Colegas,

Muito obrigado MESMO pelas referências, já comecei estudar, e elas certamente 
me pouparão muito TEMPO :) E também confirmam minha suspeita de que o assunto 
era mesmo bem desenvolvido. Aproveito, então, e deixo a vocês uma pergunta 
séria, mas que vou formular em termos lúdicos: suponha que por alguma limitação 
qualquer (não muito longe do real, no meu caso), por exemplo não tenho lápis e 
papel, nem boa memória (para fazer as coisas de cabeça), nem internet,... e em 
meu computador só tenho instalado o software "Fitch", que me deixa (e auxilia 
a) fazer provas em dedução natural na lógica clássica de primeira ordem. Bem, 
com esta ferramenta eu já sei que posso construir teorias (conjuntos de 
premissas) para as diversas versões da lógica temporal, descobri que posso 
fazer o mesmo para os principais sistemas de lógica modal, imagino (para o meu 
desgosto) que posso fazer o mesmo inclusive para a lógica intuicionista, já que 
há uma teoria clássica para S4. Bem, então eu começo a pensar que poderia fazer 
o mesmo para lógicas paraconsistentes, relevantes,… A pergunta, então, é: tem 
alguma lógica não-clássica que eu não vou conseguir resolver no meu software, 
simulando-a como uma teoria de primeira ordem clássica?
Parece que qualquer sistema formal que seja correto e completo com respeito a 
alguma formulação semântica que possa ser expressa em uma teoria de relações 
passível de ser axiomatizada em primeira ordem se tornaria equivalente a uma 
teoria clássica de primeira ordem!!??!! Deve haver algo errado com esta ideia, 
pois ela me faz pensar se existe mesmo alguma lógica não-clássica no sentido de 
não poder ser tratada classicamente, de ser incompatível com a lógica clássica! 
O que vocês acham (ou sabem) sobre o assunto?

Saudações,
Daniel

PS: Sobre o que disse o João Marcos:

> (É inteiramente misteriosa para mim a razão
> pela qual outros autores gastam tempo sobre sistemas dedutivos ad hoc
> para esta ou aquela lógica modal, dado que abordagens deste gênero são
> modulares e amplamente aplicáveis, além de fortemente adequadas do
> ponto de vista lógico.)

Eu tenho um palpite, João. A razão pode ser histórica. No caso das lógicas 
modais, por exemplo, a regimentação em primeira ordem só se tornou possível 
depois que a semântica dos modelos de Kripke se estabeleceu. É preciso muita 
reflexão para converter os conceitos de "necessidade" e "possibilidade", que 
traduzem-se diretamente em operadores lógicos, em uma relação binária entre 
estados possíveis do mundo (ou mundos possíveis) que rotulam proposições! Outra 
esquisitice histórica da lógica modal é o nome dos sistemas! K, T, B, S4, S4.3, 
S5?
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