Permita-me respeitosamente discordar. Pela mesma exigência, seria igualmente incorreto afirmar sentenças do tipo "guerras causam a morte de pessoas". Não é uma verdade conceitual que guerras causam a morte de pessoas porque existem mundos possíveis onde confrontos armados ocorrem sem nenhum derramamento de sangue.
Aplicando o princípio da interpretação generosa, poderíamos até mesmo considerar que existem indexicais escondidos nas sentenças mencionadas remetendo ao contexto, intervalo temporal e probabilidade de forma que as condições de verdade das sentenças originalmente intendidas por quem as escreveu sejam bem diferentes das sugeridas pela sua forma gramatical superficial. E finalmente, sem entrar nos méritos na campanha, política pública é intrinsecamente normativa e está interessada em resultados práticos e a forma como as sentenças estão expressas é mais eficiente retoricamente. O Ministério da Saúde está fazendo ameaças e recomendações e a força ilocucionária não seria a mesma, não carregaria a mesma autoritatividade, se as sentenças estivessem escritas de forma mais rigorosa e extensa. Quando o homem comum raciocina sobre causalidade, acredito que necessidade causal do tipo estipulada por uma teoria robusta como uma teoria contrafactual de causação não passe muito por sua cabeça (e mesmo teorias desse tipo não estão imunes a contra-exemplos). Provavelmente ele se satisfaz com a conjunção de princípios mais intuitivos e simples como suficiência causal e prioridade temporal. Abraços. 2009/8/7 Alexandre Costa Leite <[email protected]> > Boa tarde! > > Este e-mail é somente para apontar algumas falácias lógicas > que aparecem na propaganda anti-tabagista no Brasil e no mundo. > Exemplos de frases FALSAS que são usadas para enganar > a população são : > > "1. Este produto prejudica a mãe e o bebê, causando parto prematuro e > morte. > 2. O uso deste produto obstrui as artérias e dificulta a circulação do > sangue. > 3. O uso deste produto leva à morte por câncer de pulmão e enfisema. > 4. O uso deste produto causa morte por doenças do coração. > 5. Respirar a fumaça deste produto causa pneumonia e bronquite. > 6. Este produto causa envelhecimento precoce da pele. > 7. A dependência da nicotina causa dor e morte. > 8. O uso deste produto diminui, dificulta ou impede a ereção. > 9. O risco de derrame cerebral é maior com o uso deste produto." > ( > http://www.cebes.org.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&paginaId=134&mNoti_Acao=mostraNoticia¬iciaId=432= > > Obviamente, não é somente no Brasil que essas falácias podem > ser encontradas. No mundo todo! Algumas frases absurdas > que podemos encontrar por aí: > > "Smoking kills." > "Smoking seriously harms you and others around you." > > Santa paciência! Tudo isso é brincadeira, uma piada (mal contada). > A noção de causalidade está sendo empregada incorretamente. Ela invoca um > aparente aspecto de necessidade lógica, quando na verdade > o que existe é uma mera possibilidade física. > O correto seria corrigir as frases acima acrescentando > uma modalidade de possibilidade ou dar um aspecto > de mera probabilidade. > > > A.CL > > > > > > > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > >
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