Ola para todos

>minha opinião pessoal, neste caso, é de que esta crítica à tendência de
> situar Frege como "pai da lógica moderna" não é NADA absurda.

Marcos, isso estah OK, mas uma coisa eh dizer q eh absurdo considerar
Frege o pai da log moderna, outra coisa eh dizer q a critica a tal
posicao eh absurda. Concordo q a posicao de Frege eh superestimada,
mas, volto a dizer, eh uma questao de perspectiva, de compreender
melhor a historia da log moderna, e nao de ignorancia e confusao. O q
Frege fez na Begr nao eh pouca coisa. Alem disso, essa critica aa
posicao de frege na hist da logica me parece q superestima a t. de
modelos, mas logica nao eh apenas t. de modelos.

> Digo mais, pra finalizar: poderíamos com muito mais razão chamar
> Frege, quando muito, de "pai da filosofia analítica",

Eh dificil nao considerar q Frege foi o pai da filosofia analitica,
justamente pela 'linha historica continua' entre ele e a fil da
linguagem (ou analitica, como queiram) do sec XX. Mas Frege foi o pai
da filosofia analitica sem querer. As discussoes do sec XX sobre
significado, q de fato partiram de leituras de Frege, seriam
totalmente estranhas para Frege, q nunca esteve interessado nisso q
acabou sendo chamado de filosofia da linguagem.

>a começar pela
> releitura sensacional que ele fez da epistemologia kantiana, já desde
> o Begriffschrift

Marcos, a leitura q Frege faz de KAnt nao eh exatamente sensacional. O
q parece eh q ele tem escrupulos de bater mais forte no Kant, como
bate nos outros. Parece o Heidegger nesse ponto. Desce o pau nos
franceses, e sempre fala dos alemaes e dos gregos com o maior
respeito. As secoes iniciais dos Fundamentos da Arit de 1984 dao a
entendenter aa primeira vista q Kant teria um papel ali q, de fato,
nao tem. Nao vou me estender, mas veja, basta notar como sao
diferentes as nocoes de analiticidade em Kant e Frege. Isso ja seria o
bastante para nao considerar q Frege estava apenas 'consertando' a
epistemologia de Kant no q diz respeito aa Aritmetica.


> Nada do que afirmo acima, em princípio, parece ir diretamente contra o
> que o Luiz Henrique defende em seu livro, que ainda não tive a
> oportunidade de ler.  Sem querer me meter a historiador da "lógica",
> ou da "filosofia da lógica", >ainda assim me parece importante não
> confundir "lógica" com "filosofia analítica", e não super-estimar
> conexões históricas que de fato não existem, ou que são na realidade
> bem mais tênues do que alguns gostariam que fossem.

O q vc disse foi bem razoavel. MAs a conversa aqui parece ter sido
motivada pela resenha no link
http://www.agencia.fapesp.br/materia/9873/especiais/a-revolucao-da-logica.htm
Alias, parece mais uma resposta extremada ao autor da resenha.



Abraços

A.









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