Caros Foi levantada a questão sobre a *unicidade da lógica clássica*, ou seja, se ela seria a única lógica *verdadeira* ou se haveria outras também legítimas (em algum sentido que não saberia precisar). Alguns defendem que a única lógica legítima é a clássica utilizando o seguinte argumento: qualquer lógica não-clássica só poderia ser construída (e aqui parece que o defensor está pensando na *racionalidade*, ou seja, algo do tipo *racionalmente construída*) tendo como base a lógica clássica. Já ouvi o seguinte também: um congresso sobre lógicas não-clássicas só poderia ser organizado através da lógica clássica. Essa última posição parece ser a do Edson. Penso o seguinte: todo sistema lógico é válido, e tem a sua importância. Isso pode indicar superficialidade, ou até mesmo falta de juízo crítico. Penso que não. Não sou relativista no sentido de *tudo vale*, porém, é impossível desconsiderar a quantidade de contextos diferentes que envolve o conhecimento humano. Deste modo, defendo que contextos diferentes podem exigir lógicas diferentes e, na minha visão, todos esses contextos reunidos (se é que essa *união* é possível) não precisam ter necessariamente uma única lógica subjacente. Penso que não há como determinar se a *racionalidade* segue uma única lógica; e mesmo que siga, não vejo como sabermos com certeza qual é essa lógica. Por fim, aparentemente, podemos tirar a seguinte conclusão (que considero bastante interessante): toda a discussão sobre a *unicidade* da lógica clássica em oposição a uma pluralidade de lógicas não-clássicas mostra que essas são, ao que tudo indica, possíveis, e se são possíveis, não há motivos, a não ser pessoais, para sustentarmos que existe apenas uma lógica.
Um abraço, William Steinle PS: Qual seria a lógica desta lista, se é que há alguma...? (Acho que nem a paraconsistente dá conta!) : -)
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