Em 24/01/07, Sulamita Garcia<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Vamos ver se eu lembro...
Depois é nós que esquecemos "as datas importantes" e "aquilo que foi falado outro dia"... &;-D > Lembro que uma foi onde eu achava que a porcentagem de mulheres era menor, no > mundo open source ou proprietário, o que eu falei que era visivelmente menor > no mundo open source. Open Source envolve ideologia, debates, idéias e... política! Querendo ou não, a natureza do OpenSource envolte também aspectos políticos, o que pode ser também um fator desestimulante. Ou estou enganado? http://www.dominiofeminino.com.br/mulher/mulher_na_politica1.htm > Outra foi sobre porque existem tão poucas mulheres nas listas ou projetos de > software livre. Eu lembro que uma vez depois de uma palestra o Helio me fez a > mesma pergunta, e eu perguntei "mas vc ouviu minha palestra?". Desta vez eu > pensei em perguntar a mesma coisa, mas aí o cara completou antes de eu > responder, que ele entendeu todos os motivos e causas que levaram a este > cenário no mundo FOSS, e eu falei que na verdade existem bem mais mulheres do > que se acha, elas não são exatamente falantes. (Como por exemplo esta lista, > eu sei que se não temos 50% de participação feminina, temos bem perto disto, > mas quem olha, vê 80% das conversas acontecendo entre homens.) E ai a Val > completou com a constatação. Em poucas palavras: existem, mas não vemos; participam, mas não de forma mais ativa. Vivendo e aprendendo.. > Houve mais duas perguntas antes que eu não me lembro. Bem vinda ao universo dos homens... &;-D > Na sessão final, inclusive, formamos grupos de discussão e fomos sentar no > gramado para trocar experiencias sobre trabalho e negociação de salários. > Mary Gardiner, que foi organizadora da Miniconf, falou antes que em geral, > mesmo as mulheres sendo maioria absoluta, grupos deste tipo se resumiam a um > homem falando 90% do tempo e as mulheres ouvindo, que eles tentassem refrear > este comportamento, e que era trabalho das coordenadoras de cada grupo(eu > incluída) de trabalhar que todas participassem. E olha, não foi um trabalho > fácil. No começo o cara que estava no meu grupo até tentou se controlar, mas > tive que constantemente cuidar de que outras mulheres falassem também. O pior > foi conseguir dirigir uma senhora no grupo, que a cada fala do rapaz o > incentivava a continuar com mais e mais perguntas a ele, o que eu não notava > ela fazer com as outras participantes. Um homem que estava em outro grupo, > exatamente o que fez a pergunta que a Val respondeu, contou no blog dele a > experiencia dele nesta miniconf. Disse que estava firmemente determinado a > cooperar, mas quando viu, estava ele fazendo um longo e detalhado relato de > sua trajetoria profissional e problemas de empregos, considerações sobre a > vida o universo e tudo mais. O que o levou a cair em si foi a Mary se > aproximar e mudar o rumo da conversa, ao que ele se perguntou "Porque minha > necessidade de falar e ser ouvido luta com o meu desejo de ser justo e > igualitário?" Um coisa é certa: o homem se empolga! E sei que, numa palestra ou debate, a primeira pergunta é a que conduz todo o processo de discussão, gerando respostas e outras perguntas à partir do gênero da primeira pergunta. E se for um homem a iniciar este "processo", com certeza o genero da pergunta será algo dentro do universo masculino. Idéia: não seria interessante no término da palestra, dirigir-se para as mulheres fazerem a primeira pergunta, ao invés de deixar aberto para o público geral (homens e mulheres), pois sabemos que os homens tenderão a tomar a iniciativa (como foi o seu caso). Outra possibilidade que não pode ser descartada é que o homem "gosta de impressionar". E num público, onde a maioria é mulheres, já viu né! &;-D -- Att., Ednei Pacheco, http://www.linuxhome.eti.br/ _______________________________________________ Linuxchix mailing list [email protected] http://listas.linuxchix.org.br/mailman/listinfo/linuxchix
