Fabs,

     Em primeiro lugar não estou querendo ofender niguem. Já em segundo
estou dando a minha opinião. A frase real dita em um debate de um
evento TÉCNICO foi : "A MULHER QUE NÃO CONSEGUE ABRIR AS PRóPRIAS
PERNAS E OLHAR O QUE TEM DENTRO NÃO CONSEGUE ABRIR O COMPUTADOR". E
esta frase e pornografia livre foram as pérolas do debate. Acho que
seria mais fácil tentar contar algo de útil que foi dito.
     Eu sinceramente nunca tive problemas com a minha sexualidade só acho
que em um debate a mesma não tem a necessidade e nenhum cabimento de
ser exposta.
     Em relação a você ser técnica e conhecer os reais problemas que uma
mulher técnica da área de TI enfrenta diareamente isso você não pode
falar.
     Você não liga para a empresa que presta serviço para você e fala com
um DBA( Administrador de Base de Dados ) e ele fica te cantando no
telefone. Você nunca deve ter trabalhado em um lugar que todos os
profissionais técnicos são homens e que as únicas mulheres da empresa
é você e a secretária.
     Você nunca chegou em uma entrevista atrasada e na sala tinha 20
homens e você de mulher.
     Eu poderia falar aqui por horas sobre coisas que eu já aconteceu comigo.
     Então eu gostaria que você entesse que o projeto é muito legal , a
idealização dele sim, mas quando se trata de realização vocês deixam
a desejar(Nao estou falando do projeto Cyberela) . Em relação ao
projeto do servidor com pornografia livre, seja lá o que isso for?!
Cadê? Eu posso usar este servidor ? O que muda na vida de alguém ter
um servidor que foi feito para mulheres utilizarem e que contém
pornografia livre ? Onde você está insentivado as mulheres técnicas a
não desistirem ? Porque no caso de artes , música e afins existem um
monte de mulheres. No caso de pornografia também !
    E mais fabs, o que tem haver a sexualidade com tecnologia ?
    Por acaso você já foi acediada no seu trabalho ?
    Só para te deixar esclarecida, eu já fui e tinha apenas 16 anos. Era
estágiaria. Um sujeito de 40 achou que eu queria alguma coisa com ele
simplesmente porque eu fiz o meu trabalho e tratei ele como eu
trataria qualquer outra pessoa. Isso na cabeça dele era uma
sinalização positiva. Você consegue entender a realidade do dia a dia
?
     Agora você não quer que eu me sinta horrorizada depois de ter ido em
um debate e so ouvir asneiras por 2 horas. O único projeto
apresentado ali foi o da GNUGurias, que por sinal vocês nem deixaram
a representante do grupo falar.

E esta é a minha opinião e você não pode mudar isso.
  --
Sem mais,
Lindinha:)





> On 5/31/06, Willian Geek Slack Ferraz <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>
>> Não disse em momento algum que isso deveria ser feito como uma oficina,
>> disse apenas q eu imaginei metade delas se "conhecendo", tenho
>> imaginação e
>> não esperava que elas fossem fazer isso ali, mesmo pq não é uma
>> convenção de
>> ginecologistas.
>>
>
>
> Não era uma convencão de ginecologistas, mas era um Fórum que tratou de
> muitos assuntos interdisciplinares ao Software Livre: acessibilidade (que
> envolve corpo), economia solidária, etc. A ginecologia calhou de ser
> apenas
> mais um entre tantos num encontro de mulheres.
>
>
>
>> Assim, homem pensa com os bagos... existem palavras chaves que dispertam
>> o
>> "oba, oba" em um homem e ele se desinteressa de todo o resto, e
>> convenhamos... depois de ouvir uma dessas, não levariam mesmo a sério.
>>
>
>
> Existe muita coisa que desperta o obaoba nos bagos de um homem (ops, falei
> bagos, não podia?), não somente palavras.
>
> Porque muitos homens não aprenderam ainda a domar seus "instintos", seja
> por
> preguica ou falta de informacão, agora teremos de andar como freiras, não
> falar palavrão e usar somente linguagem técnica?
>
> Fico imaginando o preconceito que não sofreriam as meninas que fazem
> inclusão digital com prostitutas se fossem expostas a pessoas que não
> conseguem entender a grandeza do trabalho delas e se focam mais no
> significado distorcido das palavras que utilizam para descrever o que
> fazem.
>
>
>
> Claro que há suas excessões a regra, mas no geral é isso. Tanto q esse
> caso
>> virou piada em mesa de buteco.
>>
>
>
> existem muito mais excecões do que você pensa, meu caro. E, convenhamos,
> não
> precisa muito esforco pra qq coisa virar piada em mesa de boteco, né? Até
> a
> coisa mais séria do mundo pode virar piada numa mente entorpecida por
> álcool. Nada contra, gosto de boteco e cerveja também. Só não acho que
> isso
> queira dizer alguma coisa.
>
>
>
>>
>> Não tem nada a ver não poder falar do próprio trabalho. DEVE-SE falar do
>> próprio trabalho, mas com uma abordagem técnica não ginecológica. Isso
>> sim
>> num tem sentido. Não é questão de medo, preconceito dos outros ou
>> qualquer
>> coisa assim, é mera questão de saber separar as coisas, se querem ser
>> respeitadas como profissionais, utilizem linguagem profissional, só
>> isso.
>>
>
>
> A linguagem técnica que você solicita não faz efeito em meninas que, por
> exemplo, nunca viram um computador na vida, são espancadas em casa, já
> sofreram de abuso sexual ou são prostitutas buscando uma outra vida para
> si
> próprias. Mudar o discurso e usar linguagam técnica para descrever o
> próprio
> trabalho só porque se está num FISL seria hipocrisia.
>
> Mas enfim, não vejo porque continuar discutindo isso por aqui. Existem
> preconceitos que estão enraizados demais para serem trabalhados dessa
> maneira. É uma pena que você esteja aqui a perpetua-lo, ao invés tentar
> não
> pensar com os bagos (ops, falei de novo, desculpem).
>
>
> fabs
> --
> Fabianne Balvedi
> Linux User #286985
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