Quando limitei o universo dos avaliados aos "falantes de língua portuguesa", quis me referir aos que conhecem a diferença entre número e numeral. ISSO foi otimista demais. A qualificação "imensa maioria", mesmo nesse caso, não passa de ênfase retórica, e está mal posta. Carolina tem razão. O certo é que uma quantidade maior, possivelmente bem maior, acertaria a questão formulada em termos de numerais do que em termos de números, inclusive os lógicos.
A falha da questão pode ser explicada em termos de teoria dos atos de fala. O contexto e a formulação da questão IMPLICITAM algo, depois frustrado na resolução oficial. A falha está relacionada a CONDIÇÕES DE (IN)FELICIDADE e não a um domínio de verdades matemáticas sofisticadas: estão em jogo, principalmente, propriedades dos numerais e não dos números, ao contrário da expectativa imposta pelo contexto e pela formulação da questão. A falha é inteiramente do avaliador, e não do avaliado.
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