Lutando contra a estupidez até os deuses pedem arrego...

2009/6/15 Francisco Antonio Doria <[email protected]>

> Mit der Dummheit kämpfen die Götter selbst vergebens... (Schiller)
>
> 2009/6/15 Arthur Buchsbaum <[email protected]>
>
>>  Também é extremamente daninho para a ciência e as universidades uma
>> política que supõe que a ciência é fragmentada e compartimentada em vários
>> departamentos das universidades.
>>
>>
>>
>> Uma publicação relevante a respeito de Lógica, por exemplo, mas publicada
>> por uma revista com Qualis em Filosofia, mas não em Computação, esta sujeita
>> a não ser reconhecida como tal por determinadas coordenações de
>> pós-graduação.
>>
>>
>>
>> Isto ocorreu comigo, e aí impediram-me de receber novos alunos e fiquei
>> dois anos sem novas bolsas, até a referida publicação ter também Qualis em
>> Computação.
>>
>>
>>
>> Esta “burrocracia” e ideologia de fragmentação do conhecimento é talvez o
>> lado mais pernicioso das universidades e das políticas de pesquisa.
>> Infelizmente isto é até incentivado em alguns meios governamentais e aí
>> alguns coordenadores das pós-graduação obedecem a isto, sem reconhecer a
>> estupidez de tal ideologia.
>>
>>
>>
>> a) Arthur Buchsbaum
>>
>>
>>
>> *De:* [email protected] [mailto:
>> [email protected]] *Em nome de *Adolfo Neto
>> *Enviada em:* segunda-feira, 15 de junho de 2009 13:04
>> *Para:* Lista acadêmica brasileira dos profissionais e estudantes da área
>> de LOGICA
>> *Assunto:* [Logica-l] Por que a maioria da ciência brasileira é tão pouco
>> citada?
>>
>>
>>
>> *Do *Blog de Suzana Herculano-Houzel (Professora da UFRJ):
>> *
>> *"Por que, então, a maioria da ciência brasileira é tão pouco citada?",
>> pergunta alguém na platéia. Izquierdo não hesita: "porque ela é superficial:
>> são, em sua maioria, estudos superficiais sobre questões superficiais,
>> necessariamente publicadas portanto em revistas também superficiais.
>> Izquierdo diz que a política brasileira de aferir número de publicações, e
>> não impacto das publicações, dos pesquisadores reforça isso. É o que eu,
>> desde quando voltei ao Brasil, chamava, chateada, de ciência de
>> "abrir-a-geladeira-e-ver-qual-droga-vamos-testar-hoje". Fiquei confortada de
>> ouvir que alguém do calibre dele compartilha da minha crítica. Falta de
>> recursos não justifica falta de boas idéias.
>>
>>
>> Fonte:
>> http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2009/6/13/agora-a-tiete-sou-eu-que-simpatico-o-izquierdo.html
>>
>>  Agora a tiete sou eu: que simpático o 
>> Izquierdo!<http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2009/6/13/agora-a-tiete-sou-eu-que-simpatico-o-izquierdo.html>
>>
>> Conheço-o apenas de trocar cumprimentos e conversas rápidas em congressos,
>> nos quais ele sempre me cumprimenta calorosa e efusivamente (sempre para
>> minha grata surpresa, pois sinceramente não sei o que fiz para merecer
>> isso), e admiro-o desde quando descobri seu trabalho através do seu livro A
>> Arte de Esquecer. E hoje, graças a um novo formato peculiar de apresentação
>> no 5o Congresso de Cérebro, Emoção e Comportamento, onde estou em Gramado
>> (RS), gosto ainda mais dele.
>>
>> O formato da apresentação permitiu que Iván Izquierdo, esse neurocientista
>> brasileiro mas argentino de nascimento, falasse sobre o sucesso de seu grupo
>> de pesquisa, que ele lidera no Rio Grande do Sul (primeiro na UFRGS, e há
>> alguns anos na PUC-RS) há 34 anos. Com cerca de 300 artigos publicados, já
>> citados em outros trabalhos mais de 12.000 vezes (!) - o recorde brasileiro,
>> de longe -, Izquierdo fala com a tranquilidade e amabilidade de quem não
>> precisa provar nada para ninguém. Sua autoridade é natural, merecida, não
>> auto-proclamada.
>>
>> Izquierdo contabiliza uma longa lista de mestres e doutores formados em
>> seu laboratório, e contribuições reconhecidas internacionalmente em várias
>> áreas relacionadas à neurobiologia da memória: formação paralela de memórias
>> de curta e longa duração, extinção de memórias, persistência, efeito do
>> estado hormonal, e até o envolvimento fisiológico da proteina prion na
>> formação da memória. Toda sua pesquisa é feita no RS há mais de 30 anos, o
>> que mostra que nenhum fator interno impede a ciência brasileira de ser
>> altamente eficiente, bem-sucedida, altamente citada.
>>
>> "Por que, então, a maioria da ciência brasileira é tão pouco citada?",
>> pergunta alguém na platéia. Izquierdo não hesita: "porque ela é superficial:
>> são, em sua maioria, estudos superficiais sobre questões superficiais,
>> necessariamente publicadas portanto em revistas também superficiais.
>> Izquierdo diz que a política brasileira de aferir número de publicações, e
>> não impacto das publicações, dos pesquisadores reforça isso. É o que eu,
>> desde quando voltei ao Brasil, chamava, chateada, de ciência de
>> "abrir-a-geladeira-e-ver-qual-droga-vamos-testar-hoje". Fiquei confortada de
>> ouvir que alguém do calibre dele compartilha da minha crítica. Falta de
>> recursos não justifica falta de boas idéias.
>>
>> A receita do sucesso de seu grupo? "Trabalhar, trabalhar, trabalhar;
>> dialogar, dialogar, dialogar. Não considero meus estudantes subalternos, mas
>> jovens que, como jovens, têm comportamento diferente do meu", diz ele com
>> seu sotaque carregado, mas de tom sempre simpático, um prazer de ouvir. Lá
>> fora os estudantes me cercavam para tirar fotos comigo. Fiquei com pena de
>> não ter podido eu mesma tirar foto com o Iván Izquierdo. Era minha vez de
>> fazer tietagem neurocientífica!
>>
>>
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>> [email protected]
>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
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