On Wednesday 24 May 2006 01:55, Alexandre Santos Aguiar wrote:
> Apontando a contradição fundamental no que você acaba de dizer, sou
> funcionário público do município de São Paulo e durante 6 meses da última
> gestão do pt fui gerente do cpd do maior hospital da rede municipal.

Não há contradição. Eu mostrei o óbvio: o mercado de software funciona na base 
de padrões. O único padrão do governo é o MS Office. Nunca tive um curso 
sobre o MS Office: nem na escola (1o e 2o grau), nem na faculdade, nem no 
governo federal. Mesmo assim todos supõem que podem mandar arquivos ppt, doc 
e xls, mesmo eu usando Linux no trabalho. E por quê? Porque o Governo compra 
essas licenças e oferece aos funcionários. O governo acaba trabalhando apenas 
pela MS. E eu não tenho argumentos: se não puder editar corretamente um 
arquivo doc vão reclamar comigo e dizer: por que você instalou essa merda de 
Linux quando todo mundo (governo) usa o Windows+MSO? É necessário que o 
governo obrigue que todos os seus órgãos também aceitem o OO. Assim, se um 
fdp me mandar um doc, eu devolvo um odt. Se a informação for realmente 
importante para ele, ele instalará o OO. Aí só o tempo dirá como vai evoluir 
a aceitação.

Quanto à homogenização de conhecimento, é dinheiro jogado fora. Quando a água 
bate na bunda as pessoas se mexem. E os melhores de destacam. É assim em 
qualquer empresa (pública ou privada). A diferença está nos parâmetros de 
seleção de cada empresa.

> As pessoas se adaptam facilmente a uma mudança num software, mas o
> resultado final de muitas pessoas se adaptando simultaneamente dentro de
> uma organização pode ser desastroso. As pessoas têm capacidades diferentes
> e o que para um é fácil, para outro pode tomar um longo período de tempo. É
> para encurtar e "homogeneizar" este tempo de aprendizado que as empresas
> contratam treinamentos ao adquirir uma nova tecnologia.

Isso sim é contradição. Ou as pessoas se adaptam facilmente, ou não. E em 
geral as mudanças não são fáceis, nem com treinamento. Aí a seleção natural 
se encarrega de mostrar quem domina o quê. Ter um MSO instalado em uma 
máquina há anos não indica o domínio da ferramenta.

>
> Intuitivamente, 2000 ou 3000 técnicos claramente não correspondem à
> necessidade de treinamento de um gigante como o governo federal. Nem o
> prazo de 1 ano seria razoável para o treinamento e completa adaptação de
> centenas de milhares de pessoas repletas de vícios e que freqüentemete
> exibem sérios sintomas de aversão ao trabalho e corpo mole.

Isso não é um problema de mudança (MSO to OO). É o status quo da média. :-)

>
> E, ainda que fosse possível que 2000 ou 3000 técnicos instalassem Linux em
> todos os pcs do governo e ainda treinassem todos os usuários, tudo no
> intervalo de 1 ano, seria desejável uma tal convulsão? Este processo seria
> uma baderna. Graças ao tamanho e ao modo de funcionar do governo, esta
> transição *tem* que ser gradual e pode traqüilamente levar anos, mesmo com
> pdv e arsênico à vontade. :-)

Bem, não vou entrar no mérito do Sistema Operacional. Vou me limitar ao OO que 
já dá muito trabalho para ser aceito.


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