nuss, quanto brasileiro escondido mexendo com Lisp! Além de troll em newsgroups, fóruns e blogs de internet e procrastinador nas horas vagas, costumo usar Scheme em pequenas tarefas de automação no trabalho ou no puro exercício intelectual de resolver problemas e desafios de programação. Não há como compartilhar código Lisp com seus colegas de trabalho acostumado à barbárie, mas sempre é possível usá-la para auxiliar em tarefas secundárias no processo de desenvolvimento ou ainda como gerador de código para linguagens de baixo calão.
Sempre curti aprender novas linguagens e embora tenha tido minha cota de diversão com C, shell, tcl, perl, python, ruby, haskell etc e seja um fiel observante da fé no lema "use a ferramenta certa para a ocasião", sempre volto pros Lisps, que é a linguagem que melhor se adapta à minha forma de pensar, ao invés do contrário. Adoro a pouca sintaxe (extensível), sua regularidade e o fato de se poder fazer tudo a partir da avaliação de uma única expressão. Não é a linguagem ideal, em muitos casos parece ter parado no tempo, mas é paixão à primeira vista e não desgruda. O Lisp mais moderno me parece ser Clojure. Boas idéias e boa tentativa de revitalização, mas os casos especiais da sintaxe para torná-la mais atraente para pessoas que odeiam parenteses, deixam a desejar. Também não gosto dos perlismos ($1 $2 para parâmetros para não ter que usar lambda), da dependência da patética JVM (recur?!) e de nomes obtusos como "defn" (é define? defun? define-number? tiraram o fun de defun e acrescentaram um n ao def de python)... que outros dialetos de Lisp tragam vida nova à essa linguagem espetacular. (abraço (a (todos (na (lista))))) -- You received this message because you are subscribed to the Google Groups "Lisp-br" group. To post to this group, send email to [email protected]. To unsubscribe from this group, send email to [email protected]. For more options, visit this group at http://groups.google.com/group/lisp-br?hl=en.
