Djair em essência eu concordo. mas quero relativizar o conceito de "acadêmicos". a academia já está sendo invadida. exemplos, vários: hernani está no mestrado. assim como o alê. assim como o pessoal da rádio muda. dalton é mestre, tá correndo atrás do doutorado. e nenhum deles troca a atitude por um salário. eu não sigo o caminho da academia, mas já há algum tempo decidi levar essa vida que pra alguns é alternativa como meu caminho "profissional", ainda que _amador_ por escolha. tenho meu salário no começo do mês (quando rola), mas não vendo minhas idéias.
a metáfora da invasão comporta várias gradações entre o preto e o branco. temos que tomar cuidado pra não cair em estereótipos... f Em 30/08/05, Djair Guilherme<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > A academia e o mundo > > Às vezes fico pensando porque é que com o tanto que há para ser feito, > ainda nos referimos às nossas iniciativa como se fossem projetos ou > laboratórios. Porque insistimos em refletir, procurar bases científicas que > nos habilitem a agir frente a tantos problemas evidentes? Porque tememos a > ação improvisada, precipitada, sem estudo, que se vá fazendo clara à medida > que a realizamos? > > Parece-me que estamos fazendo experiências, a todo o tempo. Mas a formação > acadêmica nos coloca num papel lamentável, como se tudo isso que estamos > realizando fosse apenas uma brincadeira até que chegue o momento de realizar > aquilo que realmente temos que fazer: aderir ao sistema de crenças que aí > está e apoiar a sua existência. Matar o idealismo em troca de um salário no > fim do mês. > > Muitos de nós rechaçam uma tal idéia e já se colocam em ação para fazer > coincidir isso que pensam com aquilo que sentem e fazem, tentando moldar uma > vida coerente e com um sentido maior, orientado a outros. No entanto, ainda > persiste essa denominação para o que fazemos. E persiste a necessidade de > que uma autoridade invisível do pensamento acadêmico tenha dito em algum > momento que aquilo que estamos fazendo está correto, segundo algum > pressuposto científico. Isto é, que essa autoridade legitime o que estamos > fazendo. > > Creio eu que devemos nos portar como o cidadão, que morando nas periferias > da cidade e sendo mal atendido pelo Estado em todas as suas facetas, se > ajunta com o seu vizinho e decidem partilhar a mão de obra, para construírem > um com o outro as suas casas, um mutirão regado a cachaça, alegia e > churrasco. Têm uma vaga noção da casa que pretendem. Chegam mesmo a > desenhá-la no papel e na cabeça. Mas o que importa é que a fazem por > necessidade. > > Um mesmo grupo, de acadêmicos, discutiria meses a fio, tentando chegar a um > consenso sobre como construir a casa ideal e por fim, terminariam > contratando pessoas que não discutissem o que cada um deles determinasse. E > cada um mandaria a outros que construissem a sua própria casa, segundo > aquilo que lhe conviesse. Pagariam pela obediência. > > Se estamos fartos de vendermos a nossa obediência, devemos começar a fazer > mais mutirões. > > Djair Guilherme > Movimento Humanista > > _______________________________________________ > Metarec mailing list > [email protected] > http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec > > > -- FelipeFonseca http://fff.hipercortex.com _______________________________________________ Metarec mailing list [email protected] http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
