--- Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > Data: Fri, 2 Sep 2005 21:15:28 +0000 (GMT) > De: Marcelo Braz <[EMAIL PROTECTED]> > Assunto: Re: [MetaReciclagem] Educação + MRec > +Lumiar > Para: Lista do projeto MetaReciclagem > <[email protected]> > > duende, que maravilha isto, hein!!. vamos remixar > dentro do foco que buscamos que é a passagem do > lúdico > à techné-logia. > > Dentro destas construções de sentido temos uma > máquina infernal que formata a cabecinha das > crianças > o tempo todo: a escola. Neste ponto a Lumiar > resolveu > descontruí-la para que novos sentidos apareçam na > relação que se estabele criança<->saber<->mestre. > Neste processo o mestre desaprende seu conhecimento > e > a criança transborda sua criatividade e seu > potencial; > se a força criadora fosse um rio, os saberes > apareceriam nas confluências. > > Vou botar uma colherzinha de pau pelos tópicos, > abrindo mais um pouco: > > 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar > histórias): aqui além da partilha de vivências penso > que caiba algum tipo de sensibilização, estimulação > por algum material lúdico-visual-táctil > compartilhado. > Mostrar algo para aqueles que ficam mais > quietinhos, > provocar o envolvimento. O facilitador não deve ter > este nome à toa... > > 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer > histórias): todos os participantes se juntam!? (mas, > els já não estavam juntos? nuentendi ...). A > possibilidade de linkar histórias é riquíssima... > entrecruzar sentidos em um mosaico, tecer uma trama > de > resignificações unirá o grupo para que na próxima > etapa o contruir junto_com aconteça. > > 3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer > coisas): aqui a techné é para ser exercitada, > matéria > manipulada e reconstruída, mutação mesmo. Eu vejo o > que contruo, sou esta circunstância da minha própria > imaginação. Esta etapa ainda considero, dentro do > foco > previsto, uma infra-cognitiva; já que se trata de > resgatar algo que estava oculto, embaçado pelo > bombardeio midiático cotidiano. > > Órvio(sic) que cabe muito mais detalhes no texto. > Dalton, Elly, Felipe, tantos outros; botem lenha > nesta > fogueira. As brasinhas estão brilhando (hehe) e > estrilando. > > Logo a Carol_Lumiar entra na dança também ;-)) > > cont. > marcbraz > > > > > > > > > > > --- Daniel Duende Carvalho > <[EMAIL PROTECTED]> > escreveu: > > > Ok, vou resumir (mais ou menos) a coisa por aqui e > > depois formato mais > > bonitinho e jogo no Wikki. Estou com pouco tempo e > > há muito a se dizer, > > então não me cobrem um texto lá muito bem > escrito... > > > > Primeiro, à guisa de justificativa: > > Tem um cara chamado Joseph Campbell (ele já > morreu, > > mas tá bem vivo no que > > escreveu) que dizia que o mito é para um povo > aquilo > > que o sonho é para uma > > pessoa. Mito é aquilo que você pensa e sente sobre > o > > mundo que te cerca, a > > história que você constrói com fatos e crenças (e > > também, por que não, > > poesia?) para fazer o seu mundo fazer sentido. > Houve > > um tempo em que as > > pessoas se reuniam à volta dos mitos que haviam > sido > > criados entre elas > > mesmas, colaborativamente, e viviam suas vidas em > > contato direto com isso, > > cada acontecimento enriquecendo o corpo mítico que > > as agregava. Quando > > surgiram os primeiros governantes, foi com a força > > que os mitos investiam > > neles e com o conhecimento para moldar o > pensamento > > mítico de seu povo que > > eles governaram. Isso nunca mudou. Até hoje somos > > movidos, direcionados e > > nos localizamos em nosso mundo a partir de > crenças, > > idéias, conhecimentos, > > tecnologias... cultura.... e tudo isso é o > construto > > do pensamento mítico de > > um povo. > > > > As crianças são mitologistas naturais. Estão a > todo > > momento descobrindo o > > mundo e tentando elaborar um sentido para aquilo > que > > descobrem. São também > > constantemente bombardeados com os construtos de > > sentido elaborados pelas > > pessoas à sua volta, sua família, as pessoas de > seu > > convivio, a televisão... > > o que for. Ao mesmo tempo em que tentam arranjar > > sentido para seu mundo, > > elas recebem o tempo todo elaborações e idéias já > > prontas, muitas vezes > > contrárias àquelas que elaboraram, e quase sempre > > acabam por ser vencidas > > por elas. É neste momento que é massacrada a > > criatividade, a capacidade de > > elaboração de sentido próprio e uma parte da > > individualidade da criança. > > Somos ensinados a obedecer e acreditar no que nos > > dizem, e a acreditar que > > aquilo que vem de fora é sempre melhor e maior do > > que aquilo que sentimos a > > respeito de nosso mundo. Este é o início da > > dominação cultural e mítica que > > nos submete e nos impede de questionar realmente o > > nosso mundo. > > > > O trabalho da Sucateca/Brincadeira de Fazer visa > ser > > uma força contrária a > > esta mó (mó é uma roda de moer grãos, n. do d.) da > > imaginação, chamando seus > > participantes a ouvir e contar histórias de um > modo > > despreocupado e livre, > > mas não sem importância. A iniciativa é dividida > em > > 3 eixos que se articulam > > constantemente: > > > > 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar > > histórias): todos os > > participantes, e não apenas os facilitadores, > trazem > > histórias de fora do > > grupo e partilham ela com o grupo. Podem ser > relatos > > de segunda mão sobre > > algo que aconteceu na vizinhança, fábulas, > histórias > > vistas em filmes, > > histórias, lendas... a variedade é importante, > assim > > como a ênfase em contar > > histórias que avivem a criatividade de todos que > > fazem parte da brincadeira. > > > > 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer > > histórias): todos os participantes > > se juntam e contam histórias, criam histórias a > > partir de suas vivências ou > > simplesmente de sua imaginação, e são convidados a > > participar da criação de > > histórias um do outro. O papel dos facilitadores > > (que também criam histórias > > neste eixo do processo) é estimular a agregação > dos > > universos sensíveis > > tecidos pelos participantes tendo o cuidado de não > > limitar ou agredir a > > criação, estimulando ao mesmo tempo a criatividade > e > > a integração (e > > colaboração) entre os criativos. > > > > 3 - Transformar Coisas (brincadeira de fazer > > coisas): Estimulados pelas > > histórias que ouviram e contaram, os participantes > > são chamados a criar > > alguma coisa a partir dos materiais (sucata / > > rejeitos / coisas não mais > > úteis na visão da maioria das pessoas) que estão > > disponíveis. Podem ser > > desenhos, pinturas, brinquedos, adereços... > qualquer > > coisa que venha como > > uma continuação da história contada, uma > > materialização da imaginação dos > > criativos. > > > > Com estas atividades se busca não só mostrar aos > > participantes que a > > criatividade deles é importante (e poderosa) como > > também que eles tem poder > > criador verdadeiro. É um movimento de se libertar > do > > que "vem de cima ou de > > fora" e se conectar com aquilo que você pode > criar, > > revalorizando a sua > > criação low-tech e simples como elemento precioso > e > > criador de identidade. > > > > Dentro das oficinas os participantes tem a > > oportunidade de expressar > > simbólicamente suas experiências de viver e > conectar > > estes elementos > > simbólicos com aqueles produzidos por outros > > participantes. Dentro desta > > dinâmica de criação de histórias (que é a essência > > da mitogênese = criação > > de mitos) estimula o tipo poderoso de imaginação > > realizadora que nos é > > roubado pelo ambiente ácido e empobrecido de nosso > > convívio urbano atual. > > > > Bem... isso tá longe de ser um texto definitivo (e > > qual é o texto que é > > definitivo) mas já dá alguma idéia a respeito do > que > > alguns de nós estão > > pensando quando falamos da Brincadeira de Fazer. > > > > > > Aceito, claro, todo o tipo de sugestão, crítica ou > > colocação, e chamos todos > > vocês a participarem da conversa. Aos interessados > > convido também a se > > juntarem a nós no grupo de discussão que foi > criado > > para discutir a sucateca > > (eu passo o endereço mais pra frente). > > > > > > Abraços do Duende. > > > > p.s. eu disse que a explicação não era simples.... > > vou jogar o texto desse > > jeito lá no Wikki e depois eu dou mais uma mexida > > nele. > > > > On 9/1/05, Felipe Fonseca > <[EMAIL PROTECTED]> > > wrote: > > > > > > Então explica em mais de um email e no wiki.... > > > > > > > > > http://xango.metareciclagem.org/wiki/index.php/MetaMitos > > > > > > gf > > > > > > Em 01/09/05, Daniel Duende > > Carvalho<[EMAIL PROTECTED]> escreveu: > > > > Eu achei a oportunidade que foi criada por > vocês > > MUITO INTERESSANTE. > > > > > > > > Estamos começando umas conversas por aqui a > > respeito de uma reconstrução > > > da > > > > capacidade mitogenética infantil (de > construção > > de mitos / > > > resignificação de > > > > objetos e situaçoes) através da reciclagem de > > rejeitos (lixo/sucata). > > > Nosso > > > > projeto visa fazer oficinas de > ressensibilização > > + oficinas de criação > > > > emergente e colaborativa de histórias + > > atividades com sucata > > > > contextualizadas pelas histórias (alguém me > > xinga se eu usar a palavra > > > > metamitos?). Não é algo que se possa explicar > > direito assim, em um > > > email, e > > > > ainda estamos começando a pirar e elaborar a > > coisa, mas acho que em > > > algum > > > > ponto nossas conversas e as conversas de vocês > > podem se encontrar. > > > > > > > === message truncated ===> > _______________________________________________ > > Metarec mailing list > > [email protected] > > > http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec > > > > > > > > > > > > > > _______________________________________________________ > > Yahoo! Messenger com voz: PROMOÇÃO VOCÊ PODE LEVAR > UMA VIAGEM NA CONVERSA. Participe! > www.yahoo.com.br/messenger/promocao >
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