Trotsky representou o que há de melhor entre a elite dos Soviéticos. Um
homem altamente idealista, que consagrou a sua vida aos grandes movimentos
sociais. Infelizmente, na União Soviética da época, prevaleceu uma tendência
obscuratista, daí alguém como Stalin chegou ao topo do poder político, com o
consequente exílio de Trotsky no México, e finalmente o seu assassinato,
provavelmente a mando dos asseclas de Stalin, em 1940, no México.

Frida Kahlo foi uma mulher extraordinária, uma artista que transmutou o seu
sofrimento pessoal nas mais belas obras de arte já feitas.

Ter tido o privilégio de conviver com figuras extraordinárias como Trotsky e
Frida Kahlo torna, sob este ângulo, a vida de Jean Van Heijenoort
maravilhosa. A migração intelectual que ele fez de Trotsky para Gödel também
é um processo estupendo e valioso, tornando capaz de ver a vida sob diversos
ângulos, o que é fundamental para atingir uma perspectiva holística do Todo.

Provavelmente Van Heijenoort passou por uma grande evolução intelectual nos
anos que conviveu com Trotsky e em um ambiente com figuras extraordinárias
como Frida Kahlo e Diego Rivera, o que deve ter sido de grande importância
para os anos seguintes de estudos em Lógica, incluindo o seu PhD e destaque
nesta área.

Só o fato de Van Heihenoort ter se arriscado para defender e apoiar alguém
como Trotsky leva-me a simpatizar grandemente com ele.

a) Arthur Buchsbaum

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