alo JM,
obrigada pelas explicacoes! sim, eu estava perguntando mesmo pela motivacao
de *todo* mundo.

tinha dado uma olhada rapida no paper do Tax e nao vi o porque, dai fiquei
pensando se era so' pra fazer (afinal nos anos 60 logica intucionista ainda
era novidade) ou se todo mundo sabia de alguma coisa especial (sobre
equivalencias?) que eu nao sei...

>O quociente natural por trás das álgebras de Heyting é dado >pela
bi-implicação intuicionista e não pela clássica, correto?
Correto.

>Se eu desejar compreender a noção de
>identidade entre proposições nativas da lógica intuicionista, é >pela
bi-implicação correspondente que eu vou procurar, não é?

ja' aqui nao sei...E'?...possivelmente sim no caso da logica intuicionista,
pois a conjuncao intuicionista me parece exatamente a mesma que a classica
(sera' que nao e'?) mas no caso de logica linear, a bi-implicacao linear tem
que escolher que conjuncao usa e portanto a bi-implicacao carrega uma
escolha de conjuncao, o que me diz que o meu tempo e' melhor empregado
entendendo a implicacao linear...
sim, todos temos preconceitos e os meus sao contra as equivalencias, pois
(que nem o Shaffer stroke) eu acho que elas escondem as 'particulas
essenciais' da logica, que sao as regras de introducao e eliminacao...

mas concordo plenamente que 'e o meu preconceito. puramente. de repente a
axiomatizacao em termos de equivalencia e implicacao que o Tax faz realmente
nos conta alguma coisa mais interessante sobre a essencia das proposicoes
intuicionisticas,  que eu nao estou vendo, ainda....

 nao tenho acesso ao paper mais novo e nao sei o suficiente sobre
algebrizacao a la Blok-Pigozzi pra dar palpite por la', mas acho
interessante se fizer essa parte funcionar melhor... me conte o que voces
descobrirem!...

e divirtam-se no montanhismo matematico!

abracos,
Valeria
ps foi um alivio ler a  sua segunda mensagem, fiquei tentando achar sentidos
ocultos na primeira... e nao estava funcionando...
2011/4/13 Joao Marcos <[email protected]>

> [Peço desculpas, a mensagem anterior seguiu antes que eu a terminasse,
> e em seguida meu avião levantou vôo e não pude consertar o erro...
> Mando aqui então a mensagem completa.]
>
>
> Sim, e a resposta à segunda pergunta que eu fiz está neste paper bem
> mais recente:
>
> Free equivalential algebras
> K. Slomczynska
> Annals of Pure and Applied Logic 155 (2008) 86-96.
> linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0168007208000353
>
> Agradeço a todos que me responderam offlist com questões e sugestões de
> leitura.
>
> Valeria de Paiva escreveu:
> > mas posso perguntar pra que? qual 'e o seu interesse
> > nesse calculo equivalencial? qual foi a motivacao de Tax em 1973?
>
> Você pergunta pela minha motivação, ou pela dos autores citados?  A
> destes últimos eu só posso inferir ou citar... (é claro, de todo modo,
> que uma _boa_ resposta depende na realidade do que a pessoa que
> perguntou ---você--- entende como "motivação", e isso eu só posso
> tentar adivinhar ou acertar na sorte)
>
> Bom, creio que o Tax foi movido por um sentimento do tipo "we must
> know, we shall know" (à la Hilbert), ou então algo como "because it's
> there" (como no lema do alpinismo).  Não há nada que ele diga no
> paper, contudo, que possa reforçar esta minha crença irracional.
>
> Slomczynska diz muito claramente que está buscando avançar no estudo
> da algebrização à la Blok-Pigozzi e que seu interesse particular está
> em contribuir para a descrição da classe de álgebras equivalenciais
> (intuicionistas) finitamente geradas.
>
> As razões do meu próprio interesse?  Por que eu não gosto deste
> conectivo menos do que de qualquer outro? :-)  Bom, posso sugerir uma
> porção de "motivações melhores", claro...  O quociente natural por
> trás das álgebras de Heyting é dado pela bi-implicação intuicionista,
> e não pela clássica, correto?  Se eu desejar compreender a noção de
> identidade entre proposições nativa da lógica intuicionista, é pela
> bi-implicação correspondente que eu vou procurar, não é?  (Por certo
> isto terá de ter uma contraparte imediata em termos da interpretação
> BHK e do isomorfismo de Curry-Howard, não?)  Sentenças puramente
> equivalenciais como ((A<->B)<->B)<->A são teoremas clássicos mas não
> intuicionistas --- deve haver uma boa razão para isso, não?  Etc etc.
>
> Por fim, o interesse do Claudio certamente está ligado ao fato de que
> ele está fazendo sua dissertação de mestrado sob minha orientação, em
> um projeto com bolsa do CNPq, tendo como tema o significado e o
> funcionamento das bi-implicações na lógica difusa.  :-)
>
> Abraços,
> Joao Marcos
>
>
> > 2011/4/13 Joao Marcos <[email protected]>:
> >> Agradeço a Claudio Callejas por ter encontrado a resposta
> >> (aparentemente bem pouco conhecida) à minha primeira questão,
> >> apontando-me o artigo:
> >>
> >> On the intuitionistic equivalential calculus.
> >> Robert E. Tax
> >> Notre Dame J. Formal Logic Volume 14, Number 4 (1973), 448-456.
> >>
> http://projecteuclid.org/DPubS?service=UI&version=1.0&verb=Display&handle=euclid.ndjfl/1093891099
> >>
> >> JM
> >>
> >>
> >> 2011/4/10 Joao Marcos <[email protected]>:
> >>> Salve:
> >>>
> >>> Alguém saberia me passar referências sobre axiomatizações "puras" (sem
> >>> outros conectivos envolvidos) do conectivo de *bi-implicação
> >>> intuicionista*?  E sobre as relações entre este último e o conectivo
> >>> clássico análogo?
> >>>
> >>> JM
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