Sim, Dória. O importante, segundo penso, é dismistificar a unicidade e  o a 
apriorismo da lógica (clássica). A própria ciência pode sugerir lógicas 
distintas da clássica, como sugeriram Birkhoff e von Neumann; as lógicas 
não-reflexivas, ainda que possam ser estudadas independentemente, vieram de 
questões relacionadas à mecânica quântica. E por aí vai.
D.


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Décio Krause
Departamento de Filosofia
Universidade Federal de Santa Catarina
88040-900 Florianópolis - SC - Brasil
http://www.cfh.ufsc.br/~dkrause
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Em 10/12/2011, às 22:27, Francisco Antonio Doria <[email protected]> escreveu:

> Acho que é historicamente determinado. 
> 
> 2011/12/10 Joao Marcos <[email protected]>
> O trecho a seguir não se trata de filosofia continental:
> 
> > o dispositivo que denominamos de lógica clássica (nada trivial de delimitar)
> > se deve a uma série de fatores como evolutivos, culturais, etc. que foram
> > se sedimentando em nossa cultura ocidental. Para mim não há nada a
> > priori nisso, e os sistemas lógicos têm caráter empírico, mas deixo os
> > detalhes de lado, sendo sugeridos até mesmo pela ciência.
> 
> Trata-se de uma opinião peculiar, sem dúvida, e que me sugere lançar a
> seguinte questão relacionada:
> 
> Será que o uso da "lógica clássica" (ou algo parecido) como metalógica
> para o estudo dos fundamentos da matemática se deve de fato a "fatores
> evolutivos, culturais, etc que foram se sedimentando na cultura
> ocidental"?
> 
> O que acham os demais colegas?
> 
> 
> JM
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