Em 06/09/05, Djair Guilherme<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 
> Acho que você partiu do que todos partimos: evangelização-linux. Talvez
> isso tenha a ver com os jesuítas e toda a base do nosso sistema
> educacional: imaginamos que o outro não sabe de nada e nos colocamos em
> situação de convertê-lo.

sim. perigoso e repetido em toda parte.

> Tem a ver com inserir o nego no mercado de alguma forma. E partimos
> disso, porque achamos que isso é o fundamental. Que o nego tenha
> condições de arranjar alguma grana para gastar com o que queira. E isso
> não está mau. O ponto é ficar só nisso...

problema de pensar em "inserir no mercado" é que existem vários
papéis e estereótipos já prontos "lá dentro" (do mercado). criar
mercados me parece interessante (afinal, uma cooperativa
de preto pobre da periferia* não tem espaço no mercado,
com dedão de inserção ou não). ilusão pensar em termos
de inserção, inclusão, essas coisas.

* sem ofensa, por favor. apenas falando o que "o mercado"
fala com eufemismos.

>     Depois de um tempo metareciclagem pra mim foi criar documentações
>     sobre coisas complicadas para alimentar o metareciclagem para que o
>     movimento pude-se desenvolver suas tecnologias (komain) e oficinas
>     de todos tipos tamanhos e cores...

mas olha só, apostilas são necessárias também para
metarecicleiros. bobagem pensar que os "iluminados"
já sabem e os outros é que têm que aprender.

> rola. Quando sai, a coisa mingua... É preciso orientar orientadores.

mas nem só de meta-conversa vive essa orientação.
produção simbólica (metamitos?) vai nesse sentido.

que siga o baile.

f
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