Não tenho competência pra participar da discussão. No máximo, um aviso prévio:

Sabe-se que, em Nietzsche, a teoria do homem superior é uma crítica
que se propõe denunciar a mistificação mais profunda ou perigosa do
humanismo. O homem superior pretende levar a humanidade à perfeição,
ao acabamento. Pretende recuperar todas as propriedades do homem,
superar as alienações, realizar o homem total, pôr o homem no lugar de
Deus, fazer do homem uma potência que afirma e que se afirma. Mas na
verdade o homem, mesmo superior, não sabe em absoluto o que significa
afirmar. Ele apresenta da afirmação uma caricatura, um disfarce
ridículos. Acredita que afirmar é carregar, assumir, suportar uma
prova, encarregar-se de um fardo. Avalia a positividade conforme o
peso daquilo que carrega: confunde a afirmação com o esforço de seus
músculos tensos2. É real tudo o que pesa, é afirmativo e ativo tudo o
que carrega! Por isso os animais do homem superior não são o touro,
mas o asno e o camelo, animais do deserto, que habitam a face desolada
da Terra e sabem carregar. O touro é vencido por Teseu, homem sublime
ou superior. Mas Teseu é muito inferior ao touro, dele só tem a nuca:
"Deveria fazer como o touro; e a sua felicidade deveria cheirar a
terra e não a desprezo pela terra. Gostaria de vê-lo semelhante ao
touro branco, quando, resfolegando e mugindo, precede a relha do
arado; e seu mugido ainda deveria ser um louvor a tudo o que é
terrestre! - Quedar-vos com os músculos relaxados e a vontade
desatrelada: isto é o mais difícil para todos vós, seres sublimes!"3 O
homem sublime ou superior vence os monstros, expõe os enigmas, porém
ignora o enigma e o monstro que ele próprio é. Ignora que afirmar não
é carregar, atrelar-se, assumir o que é, mas, ao contrário,
desatrelar, livrar, descarregar o que vive. Não carregar a vida com o
peso dos valores superiores, mesmo heróicos, porém criar valores novos
que façam a vida leve ou afirmativa. -" É preciso que ele desaprenda
sua vontade de heroísmo, quero que se sinta à vontade nas alturas, e
não só subindo alto." Teseu não compreende que o touro (ou o
rinoceronte) possui a única superioridade verdadeira: prodigiosa besta
leve no fundo do labirinto, mas que se sente igualmente à vontade nas
alturas, besta que desatrela e afirma a vida.

*******************

Coisa do Deleuze. Sei que parece num ter porra nenhuma a ver com a
história,  mas metaleitura faz quem quer e onde quer. Cês sabem disso
melhor que eu. Negócio é que, talvez, o incômodo todo de nosso
representante nas índias pode ter a ver cuma falta de prática em
semear, cultivar, plantar. Vem participar da nossa horta aqui em BH,
vai que é só de um pouco de prática que você tá sentindo falta?
vou colocar assim, que o linq é muito feio.
http://radiola.radiolivre.org >>> horta da radiola.
Tá bom, tá bom, eu coloco o linq...
http://www.radiolivre.org/radiola/cgi-bin/wiki.cgi/HortaDaRadiola

E não venham achar que tô dando uma de academicuzinhoporralôca. A
idéia foi baseada 100% nas órbitas da metareciclagem.

Inté.
Cyrano.

PS: ANTES QUE EU ESQUEÇA. Vou marcar reunião com um pessoal aqui em BH
que é de um laboratório de produção gráfica na Arquitetura. Os caras
fazem cds, vídeos, uscambalaxo. Preciso ser soterrado de linqs de
projetos, programas, comunidades de desenvolvedores de soft. livre pra
esse tipo de trabalho; tô indo lá olhar doação pro metarecBH, que
aliás tem espaço! (êêêê) em Contagem, cidade colada a BH. Mas vou
aproveitar e falar um pouco na cabeça deles pra experimentar outros
sabores além dos macs e windows.
Lembram que eu falei que ia pedir?
Pinicooooooo!!!

valeu.

Em 06/09/05, Dalton Martins<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 
>  amigo,
> 
>  há tempo para as coisas.
>  há tempo para o vqv e há tempo para a reflexão ponderada, serena e
> substancial.
>  também tenho a impressão que vc. tem, de que muitas das coisas, talvez
> a maioria que tenhamos feito, foram superficiais. talvez foram, mas era
> a forma que sabíamos trabalhar naquele momento e nossas intenções eram
> sérias e realmente acreditávamos na importância de tudo aquilo enquanto
> era feito.
>  não acho que vc. não fala a língua do grupo, até pq o grupo não tem
> língua.
>  acho que podemos sim metareciclar sem computadores, repensar
> processos, etapas, pensar nas coisas com mais substância e menos
> entusiasmo puro e simples. mas, jamais esquecer do período em que
> realmente se precisa sair da pura abstração e validar alguns conceitos.
>  é um trabalho intenso, como tenho dito, é um trabalho interior, mas
> sinto também nisso uma maior sincronia na busca de profundidade de
> algumas pessoas. caminhemos para esse lado. pode e será muito
> proveitoso para nossa relação.
> 
> abs,
> dalton
> 
> --- Fernando Henrique <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 
> > Vou começar a abrir a mala em alguns emails... tenho muita coisa pra
> > falar,
> > e eu nem lembro de todas agora,por isso vou mandar uma série de "n"
> > emails,
> > curtos ou longos contando o que a experiência na índia vai mudar na
> > minha
> > metareciclagem.
> > Pra quem não lembra ou não me conhece cheguei por aqui em 2003
> > querendo
> > difundir o uso do linux com base no melhor desktop enviroment da
> > história da
> > humanidade : KDE.
> > Numa época que o grupo não tinha noção nem de que distro usar em
> > máquinas
> > velhas, metareciclagem pra mim foi fazer uma distro linux pra máquina
> > velha
> > (metalinux), me dediquei nesse trampo durante vários meses... Esforço
> >
> > inútil, então metareciclagem pra mim virou "capacitar" um grupo de
> > jovens
> > para criação de uma cooperativa de manutenção de micros... (projeto
> > XuXu)
> > Depois de um tempo metareciclagem pra mim foi criar documentações
> > sobre
> > coisas complicadas para alimentar o metareciclagem para que o
> > movimento
> > pude-se desenvolver suas tecnologias (komain) e oficinas de todos
> > tipos
> > tamanhos e cores...
> > Depois do cartão vermelho que levei de uma autoridade do governo
> > eletrônico,
> > metareciclagem pra mim se tornou apoiar esporos em desenvolvimento (
> > M.Humanista)...
> > Na índia foi possível perceber que 80 % do que fiz no grupo, quando
> > ainda
> > era um grupo, foi feito de forma entusiastica e superficial demais
> > pra dar
> > certo...
> > Desenvolvi uma distro sozinho para uma comunidade, pééééé. Errado, o
> > correto
> > deveria ter usado a comunidade e desenvolvido (ou não) com a
> > comunidade....
> > No projeto Xuxu, acho que influenciei a molecada a criar uma
> > cooperativa,
> > não tenho muita certeza se foi uma coisa que partiu deles ou se foi
> > realmente reflexo da oficina que eles tiveram comigo... o fato é que
> > a
> > cooperativa não rolou.
> > Sobre as documentações que criei, relendo o material parece que
> > escrevi
> > páginas e páginas de documentação para os metarecicleiros e não para
> > os
> > alvos da máquina metarecicladeira....
> > Enfim, fiz tudo de forma superficial, não tive os impactos que
> > esperava... e
> > algumas coisas que fiz para a metareciclagem vingaram fora da
> > metareciclagem, não sei falar a lingua do meta.
> > Isso muda completamente minha relação com o projeto e meu protocolo
> > de
> > comunicação com o grupo, além de abolir completamente o vqv do meu
> > arsenal e
> > pensar de forma mais alinhada com o finado metáfora. Se pá fazer
> > metareciclagem sem computadores, mas ai não sei se pode ser chamado
> > de
> > metareciclagem.
> >
> > EOF
> > --
> > See Ya
> >
> > http://komain.sf.net ICQ# 71895888 MSN: [EMAIL PROTECTED]
> > Linux User #257752 Samurai Champloo Pro
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