The Boston Globe In computer science, a growing gender gap Em Ciências da Computação, uma crescente lacuna entre gêneros
Mulheres afastam-se de uma área antes vista como acolhedora Por Marcella Bombardieri, 18 de dezembro de 2005 MEDFORD -- Como uma jovem professora de uma escola secundária em 1982, Diane Souvaine entrou para a graduação em Ciências da Computação tendo assistido apenas uma única aula sobre o assunto. Computadores, assim ela pensava, ofereceriam um modo divertido de aplicar suas habilidades matemáticas em problemas do mundo real. E como Ciências da Computação estava expandindo bem na era feminista, ela esperava que fosse mais acolhedora que o departamento de matemática. Atualmente, Souvaine tem uma cadeira na universidade Tufts no departamento de Ciências da Computação, que tem mais professoras que professores. Porém poucas jovens tem seguido os passos da geração dela. Na próxima primavera, quando 22 graduandos de Ciências da Computação irão receber seus diplomas, apenas 4 serão mulheres. Nascida em tempos contemporâneos, livres do legado de dominação masculina comum em outras ciências e engenharia, a ciência da computação poderia ter se tornado um modelo para igualdade entre os sexos. No início dos anos 80, a área possuia uma das maiores proporções de mulheres graduadas em ciências e engenharia. E ainda com notável velocidade, se tornou uma das áreas menos balanceadas na sociedade americana. Em um ano de acalorados debates sobre porque não existem mais mulheres nas ciências, a conversa foi amplamente focada na discriminação, nos conflitos entre a demanda por tempo em uma carreira científica e a vida em família, e o que o presidente da universidade de Harvard, Lawrence H Summers tornou famosa apelidando de "aptidão intríseca". Porém a história da ciencia da computação demonstra que mais fatores culturais e ilusórios podem ter maior impacto na habilidade de uma área para atrair mulheres. Quando a popularidade das ciencias da computação decolou na primeira metade dos anos 80, muitos departamentos das universidades se tornaram sobrecarregados e mais competitivos, segundo alguns professores. Aulas introdutórias eram ministradas de forma que enfatizasem minúcias técnicas ao invés do visão mais ampla de o que era importante e emocionante sobre a área, um estilo muito mais atrativo para os teimosos - e majoritariamente homens - tecnicos do que novos e curiosos recrutas. A ultima coisa que educadores, assediados pelos estudantes, se preocuparam, era sobre como atrair ainda mais estudantes, então eles não viam a necessidade de combater a imagem que tomou força na cultura popular a respeito de geeks, com higiene precária e óculos riscados. "Nós tivemos tanto interesse de tantos jovens por tantos anos, que a atitude era 'Meu Deus, como vamos acomodar todas estas hordes de estudantes?', não 'Como iremos interessá-los?', disse Maria Klawe, formada em ciencias da computação e reitora de engenharia na universidade de Princeton. Apesar do enorme impacto dos computadores na sociedade tornar o desenvolvimento das ciências da computação em nível universitário único em algumas formas, alguns cientistas acreditam que isto oferece um aviso para as outras ciências. Na verdade, algo similar aconteceu em física depois da Segunda Guerra Mundial, quando a bomba atômica catapultou o assunto para o destaque na sociedade, de acordo com David Kaiser, um físico e um historiador de ciências no MIT. Enfrentando um repentino e dramático crescimento nos registros, departamentos de física cresseram pouco intimidados e enfrentaram as multidões ensinando o assunto de maneira mais cheia de rotinas e menos criativa. O percentual de mulheres estudando física, já baixo, diminuiu drasticamente e manteve-se no único dígito por décadas. Eventualmente o boom para física diminuiu entre os homens tambem, e atualmente uma alta porcentagem dos físicos no país são estrangeiros. Alguns cientistas da computação temem que eles possam ir para a mesma direção. Eles veem a escassez de mulheres como um sintoma de uma grande falha na área, o que recentemente se tornou menos atrativo para promissores homens jovens também. Mulheres são "os canários na mina"[1], disse a professora de computação em Harvard Barbara J Grosz. No esteira da bolha da internet, o número de novos estudantes de computação em 2004 era 40% menor do que em 2000, de acordo com a Associação de Pesquisa em Computação. O campo enfrentou altos e baixos antes, e alguns pensam que os numeros para homens irão logo aumentar pelo menos um pouco. Mas a porcentagem de estudantes de graduação que são mulheres praticamente não se moveu em doze anos. A carência de novos cientistas da computação desafia a liderença americana nas inovações tecnológicas exatamente ao mesmo tempo em que países como China e Índia estão engrenando e forçando uma competição que os EUA nunca enfrentaram antes. A economia americada espera adicionar 1,5 milhão de trabalhos relacionados a informatica e computadores até 2012, enquanto o pais irá ter apenas metade deste número de graduados qualificados, de acordo com análises federais. Enquanto isto, o assunto está se tornando continuamente entrelaçado com áreas abrangendo de segurança nacional à linguistica, biologia e medicina. "As pessoas que estão mapeando o genoma são verdadeiros cientistas da computação envolvidos em biologia", disse Lenore Blum, um professor na universidade Carnegie Mellon em Pittsburgh. Uma pesquisa do Globe mostra que a proporção de mulheres entre os bacharéis de computação teve seu auge de 37% em 85 e caiu em declínio. Mulheres tem sido 28% dos formandos nos ultimos anos, e nas confins elitistas das universidades de pesquisa, apenas 17% dos graduandos são mulheres. (O percentual de mulheres entre os que recebem PhD aumentou, mas ainda ronda os 20%). O argumento de muitos cientistas é que mulheres que estudam computação ou tecnologia, como estão desafiando expectativas sociais, estão em uma posição desconfortável desde o começo. Então elas são mais propensas a desistirem de conseguir um diploma em computação se elas forem expostas a um ambiente desagradável, má instrução, e esteriótipos negativos, como a imagem do hacker. Quando Tara Espiritu chegou em Tafts, ela era uma das raras mulheres jovens planejando se tornar cientista da computação. Seu pai era programador, e ela fez aulas de Localização Avançada em computação na escola secundária. Por ter ido muito bem nos exames, ela começou em Tufts em uma classe avançada, onde ela era uma de um punhado de mulheres. O mesmo homem sempre respondia, frequentemente para fazer alguma observação tecnica que não significava nada para Espiritu. Ela nunca levantou a mão. "Eu não construí meu proprio computador, eu não sei nada sobre todos os diferentes tipos de sistemas operacionais", ela disse. "Estas pessoas iam para a frente da sala e perguntavam aquelas questões complicadas. Eu não tinha a menor idéia do que eles estavam falando". A experiência da aula que desanimou Espiritu teve raíz no começo dos anos 80. O número de estudantes recebendo diploma em computação mais que dobrou entre 81 e 84, de acordo com a Fundação Nacional de Ciências(NSF). "Estudantes estão enxameando os cursos de computação," avisou o oficial Kent K Curtis, do NSF, em 83. Combinado com o problema de evasão para melhores empregos, resultou no fato de não haverem professores suficientes para ensinarem o tema. Em resposta, "muitas instituições foram forçadas a limitar os registros", escreveu Curtis. Muitos departamentos de computação impuseram o requisito do GPA - ou indice de aproveitamento - ou tentaram fazer aulas introdutórias mais difíceis para dissipar a multidão, diz o professor de Stanford Eric Roberts. Aqueles que foram desencorajados não eram os piores estudantes, mas aqueles que se sentiram mais marginalizados, argumenta Roberts. Eles podem ter sido homens ou mulheres, mas os estudos tem mostrado que geralmente mulheres tem menos experiência prévia em computação e menos paixão franca por tecnologia. Classes introdutórias eram baseadas em programação e outros aspectos técnicos da área, ao inves de explorarem grandes idéias ou falar sobre como computação poderia impactar a sociedade, muitos professores dizem. Este enfoque leva a concepção errada entre os estudantes que computação é a mesma coisa que programação. Cientistas da computação dizem que esta visão é limitada e errada da área, a qual é muito mais ampla e rica intelectualmente. Ela aplica matemática e design, eles dizem; ela é sobre modelar o comportamento humano e pensar sobre a maneira mais simples de resolver uma tarefa complexa. Quando Souvaine entrou na faculdade de Tufts em 98, ela ficou apavorada com o fato de haverem tão poucas mulheres no curso introdutório. Então ela e uma colega desenvolveram um novo seminário para calouros focado em resolução de problemas e aplicações na vida real. Em uma tarde recente, Soha Hassoun, que agora está ministrando esta aula, acendeu a turma com suas questoes turbulentas. O tópico do dia era como fazer um computador determinar se um ponto particular estava dentro ou fora de um espaço geométrico. O foco de Hassoun foi o pensamento lógico, e ela deixou apenas uns poucos minutos para os estudantes escreverem suas respostas em código. "Aqui está a grande pergunta. Porque se importar com isto?" ela perguntou retóricamente, quando foi explicar que aquele mesmo método poderia ajudar a determinar quais testes de diabetes eram melhores para determinar uma tendência a diabetes. A turma iria mais tarde trabalhar nesta tarefa. A primeira vez que Souvaine ensinou em um seminário para calouros, haviam 14 homens e 14 mulhres, e sete de cada sexo se tornou estudante na área. O número de mulheres estudantes ainda permanece baixo, mas Souvaine ve razões para esperança. Por volta de 30% dos estudantes nas classes mais inciantes são mulheres. Em um nível mais amplo, a NFS irá logo anunciar um conjunto de garantias às universidades, escolas secundárias, e grupos de industrias com idéias criativas para atrair mulheres para a computação. Uma organização chamada o Centro Nacional para Mulheres e Tecnologia da Informação escolheu várias escolas e grupos, incluindo o Girl Scouts, para identificar soluções. Um número de universidades estão tentando fazer algo similar ao que é feito em Tufts. No MIT, onde a porcentagem de mulheres é muito menor em computação do que no geral, os departamentos de engenharia elétrica e computação irão desenvolver um piloto de novas classes introdutórias esta primavera. Uma irá usar robôs para tentar recapturar o entusiasmo pelo assunto, e outras irão providenciar experiencia básica necessária para os estudantes que não fizeram Localização Avançada em computação na escola secundária. O objetivo é inspirar mais estudantes, como Katie Seyboth em Tuftus. Ela ama matemática e ciências, mas nunca se interessou por computadores ate assistir, em um rompante, uma das aulas introdutórias para pessoas sem nenhuma experiência prévia. Logo, Seyboth estava adiando suas outras aulas para fazer suas tarefas das aulas de computação. Mesmo assim, ela ainda acha "realmente intimidante" quando homens usam termos que ela não conhecem e falam sobre programas complicados que eles fazem nas horas vagas. Ela acredita que se ela não tivesse assistido uma aula introdutória "acolhedora", ela teria desistido antes da próxima aula, que foi toda sobre programação. Se Souvaine não tivesse a acolhido sob sua asa, ela provavelmente não teria tido coragem de descartar de ingressar em química, ela disse. Agora formanda, Seyboth quer fazer doutorado em computação e recentemente foi entrevistada para um emprego no Google. Ela acaba de ser nomeada finalista para um prêmio nacional em computação. "Não existe nada melhor do que observar o real potencial de estudantes como Katie serem revelados, ver a alegria e o entusiasmo que eles sentem e as contribuições que eles fazem", disse Souvaine. "E mesmo assim, se poucas coisas tivessem saído diferente no caminho, eles poderiam nem estar na área." A autora deste artigo, Marcella Bombardieri, pode ser encontrada em [EMAIL PROTECTED] http://www.boston.com/news/local/articles/2005/12/18/in_computer_science_a_growing_gender_gap -- °v° Sulamita Garcia /(_)\ LinuxChix-BR - http://www.linuxchix.org.br/ ^ ^ -----BEGIN GEEK CODE BLOCK----- Version: 3.1 GCM/CS/AT d-(-) s: a? C+++ UL+++ P- L++++$ E-- W-- N o? K? w-- o? M? V? PS+ !PE Y+ PGP t 5? X- R- tv++ b+++ DI++ D G e++ h r% y-- ------END GEEK CODE BLOCK------ _______________________________________________________ Yahoo! doce lar. Faça do Yahoo! sua homepage. http://br.yahoo.com/homepageset.html _______________________________________________ Linuxchix mailing list [email protected] http://listas.linuxchix.org.br/mailman/listinfo/linuxchix
