Nestes tempos de viol�ncia crescente, a inseguran�a nos faz cogitar a ado��o da Pena de Morte. Entretanto, nos pa�ses onde ela � adotada, a viol�ncia n�o diminuiu. Saiba como o Espiritismo analisa a quest�o

 

 

Edgar Massaki Egawa

 

 

            Em 1997, a vida da fam�lia Ota, comerciantes da Zona Leste de S�o Paulo, foi abalada por uma trag�dia. Yves, uma crian�a de cinco anos de idade, foi seq�estrada em troca de um resgate. Mas o menino foi morto por ter reconhecido um dos seq�estradores, que era seguran�a do mercado de seu pai, Massataka Ota. Mesmo assim, os bandidos continuaram as negocia��es at� que o esconderijo e a verdade foram descobertos. Apesar disso, Massataka n�o iniciou uma campanha pela pena de morte, como seria de se esperar. Pelo contr�rio, ele quer instituir a data da morte de seu filho como o Dia Nacional do Perd�o.

            Quando crimes hediondos s�o divulgados pela m�dia ou somos diretamente afetados pela viol�ncia, alguns de n�s cogitamos a hip�tese do retorno da pena de morte. Clamamos pela sua ado��o argumentando que o Estado economizaria o dinheiro gasto com os detentos, utilizando-o em quest�es sociais como sa�de e educa��o, e que muitos dos presos n�o t�m possibilidade de recupera��o, citando como exemplo mais recente o “Bandido da Luz Vermelha”, solto ap�s cumprir trinta anos de senten�a e morto meses depois em uma briga de bar.

            De acordo com o livro O que � Pena de Morte (Lu�s Francisco de Carvalho Filho, Editora Brasiliense), “o apoio � pena capital no Brasil n�o costuma resultar de uma posi��o �tica ou estrat�gica, racionalmente constitu�da. � estimulado pelo incr�vel aumento da criminalidade e pelo seu impacto na m�dia; pela desmoraliza��o das institui��es p�blicas e pelo sentimento geral de impunidade (...) � como se o restabelecimento da pena de morte representasse um ant�doto”.

            Vamos apreciar por alguns instantes o panorama que a proposta da pena de morte nos oferece, para depois comentar o que o Espiritismo tem a dizer sobre o assunto.

 

Pequeno hist�rico da Pena de Morte

            A pena de morte existe desde que o homem surgiu na Terra e se organizou em grupos. Ela serve para os fins mais diversos. A pena capital foi utilizada nos mais diversos graus e est� registrada em diversos documentos desde a Antiguidade. Ela foi utilizada n�o s� para punir criminosos, mas tamb�m para estabelecer a hegemonia pol�tica e religiosa. Fez parte tamb�m de rituais religiosos – entre os maias e os incas, por exemplo.

            Ao mesmo tempo em que o Pentateuco nos apresenta os Dez Mandamentos, onde se diz “N�o Matar�s”, o homem manda matar o ladr�o e o ad�ltero. O profeta Elias  utilizou a pena de morte para punir os sacerdotes de Baal, que o desafiaram a provar a for�a de seu Deus. Jesus foi condenado � morte. Abra�o esteve a ponto de matar seu filho, a pedido de Jeov�.

            No mundo greco-romano, h� casos c�lebres de execu��es, como a de S�crates, obrigado a beber veneno, e a de J�lio C�sar, apunhalado at� pelo filho adotivo Brutus. O Imp�rio Romano foi o respons�vel por milhares de mortes de crist�os nos primeiros quatro s�culos ap�s a vinda do Cristo. Quando a Igreja Cat�lica se estabeleceu, come�ou uma ca�a aos hereges e supostos bruxos, em um processo cuja agonia atingiu uma remessa de livros esp�ritas para a cidade de Barcelona, na Espanha, em 1862. Este ato desesperado da Inquisi��o ficou registrado na hist�ria do Espiritismo como o “Auto-de-f� de Barcelona”.

            A Fran�a foi atingida por uma f�ria revolucion�ria no final do s�culo XVIII, atingindo desde a nobreza (incluindo os reis Luis XVI e Maria Antonieta) at� os mais humildes, passando pelos l�deres da Revolu��o Francesa, Danton e Robespierre, e o inventor do principal meio de execu��o da �poca, o dr. Guillotin.

            Na 2a Guerra Mundial, milh�es de pessoas foram mortas em c�maras de g�s, fuziladas ou simplesmente morreram de inani��o ou doen�as pelo simples fato de serem judias, homossexuais ou ciganas, entre outras coisas. E ap�s a derrota da Alemanha, o tribunal de Nuremberg sentenciou v�rios desses assassinos � morte. Isso trouxe as v�timas de volta?

            No Brasil, o mais c�lebre condenado � morte, Tiradentes, foi al�ado ao posto de her�i nacional com o advento da Rep�blica. Outros permanecem desconhecidos do grande p�blico ou n�o s�o considerados dentro desta estat�stica. Em alguns casos, as pessoas foram classificadas como suicidas – � o caso do jornalista Wladmir Herzog, morto em 1975 –, v�timas de atropelamento ou foram enterradas em valas comuns durante o regime militar.

            Em muitos outros pa�ses, a pena de morte � comum e muitas vezes sum�ria, como nos pa�ses isl�micos, nos quais se adota o apedrejamento como forma de execu��o. Na maioria desses pa�ses, o regime � totalit�rio e n�o admite oposi��o. Mas h� casos de povos ditos civilizados que adotam essa pr�tica, como os Estados Unidos, onde foi executado h� algumas semanas um deficiente mental. O Estado do Texas, onde o fato se deu, realizou at� o final do ano 2000 o maior n�mero de execu��es desde 1930.

            Joana d’Arc, Santo Estev�o, S�o Pedro, S�o Paulo, Giordano Bruno, al�m dos j� citados, s�o alguns exemplos de v�timas c�lebres. O momento da morte foi, para quem assistiu � execu��o, revelador do car�ter dos condenados. Enquanto Jesus pedia a Deus que nos perdoasse por que n�o sab�amos o que est�vamos fazendo, Mussolini pedia clem�ncia ao pelot�o de fuzilamento.

            Al�m da puni��o autorizada por alguns governos, existem outras mais r�pidas, implac�veis e, digamos, “informais”. Como exemplos, temos o Esquadr�o da Morte, liderado pelo delegado S�rgio Fleury nos anos 70, a chacina da Candel�ria e o massacre no Pavilh�o Nove do Carandiru.

 

A pena de morte na literatura e no cinema

            Podemos encontrar casos de pena de morte em muitas obras legadas pelos literatos em todas as �pocas. Das trag�dias gregas aos romances modernos e filmes, temos muitos personagens que foram executados ou condenados � morte em algum momento da trama. Em outros casos, a execu��o � o tema principal do filme.

            Ant�gona, filha de �dipo, foi condenada � morte pelo seu tio, o rei Creonte, por ter enterrado o irm�o, considerado traidor por ter tentado conquistar o trono de Tebas com ajuda externa.

            Lady de Winter, espi� do Cardeal Richelieu na Inglaterra, foi conde-nada � morte pelo marido Athos, na obra Os Tr�s Mosqueteiros, de Alexandre Dumas, por ter matado a amada de Dartagnan e o duque de Buckingham. Na vers�o cinematogr�fica da d�cada de 70, ela recebe uma segunda flor-de-lis (marca de sua vilania).

            Em O Guarani, de Jos� de Alencar, o vil�o Loredano � queimado vivo ap�s ter sido descoberta sua trai��o.

            O filme Os �ltimos Passos de um Homem trata da hist�ria do primeiro condenado � morte que a freira Helen Prejean (Susan Sarandon) acompanhou.

            Em Cora��o Valente, William Wallace (Mel Gibson) torna-se carrasco do executor de sua esposa e dos nobres que o trairam, at� ser capturado e morto em Londres.

            No filme Esp�ritos, um ex-arquiteto e m�dium (Michael J. Fox) que se torna o suspeito de v�rias mortes misteriosas acontecidas desde que sua esposa morreu, descobre que pode antecipar quem ser� a pr�xima v�tima ao observar um n�mero vermelho na testa da pessoa. O assassino? Um serial killer executado h� dez anos.

            Em O Sil�ncio dos Inocentes, Jodie Foster procura o dr. Hannibal Lecter, um psiquiatra que se transformou em serial killer, para ca�ar outro assassino. No livro O que � Pena de Morte, o autor cita uma frase muito significativa do filme: “Cientificamente falando, ele � o nosso maior tesouro”.

 

A pena de morte nas hist�rias em quadrinhos

            Entre os personagens da Marvel Comics, respons�vel pela publica��o de hist�rias em quadrinhos de super-her�is como Capit�o Am�rica, X-Men e Homem-Aranha, existe O Justiceiro (Punisher). Lan�ado entre o final dos anos 60 e come�o dos 70, O Justiceiro foi concebido como um psic�tico que perseguia e matava bandidos, devido ao trauma da perda de sua fam�lia. Gra�as � campanha difamat�ria que o Clarim Di�rio fazia contra o Homem-Aranha, o ex-fuzileiro naval foi em seu encal�o, at� que a situa��o foi esclarecida. O personagem foi criado em uma �poca na qual a pena de morte estava em baixa nos Estados Unidos, mas a situa��o mudou. O Justiceiro transformou-se em her�i e � menos manique�sta que no in�cio de sua carreira. Chegou a inspirar outro personagem, na DC Comics: O Vigilante. E a pena de morte voltou a ser op��o de puni��o em estados que a haviam abolido, como Nova York.

 

Erro fatal

            A maioria das pessoas ignora que n�o se pode simplesmente executar um suspeito de cometer um crime sem provas. Quando se condena � cadeia algu�m e depois descobrimos que ele � inocente, como foi o caso dos donos da Escola Base, acusados de praticar orgias com as crian�as sob sua guarda, pode-se no m�nimo oferecer uma compensa��o financeira pelo mal causado.

            Mas e quando o prisioneiro � executado e s� depois se descobre sua inoc�ncia? Como reparar o erro? Indenizando sua fam�lia? Durante o Imp�rio, um fazendeiro foi acusado de matar toda uma fam�lia de colonos. Pela crueldade com que foi cometido o crime, ele foi alcunhado de “Fera de Macabu”. Ap�s a sua execu��o, descobriu-se que a esposa do executado foi a mandante. Dom Pedro II ficou t�o chocado que nunca mais autorizou uma execu��o.

            Devido a esse risco, os presos do corredor da morte nos Estados Unidos passam pelo menos dez anos esperando que a senten�a seja cumprida ou comutada em pris�o perp�tua, se forem culpados. O custo maior � causado pelas despesas judiciais, muito maiores se comparadas a de um preso que cumpre uma senten�a de pris�o. Isso se deve, principalmente, ao risco de um erro judicial, como foi o caso da “Fera de Macabu”. Por isso, um preso condenado � morte custa mais caro que um outro sob pris�o perp�tua nas sociedades democr�ticas.

            Entretanto, a demora na execu��o da senten�a pode ser avaliada como uma esp�cie de tortura psicol�gica aplicada aos presos, equivalente � roleta-russa. Chegar� um momento em que a brincadeira ir� cessar ou a �nica bala do tambor ir� finalmente cumprir sua fun��o.

 

Qual � o perfil psicol�gico de um serial killer?

            As cr�nicas policiais brasileiras falam de um criminoso peculiar, uma esp�cie de “Jack, o estripador” tupiniquim. Chico Picadinho, como ficou conhecido, foi preso por matar e esquartejar prostitutas nos anos 60. Ap�s dez anos de bom comportamento, ele obteve uma condicional e at� se casou ap�s sair da pris�o. Mas n�o conseguiu se conter e cometeu crime semelhante. At� que ponto seu comportamento foi estudado? Com que frieza ele se preparou para cometer o crime que finalmente p�s fim � sua “carreira”?

            A frase retirada de O Sil�ncio dos Inocentes indica um argumento pela manuten��o da vida de prisioneiros como esses. Algumas pessoas podem perguntar: por que eu deveria poupar pessoas que causaram tanto sofrimento (e que podem voltar a causar), enquanto suas v�timas est�o no plano espiritual e suas fam�lias sofrem com a aus�ncia dos entes queridos?

            Estudando o “Man�aco do Parque”, por exemplo, podemos descobrir como identificar perfis semelhantes ao dele precocemente e providenciar tratamento psiqui�trico, para que essas pessoas n�o cometam crimes como o motoboy Francisco de Assis Bezerra. Tamb�m temos a oportunidade de estudar casos semelhantes ao do estudante de medicina que causou um massacre no cinema do Shopping Morumbi, em 1999.

 

Crueldade e Pena de Morte

            Segundo o autor do livro O que � Pena de Morte, esse tipo de puni��o tem duas fun��es: a de satisfazer um sentimento de vingan�a e cumprir um papel de intimida��o. A pena capital tem um paradoxo, identificado pelo autor: quanto menor � a agonia do prisioneiro, menor � o apoio a tal tipo de puni��o. Segundo Carvalho Filho, as pessoas que ap�iam tal medida apreciam-na justamente pelo sofrimento que causa ao condenado. Medidas e t�cnicas criadas para minimizar esse sofrimento, como a guilhotina e a inje��o letal, s�o malvistas.

            Segundo o C�digo Penal iraniano, pa�s que ainda adota a lapida��o como forma de execu��o, “as pedras n�o devem ser t�o grandes de modo a provocar a morte pelo golpe de apenas uma ou duas delas, nem t�o pequenas que n�o possam ser chamadas de pedras...” (O que � Pena de Morte, p�g. 37).

            S�o utilizados tamb�m os fuzilamentos, a forca, a cadeira el�trica, a c�mara de g�s, a decapita��o por sabre e at� mesmo a crucifica��o como meios de eliminar o criminoso. Alguns desses meios s�o considerados “humanit�rios” como forma de execu��o. Sen�o vejamos: na cadeira el�trica “os olhos (do condenado) saltam para fora, o condenado defeca, vomita sangue... a cadeira el�trica provoca um odor de carne queimada. Na c�mara de g�s, o prisioneiro baba, sua pele fica roxa, transmite aos expectadores a sensa��o de estrangulamento”. (O que � Pena de Morte, p�g. 48).

 

A fun��o pol�tica da pena capital

            O Estado transforma-se em assassino de criminosos em nome da “justi�a”. Mas a defini��o de crime pode variar de um pa�s para outro. No Ocidente, faz-se uma revis�o para retirar o adult�rio do C�digo Penal; em outros pa�ses, ainda � pass�vel de ser punido com a morte. Nas regi�es mais “civilizadas”, onde essa pena continua fazendo parte do cotidiano, somente serial killers e terroristas podem ser condenados. Mas h� uma terceira categoria: o crime pol�tico.

            O seu uso em regimes autorit�rios tem a inten��o de atemorizar a oposi��o ou, se o pa�s n�o tiver medo da press�o internacional, simplesmente eliminar os advers�rios pol�ticos. Durante a Guerra Fria, pipocaram por todo o planeta ditaduras de esquerda e de direita que n�o admitiam oposi��o alguma. Brasil, Chile, Argentina, Vietn�, Cuba, a ex-Alemanha Oriental foram lan�ados nesse turbilh�o. Dezenas de milhares de pessoas foram perseguidas, presas, torturadas, exiladas ou mortas at� o in�cio da d�cada de 90. Proliferaram os cemit�rios clandestinos, como o de Perus, em S�o Paulo, e as fam�lias dos mortos convivem h� d�cadas com a incerteza sobre o destino de seus entes queridos.

            O escritor indiano Salman Rushdie foi condenado � morte por um tribunal xiita, por ter supostamente ofendido Maom� em seu livro Versos Sat�nicos, tendo que se manter escondido por v�rios anos.

 

A vis�o esp�rita da pena de morte

            � muito simples dizer que o Espiritismo � contra a pena de morte. Mas � preciso que saibamos quais argumentos a Doutrina oferece. Muitos desses argumentos s�o usados tamb�m por n�o-esp�ritas, como o respeito fundamental � vida e o fato da pena capital n�o amedrontar os criminosos em suas pr�ticas.

            As quest�es 760 a 765 de O Livro dos Esp�ritos tratam do tema. Na resposta da 760, por exemplo, declara que “sua supress�o assinalar� um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte ser� completamente abolida da Terra”. Mas lamenta o fato dessa �poca estar muito longe de n�s. Temos muito trabalho at� alcan�armos esse objetivo.

            Em apoio � tese de que a pr�tica da pena de morte n�o diminui os �ndices de criminalidade (muito pelo contr�rio), Rodolfo Konder, em seu livro Anistia Internacional, uma porta para o futuro, cita os casos da Fl�rida e da Ge�rgia. Os dois estados norte-americanos s�o os campe�es de execu��es desde 1979. Neles, o �ndice de homic�dios aumentou no per�odo imediatamente posterior � retomada da pena capital. Segundo o autor, “a explica��o � evidente: se o Estado, poder supremo, s�mbolo freudiano da autoridade, pode recorrer a esta forma de extrema de viol�ncia para ‘fazer justi�a’, por que as pessoas no �mbito particular de suas vidas n�o podem fazer a mesma coisa”?

            N�o podemos descartar a possibilidade de um surto obsessivo ter ajudado a aumentar a criminalidade nas regi�es citadas pelo jornalista. Al�m do racioc�nio feito acima, o Espiritismo alerta para a influ�ncia que os esp�ritos dos condenados, revoltados pela puni��o sofrida, podem exercer sobre pessoas violentas ou com tend�ncias criminosas. Na Revista Esp�rita de 1866 (p�g. 277), um prisioneiro prestes a ser executado faz um discurso sobre a inutilidade da aplica��o de tal pena como meio de coibir o ato criminoso, lembrando justamente que h� vida ap�s a morte. Em sua pr�dica, a pessoa declarou n�o ter consci�ncia de ter cometido o crime pelo qual ele foi condenado. O mesmo ocorreu com o deficiente mental executado em 16/11/2000 no Estado do Texas, EUA.

            No cap�tulo V de O Evangelho Segundo o Espiritismo, F�nelon discorre acerca da longevidade do homem mau comparado � do homem de bem. Ele salienta que � muito mais produtivo para o primeiro ter uma vida longa, pois ter� oportunidade de refletir sobre sua vida e, eventualmente, arrepender-se. Isso abre caminho para que possa se redimir, ao passo que um jovem criminoso condenado � morte poder� desencarnar revoltado e, como foi citado acima, influenciar outros criminosos.

 

A import�ncia da Assist�ncia Social

            Todos t�m a id�ia de que um pres�dio n�o passa de universidade do crime. Segundo o senso comum, um ladr�o de galinhas pode sair da pris�o como um traficante, seq�estrador ou assassino profissional. O que falta no sistema penitenci�rio brasileiro n�o s�o apenas vagas, mas ocupa��o para os detentos. Da mesma maneira, executar os detentos, como foi feito no Carandiru, n�o diminuir� a demanda por novas vagas para os ladr�es p�s-de-chinelo. � a sociedade como um todo que precisa melhorar moral, social e economicamente. E isso � papel de pessoas com um m�nimo de consci�ncia, capazes de oferecer oportunidades para que o pobre n�o vire bandido e o menino de classe m�dia n�o se considere acima da lei.

            O papel dos trabalhos de assist�ncia social desenvolvidos pelo movimento esp�rita e outros segmentos religiosos s�o de suma import�ncia, pois o alimento e o apoio moral que levamos aos necessitados podem abrir novas perspectivas de vida.

Mas como podemos definir se somos contra ou a favor da pena de morte? Para o escritor americano Clarence Darrow (citado em O que � Pena de Morte), � mais simples do que se imagina: “� quest�o de saber como voc� se sente. Est� tudo dentro de voc�. Se gostar da id�ia de algu�m sendo morto, ent�o � a favor. Se voc� detesta a id�ia de algu�m sendo morto, ent�o � contra”.

 

Texto da revista, retirado do Site: PLENUS.NET - O seu portal esp�rita

 

Fiquem com Deus...

Paulo

 

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