Não conheço muito bem essa discussão sobre variáveis livres, mas pode ser
que, em parte, seja consequência da má categorização da sintaxe da lógica
contemporânea. Explico: fórmulas abertas têm mais afinidade com termos do
que com fórmulas fechadas (sentenças); fórmulas abertas são predicados
complexos. Essa ideia ou uma ideia muito parecida se encontra na teoria
lógica de Oswaldo Chateaubriand. Thomas Moro Simpson criticou
Chateaubriand, alegando que predicados são opacos, não têm estrutura
interna. Mas eu tendo a concordar com Chateaubriand. Aliás, "nome
indefinido" é a palavra técnica de Aristóteles para expressões da forma
"não-X" onde X é um nome. Um nome indefinido não é propriamente um nome
("indefinido" não é um qualificativo), mas opera como nome no interior de
um silogismo. Aristóteles, portanto, aceitava essa e outras formas de
predicado complexo. Frege, por sua vez, utiliza a infeliz terminologia
"quase-sentença" para fórmulas abertas.Quanto ao papel e importância do simbolismo, e a despeito de toda gratidão que devemos a Aristóteles, Leibniz enxergou mais longe. Feliz 2013 a todos os membros da lista. Frank. _______________________________________________ Logica-l mailing list [email protected] http://www.dimap.ufrn.br/cgi-bin/mailman/listinfo/logica-l
