2011/11/12 Rodrigo Freire <[email protected]> > Olá Walter > > > Vou acrescentar uma sugestão: > > 11) set-theoretic: conjuntista. > > E uma pergunta: > > 12) proof-theoretic: prova-teorética(o)? >
Feio paca... > > Abraço > Rodrigo > > > > > 2011/11/12 Walter Carnielli <[email protected]> > > > Caros Anderson e Rodrigo, caros todos os que têm se esmerado na > > discussão > > (notadamente, o João Marcos, Andréia e Daniel, que me parece que mais > > debateram ): > > > > Parabenizo a todos pelo enorme esforço em digitar milhares de > > linhas e manter o foco da discussão. > > > > Acho que esta proposta do Anderson é muito boa: talvez fosse o > > caso de termos um > > "banco terminológico" (não de "notações", mas de termos sugeridos), > > sem obviamente nenhuma "patrulha terminológica", mas que > > nos ajudassem a escrever melhor. > > > > Entro então na discussão colocando meus problemas terminológicos e > > a solução que tenho adotado, para iniciar a coisa: > > > > - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - > > - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - > > Sugestões: Terminologia em Lógica e Filosofia em Língua Portuguesa > > > > > > 1) "Forcing" (substantivo) : Relação de forçamento > > > > 2) "Frame" (substantivo) : enquadramento > > > > 3) "tableau" e "tableaux" (substantivos): tablô e tablôs > > > > 4) "claim" (verbo) : sustentar ou alegar > > > > 5) "claim" (substantivo) : alegação > > > > 6) "dialethea" (substantivo) : dialetéia > > > > 7) "dialetheic" (adjetivo) : dialetéica(o) > > > > 8) "model-theoretical" (adjetivo) : teórica(a) ou modelo-teórica(o) > > > > 9) "negation-free" (adjetivo): livre de negações > > > > 10) " proof" (substantivo) : preferencialmente 'demonstração', mas > > mantendo "Teoria da Prova" no caso específico da área. > > > > > > - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - > > - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - > > Acho que a questão é importante: há pouco tempo o Chateaubriand me > > escreveu perguntando como eu usaria > > "dialetheic" para não confundir com "dialético". > > > > *Não quero* dizer com isso que uma discussão mais profunda, como > > aquela sobre "consequência sintática"e "semântica, ou sobre a > > distinção ( se houver) entre "prova" e "demonstração" devam ser > > canceladas--simplesmente não creio que esse tipo de discussão se > > resolve na Lista. > > Talvez se inicie na Lista, mas só vai prosperar (penso) com um > > artigo competente e bem feito endereçando-se à questão. > > > > Há muito mais. Ficam como desafio "turnstile", "top" e "bottom"... > > > > Abs, > > > > Walter > > > > Em 11 de novembro de 2011 15:09, Anderson de Araújo > > <[email protected]> escreveu: > > > Rodrigo, concordo com você em ambos os pontos. > > > > > > É duro de engolir a expressão `computacionalmente saturado', mas, > > > infelizmente, não tenho argumentos melhores do que aqueles apresentados > > > pelo Soare e outros. Então, quando tenho em vista a versão informal, > uso > > > `efetivamente saturado' mas, quando está em questão uma versão formal > > > qualquer, uso, a contragosto, `computacionalmente saturado'. > > > > > > Quanto à notação em lógica, realmente a situação é problemática; > > sobretudo > > > em teoria dos modelos e teoria da computabilidade. Em particular, o > > exemplo > > > que você apontou sobre a substituição de termos é emblemático. Algum > > tempo > > > atrás, li alguns artigos de pesquisadores renomados em teoria dos > modelos > > > sobre quantificadores ramificados e fiquei incomodado com o descuido - > e > > > justo nesse tema no qual qualquer deslize compromete muito a > compreensão > > > dos resultados. > > > > > > Talvez fosse o caso de abrir uma linha de discussão sobre a notação em > > > lógica aqui na lista. Quem sabe a coisa avança e no próximo EBL > tenhamos > > > uma espécie de `Convensão Notacional da SBL', construída via debate. Se > > > essa iniciativa for endossada pelos membros mais experientes da lista, > > ela > > > ganhará força. > > > > > > A unidade, assim como a discórdia, em ciência é um fator positivo. > Também > > > acredito que passaria uma boa imagem para os lógicos de `outros mares' > > > saber que no Brasil há algo do tipo `Convensão Notacional da SBL'. > > > > > > Abraços, > > > > > > Anderson > > > > > > > > > > > > Em 11 de novembro de 2011 09:31, Rodrigo Freire <[email protected] > > >escreveu: > > > > > >> Claro Anderson, entendo o que você escreveu. Apenas apontei que as > vezes > > >> simplesmente não soa bem substituir "recursivamente" por > > "computavelmente". > > >> Efetivamente saturado ficou bom. > > >> > > >> Outro ponto sobre a linguagem usada em lógica: notações. Acho que > > notação > > >> é um ponto crítico em lógica. > > >> > > >> Acho que ainda não há um padrão de notação em lógica que seja > > >> satisfatório. Por exemplo o símbolo usado para a relação de > consequncia > > >> semântica, uma barrinha vertical seguida por duas barrinhas > > horinzontais, > > >> que é mais ou menos standard agora, é usado no mínimo para duas coisas > > >> diferentes: para expressar que uma sentença é válida em uma estrutura > e > > >> para expressar que uma sentença é consequencia de uma teoria. > > >> > > >> Outra coisa: notação para substituição de termos: por exemplo, é comum > > >> encontrarmos a notação A(a_1,...,a_n) para expressar a substituição > > >> simultanea de variáveis x_1,..., x_n por a_1,...,a_n na fórmula A. É > > comum > > >> também encontrar outras notações para a mesma coisa que explicitam as > > >> variáveis x_1,..,x_n. Como há outras operações que podem ser > realizadas > > nas > > >> fórmulas, as vezes a notação não deixa claro qual é a ordem das > > operações. > > >> Já vi uma situação em que isso foi confuso: fazer substituição e > > >> ralativização. Faz diferença a ordem em que essas operações são > > efetuadas e > > >> em alguns contextos a ordem correta pode não ficar clara pela notação. > > >> > > >> Abraço > > >> Rodrigo > > >> > > >> > > >> > > >> > > >> > > >> > > >> > > >> > > >> 2011/11/10 Anderson de Araújo <[email protected]> > > >> > > >>> Caro Rodrigo, > > >>> > > >>> Eu não afirmei que a nova convenção terminológica em computabilidade > > tem > > >>> aplicabilidade geral, simplesmente porque é óbvio que ela não tem. > > Quando o > > >>> modelo de computação considerado são as funções recursivas, deve-se > > >>> expressar em termos de funções recursivas, quando é o lambda-cálculo, > > >>> deve-se usar sua terminologia, e assim por diante. > > >>> > > >>> O que eu disse é que, após longo debate (o qual não o reproduzirei > > aqui), > > >>> concluiu-se que a terminologia da área de estudos dos procedimentos > > >>> efetivos deve ter como referência os conceitos associados à noção de > > >>> computabilidade. Ou seja, quando não se especifica um modelo de > > computação, > > >>> usa-se a terminologia 'computável', 'computacionalmente enumerável', > > etc, > > >>> i.e, a referência dever ser o modelo fundamental de computação: > > máquinas de > > >>> Turing. Quando nos referimos à noção intuitiva formalizada pela > > >>> computabilidade, convencionou-se que devem ser usadas expressões da > > forma > > >>> `conjunto efetivo', 'efetivamente enumerável', etc. > > >>> > > >>> No caso específico que você mencionou, o correto é dizer > `efetivamente > > >>> saturado', quando se está tratando em termos não formais do caráter > > >>> algorítmico do conjunto dos elementos que realiza um tipo, ou então > > >>> `computacionalmente enumerável' quando se tenciona indicar algum > modelo > > >>> formal de computação. A expressão `recursivamente saturado' deve ser > > >>> restrita aos casos em que se tem em vista as funções recursivas. > > >>> > > >>> Destaco que meu intuito não foi suscitar uma discussão sobre esse > tema. > > >>> Limitei-me a apresentação de um exemplo que ilustra bem a importância > > de > > >>> discussões terminológicas, desde que associadas a questões > conceituais > > - se > > >>> possível, com consequencias técnicas. Por isso, levantei uma questão > > sobre > > >>> a identidade das demonstrações. > > >>> > > >>> Abraços, > > >>> > > >>> Anderson > > >>> > > >>> PS: Tanto quanto entendo esses debates terminológicos, do qual em > geral > > >>> não participo, parece claro que são formas normativas de discussão. > Não > > >>> está em questão a forma como esse ou aquele grupo de pessoas *se > > expressa*, > > >>> isso é uma questão empírica - motivada talvez pelo gosto -, mas sim > > como os > > >>> mesmos *devem se expressar*. Nesse contexto, deve-se apresentar > razões. > > >>> Dizer coisas do tipo ``x ou y não fala assim'' ou ainda ``prefiro > > falar A > > >>> em detrimento de B'', ``Tanto faz usar a expressão K ou L'' etc não > são > > >>> razões, são quando muito descrições de fatos. Vale lembrar a falácia > > >>> naturalista: em geral, do que é, não se segue o que deve ser. > > Portanto, se > > >>> um determinado grupo de pesquisadores se expressa de uma forma, isso > > não > > >>> faz diferença. Eles que mudem a forma de se expressar, caso estejam > > >>> equivocados, ou apresentem razões para tal prática linguística. > > Ciência não > > >>> é dança, onde cada qual se expressa segundo lhe convém. > > >>> > > >>> > > >>> > > >>> Em 10 de novembro de 2011 07:12, Rodrigo Freire < > [email protected] > > >escreveu: > > >>> > > >>>> Apenas uma observação rápida sobre o que o Anderson apontou: > > >>>> > > >>>> Acho que essa mudança de recursivo para computável, recursivamente > > >>>> enumerável para computavelmente enumerável, etc, não se aplica > sempre. > > >>>> Para > > >>>> a expressão "recursivamente saturado" essa mudança não é aplicada e > > acho > > >>>> que ninguém fala "computavelmente saturado". > > >>>> > > >>>> Abraço > > >>>> Rodrigo > > >>>> _______________________________________________ > > >>>> Logica-l mailing list > > >>>> [email protected] > > >>>> http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > >>>> > > >>> > > >>> > > >>> > > >>> -- > > >>> Anderson de Araújo > > >>> Posdoctoral Researcher at IME-USP > > >>> Associated Researcher at CLE-UNICAMP > > >>> Webpage: > > >>> > > > http://www.cle.unicamp.br/principal/institucional/alunos/index.php?home=araujo > > >>> > > >> > > >> > > > > > > > > > -- > > > Anderson de Araújo > > > Posdoctoral Researcher at IME-USP > > > Associated Researcher at CLE-UNICAMP > > > Webpage: > > > > > > http://www.cle.unicamp.br/principal/institucional/alunos/index.php?home=araujo > > > _______________________________________________ > > > Logica-l mailing list > > > [email protected] > > > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > > > > > > > > > > > -- > > ----------------------------------------------- > > Prof. Dr. Walter Carnielli > > Director > > Centre for Logic, Epistemology and the History of Science – CLE > > State University of Campinas –UNICAMP > > 13083-859 Campinas -SP, Brazil > > Phone: (+55) (19) 3521-6517 > > Fax: (+55) (19) 3289-3269 > > Institutional e-mail: [email protected] > > Website: http://www.cle.unicamp.br/prof/carnielli > > > _______________________________________________ > Logica-l mailing list > [email protected] > http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l > -- fad ahhata alati, awienta Wilushati _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
