blaster :-)

Um abraço,
Renato
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