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Bra­si­lei­ros pode­rão publi­car sem pagar em revis­tas da ACM, Else­vier
e Sprin­ger NatureAcor­dos de R$ 1 bi fir­ma­dos por Capes tam­bém
per­mi­tem a lei­tura de arti­gos cien­tí­fi­cos; medida bene­fi­cia
inte­gran­tes de 452 ins­ti­tui­ções.
Folha de S.Paulo
Ana Bot­tallo
15 Dec 2025

Pes­qui­sa­do­res de 452 ins­ti­tui­ções de ensino supe­rior do país terão
acesso gra­tuito a peri­ó­di­cos da Else­vier e da Sprin­ger Nature a
par­tir de 2026. Eles pode­rão tanto ler as revis­tas das duas edi­to­ras,
que estão entre as prin­ci­pais do mundo, quanto sub­me­ter arti­gos
cien­tí­fi­cos em for­mato híbrido ou acesso aberto para publi­ca­ção nelas.

O mesmo ocorre em rela­ção aos da ACM (Asso­ci­a­tion for the Com­pu­ting
Machi­nery), mas já a par­tir deste mês.

A medida está pre­vista em acor­dos trans­for­ma­ti­vos (TA, na sigla em
inglês) fir­ma­dos pela Capes (Coor­de­na­ção de Aper­fei­ço­a­mento de
Pes­soal de Nível Supe­rior), órgão ligado ao MEC (Minis­té­rio da
Edu­ca­ção) com as três edi­to­ras. A assi­na­tura dos ter­mos ocor­reu em
Bra­sí­lia no último dia 4 em ceri­mô­nia que cele­brou os 25 anos do
Por­tal de Peri­ó­di­cos da Capes.

Os acor­dos com Else­vier, a maior edi­tora cien­tí­fica do mundo, e
Sprin­ger Nature, que publica os peri­ó­di­cos do grupo Nature, entram em
vigor em 1º de janeiro de 2026 e se esten­dem por três anos. O da ACM já
está valendo. Jun­tos, eles somam US$ 215 milhões (R$ 1 bilhão).

Atu­al­mente, bra­si­lei­ros que dese­jam ver seus arti­gos cien­tí­fi­cos
em revis­tas “open access” da Else­vier e da Sprin­ger Nature —isto é, que
demais pes­soas podem bai­xar e ler gra­tui­ta­mente— têm de arcar com os
cha­ma­dos APCS (cus­tos de pro­ces­sa­mento de artigo). Estes variam de
algu­mas cen­te­nas de dóla­res a até quase US$ 13 mil (R$ 70 mil), no caso
de publi­ca­ção no port­fó­lio da Nature.

Os valo­res, segundo as edi­to­ras, cobrem des­pe­sas rela­ci­o­na­das à
edi­to­ra­ção e for­ma­ta­ção dos arti­gos. Já o pro­cesso de revi­são e de
edi­to­ra­ção cien­tí­fica é feito por aca­dê­mi­cos con­vi­da­dos que não
são remu­ne­ra­dos para isso.

O custo para a Capes será de US$ 153 milhões (R$ 823,6 milhões) com a
Else­vier, de US$ 59,8 milhões (R$ 322 milhões) com a Sprin­ger Nature e de
US$ 2,4 milhões (R$ 13,2 milhões) com a ACM —os valo­res con­si­de­ram a
cota­ção dos dias 23 e 30 de outu­bro, no caso das duas pri­mei­ras, e o
dia 7 de agosto para a ACM.

No caso da Sprin­ger Nature, o acordo abrange os peri­ó­di­cos de modelo
híbrido, ou seja, são res­tri­tos para lei­tura medi­ante assi­na­tura ou
estão em pro­cesso de se tor­nar de acesso aberto. O con­trato, segundo a
edi­tora, per­mi­tirá o acesso e a publi­ca­ção gra­tui­ta­mente de mais de
6.000 arti­gos por ano.

A Else­vier, por sua vez, pos­sui em torno de 8.000 arti­gos com acesso
aberto que pode­rão ser aces­sa­dos por pes­qui­sa­do­res bra­si­lei­ros. A
publi­ca­ção sem cus­tos valerá para apro­xi­ma­da­mente 160 revis­tas da
edi­tora.

O termo esta­be­le­cido com a ACM per­mite a publi­ca­ção e acesso aberto a
todas as revis­tas publi­ca­das por ela.

A Sprin­ger Nature disse à Folha que pro­cura ofe­re­cer “acesso
igua­li­tá­rio ao con­te­údo e à publi­ca­ção” e que as van­ta­gens do
acordo com o órgão bra­si­leiro incluem “poder apoiar melhor os
pes­qui­sa­do­res bra­si­lei­ros afi­li­a­dos [às ins­ti­tui­ções
par­ti­ci­pan­tes] na rea­li­za­ção des­ses bene­fí­cios”.

Pro­cu­rada, a Else­vier decla­rou, por meio de um porta-voz, “ter o
pra­zer de apoiar a publi­ca­ção de pes­quisa de acesso aberto no Bra­sil”
e que “mais de 1.800 revis­tas estão inclu­í­das no acordo, cujo con­trato
é por um perí­odo de três anos, de 2026 a 2028”.

Os acor­dos vale­rão para as ins­ti­tui­ções de ensino supe­rior e
pes­quisa que inte­gram o Por­tal de Peri­ó­di­cos da Capes (um total de
452). Este ser­viço paga anu­al­mente as edi­to­ras pelo acesso de lei­tura
aos peri­ó­di­cos cien­tí­fi­cos nas uni­ver­si­da­des.

Com os acor­dos, espera-se incen­ti­var a publi­ca­ção nes­tas revis­tas,
redu­zindo os valo­res que antes eram pagos anu­al­mente (um pri­meiro
valor para publi­car nos peri­ó­di­cos e um segundo para o acesso à
lei­tura).

Segundo nota da Capes envi­ada à repor­ta­gem, “os acor­dos
trans­for­ma­ti­vos vem ampli­ando o número de publi­ca­ções em algu­mas
edi­to­ras e, assim, há ampli­a­ção da par­ti­ci­pa­ção da comu­ni­dade
cien­tí­fica bra­si­leira na lite­ra­tura cien­tí­fica inter­na­ci­o­nal”.

Fonte:
https://www.pressreader.com/brazil/folha-de-s-paulo/20251215/282273851699329

*Outras matérias sobre essa notícia: (*Via *Agência de Bibliotecas e
Coleções Digitais da USP)*
CAPES firma acordos com ACM, Elsevier e Springer Nature: ler e publicar sem
custos

https://www.abcd.usp.br/informa/capes-acm-elsevier-e-springer-nature-2025-2026/

Artigo CAPES:
https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/portal-de-periodicos-completa-25-anos-com-novos-acordos-e-livro

Artigo Nature:
https://group.springernature.com/gp/group/media/press-releases/ta-in-brazil-with-capes-2025/27832600?UTM_medium=social&UTM_content=organic&UTM_source=LinkedIn&UTM_campaign=SMT_%266777360064

Transmissão Cerimônia 25 anos Periódicos CAPES:
https://www.youtube.com/watch?v=P8YHh2JFQY8

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