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http://www.administradores.com.br/conteudo.jsp?pagina=nc&idNoticia=12335&idCategoria=11

Em 2007, mulheres continuam ganhando menos que homens

Como mulher e profissional, sou obrigada a ler que nós mulheres, ainda hoje, 
não atingimos o patamar salarial masculino. A pesquisa 2007 da consultoria 
Watson Wyatt, divulgada em diversos veículos de comunicação, aponta que nas 153 
empresas que participaram do estudo existe uma diferença média de 5% em favor 
dos profissionais masculinos — mesmo índice encontrado no ano de 2006, ou seja, 
nós mulheres não evoluímos em nada no período em termos de remuneração. A 
diferença pode não parecer muito, mas equivale à manutenção salarial de um ano 
inteiro, segundo a consultoria, que também declara acreditar que com o tempo os 
salários entre homens e mulheres sejam equiparados, mas que esse processo será 
demorado. O estudo cita, ainda, que apenas 18% dos cargos executivos estão em 
nosso poder, dado este no qual o sexo feminino melhorou em 2% a sua 
participação, se comparado com o ano anterior.

Custo acreditar, que em pleno terceiro milênio, esta realidade ainda persista 
em algumas empresas. Nunca fui feminista, acho que homens e mulheres, mesmo com 
todas as suas diferenças físicas, são iguais intelectualmente. Vamos pensar um 
pouco, basta avaliar em nossas vidas a inteligência de nossos pais – na grande 
maioria, o esteio de nossa formação veio de nossas mães, indistintamente se 
formos homens ou mulheres. Grandes escritoras, políticas, educadoras, artistas 
e profissionais estão ai para comprovar. Não sou de propor movimentos 
reivindicatórios, até porque nosso espaço no mundo moderno foi conquistado e, 
inclusive, atestado que em termos de competência e capacidade não somos 
melhores nem piores que os homens, somos iguais. Está provado que desde o 
início dos tempos a força feminina de trabalho esteve presente. E hoje em 
relação à nossa capacidade intelectual, os índices da presença feminina nas 
universidades demonstram que somos maioria há um longo tempo.

Como advogada, atuando há vários anos no Direito do Trabalho, lembro aos 
profissionais de RH das empresas que somos todos iguais perante a lei, com 
todos os direitos e deveres, e que uma atitude discriminatória e machista, como 
esta apontada pelo estudo, poderá ser passível de reclamações trabalhista, 
ações estas amparadas pela nossa Constituição e com ganho de causa garantido.

* Sylvia Romano é advogada trabalhista, responsável pelo Sylvia Romano 
Consultores Associados, em São Paulo. 
-- 
  °v°   André Déo                               "O pensamento se torna ação,
 /(_)\  http://andredeo.multiply.com/           a ação gera o hábito,
  ^ ^   [EMAIL PROTECTED]|[EMAIL PROTECTED]             o hábito forma o caráter
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