Caro João Marcos Mas será que isso refuta ou confirma a minha tese? Vejamos. Suponhamos que o que vou dizer a seguir pertença a um sistema W. "Se tenho uma tese T, e posso (e não, devo) construir um sistema lógico onde T não pode ser derivada (apresentando uma prova disso), então T não é um teorema desse sistema; sintaticamente simples. Mas do ponto de vista semântico, o que diz T? Diz que não há como sabermos se há uma única lógica (geral, universal, global, *mãe*, sei lá o quê) *verdadeira* e nem se, caso houvesse, essa lógica seria a clássica. Bem, mas o sistema lógico que construí para mostrar que T não é teorema é conhecido (ele pode ser clássico ou não-clássico, tanto faz), portanto, isso mostra (metalingüisticamente, talvez) que T de fato não pode ser assumida." Lembre-se agora que o que acabei de escrever, e que está entre aspas, pertence ao meu sistema W. Pergunto: qual a lógica de W? Agora, considere que isso que acabei de escrever (sobre a lógica do sistema W) pertence a um sistema S. Pergunto: qual a lógica de S? Isso tem um fim? Como fica a questão dos vários níveis de linguagem?
Um abraço, William. PS. Obrigado pelo link do Girard.
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