Alexandre Santos Aguiar escreveu:
Estou com você, Manoel.
Usava Slackware quando conheci o CL na versão 7 (tenho uma máquina rodando 7
até hoje, todo remendado mas é 7). Fiquei encantado com a facilidade do
manuseio e como era mais produtivo, a maravilha do Linuxconf.
Os desktops de casa têm CL10 como principal ambiente e, consonante com o
conservadorismo tipicamente humano, motivo de tantas queixas relacionadas ao
falecimento prematuro do CL, não pretendo mudar tão cedo simplesmente porque
o ambiente já está altamente customizado e adapta-se perfeitamente ao hard
periférico, principalmente a sincronização do Kontact com o Palm. Já os do
escritório, substituí pelo Quantian mais adequado à atividade de pesquisa e
que está impressionando muito bem.
A pergunta essencial a fazer é: há necessidade de mudança?
Não, realmente não existe a necessidade de mudança. Eu mesmo mantenho
vários servidores e máquinas ainda com o Conectiva 10 e enquanto houver
atualizações de segurança não pretendo migrar os servidores. Os desktops
eu estou migrando aos poucos simplesmente para tornar mais homogêneo o
ambiente.
Se há, é melhor planejar e agir e em lugar de se queixar, seria mais
interessante trazer uma experiência satisfatória (ou um problema) de
substituição como têm feito o Manoel Pinho e vários outros. Quem ainda
estiver pesquisando poderá acompanhar e comparar experiências, interagir com
quem já superou a fase de transição e decidir melhor.
A fase de chorar o defunto já passou. Já estamos na fase de por a mão na
herança. :-)
A Conectiva acabou sim e não podemos fazer nada para mudar isso. Quem
decidiu ir para uma distribuição não comercial por causa disso ou mesmo
outra distribuição comercial OK, mas acho que muitas decisões e críticas
estão sendo feitas sem uma razão lógica. Predominam ainda pensamentos do
tipo "não comi e não gostei", "a Conectiva foi vendida para gringos
então não quero saber do Mandriva", "não gostei do papel de parede então
a distribuição não presta" e coisas do gênero.
O que quis mostrar é que:
1) Tal como o Conectiva Linux, o Mandriva Linux também é uma
distribuição linux comercial, ou seja, feita por uma empresa.
Naturalmente cada empresa tem uma política diferente de condução do
negócio mas o Mandriva Linux continua sendo um software livre e qualquer
um pode baixar as imagens iso livremente (sim, é verdade que a versão
gratuita só sai algum tempo depois da versão exclusiva dos assinantes do
clube mas sai). A diferença entre a versão gratuita e a comercial é
basicamente nos drivers e programas não livres, que no entanto podem ser
baixados gratuitamente pela internet, tal como acontece com quanquer
outra distribuição. No Mandriva ainda há um repositório (PLF) com vários
desses pacotes e aqueles que são proibidos nos EUA (libdecss, etc).
Se esse ponto for inaceitável para a pessoa, então não há argumento
também para preferir migrar para o SUSE por exemplo. É só uma questão de
coerência.
2) Como eu disse, o parentesco entre as duas distribuições é muito
próximo e as diferenças não são significativas. Ambas privilegiam o KDE
como desktop, ambas oferecem também o Gnome e outros ambientes, ambas
usam rpm como formato de pacote, ambas possuem apt-get (e smart, mesmo
que o urpmi seja o padrão e não tão diferente do apt-get no uso),
praticamente todos (e bem mais) os pacotes presentes no CL existem no
Mandriva 2006, etc (vide email anterior).
3) Não sei quantos funcionários ex-Conectiva eles mantiveram no Brasil
depois da aquisição mas esse número não foi zero. Tenho visto vários
deles envolvidos na manutenção e criação de pacotes para o Mandriva.
4) pela lei brasileira a empresa Mandriva do Brasil (não sei se o nome é
esse) é tão nacional quanto a Conectiva (que tinha também capital
estrangeiro e, o pior, especulativo investido) era. Não é completamente
de capital nacional mas eu acho que a Conectiva também só foi quando era
bem pequena, logo no início. A meu ver, a compra por uma empresa também
do ramo de linux, mesmo que estrangeira, foi melhor do que o fechamento
da empresa ou a compra por um banco ou grupo de investimento
especulativo ou ainda por uma multinacional de software proprietário,
que certamente iria destruir a distribuição.
Por que eu optei em usar TAMBÉM (uso outras distribuição também e não
tenho preconceitos contra elas) o Mandriva 2006 em casa e no trabalho ?
1) Porque uso muito linux em desktops corporativos (uso mesmo !) no meu
trabalho e preciso padronizar ao máximo em uma ou poucas distribuições
não muito diferentes entre si para diminuir o trabalho. Preciso também,
por praticidade e por restrições de recursos humanos habilitados, que
não seja muito complexa e que inclua ao máximo pacotes com
funcionalidades de uso típico em desktops, mesmo que não livres (java,
flash, etc). O Mandriva 2006, especialmente na versão Powerpack, já
inclui a maioria dessas coisa e fica fácil implementar.
2) Foi trivial retreinar os funcionários para usar a distribuição e o
pessoal de suporte para fazer a manutenção. O urpmi é tão parecido que
dá até para fazer uma tabela de equivalência ou usar alias para trocar
os comandos antes dados com o apt-get.
3) Como eu falei, o repositório de pacotes é bem maior, incluindo
pacotes para servidores.
Se não houvesse o Mandriva 2006, provavelmente iria substituir o CL10
pelo SUSE (outro parente próximo mas mais distante) ou o kubuntu (o
pessoal mais leigo não se adaptou muito fácil ao Gnome na minha
experiência). Outras distribuições me dariam um trabalho muito maior
para adequação ao meu uso.
Em servidores é OUTRA estória bem diferente e mantenho uma boa
diversidade de distribuições.
Eu não usava o Mandrake
---------------------------------------------------------------------------
Esta lista é patrocinada pela Conectiva S.A. Visite http://www.conectiva.com.br
Arquivo: http://bazar2.conectiva.com.br/mailman/listinfo/linux-br
Regras de utilização da lista: http://linux-br.conectiva.com.br
FAQ: http://www.zago.eti.br/menu.html