oi bia
bem-vinda de volta! adoraria conversar contigo mas agora sou eu que
estou longe. nos encontraremos na conferência não? estou em fase de
retomar projetos adormecidos (coletivo de histórias digitais) e sei que
estar no
sarai foi tb fundamental p/ isso// a profundeza da reflexão indiana só
nos indica que no meio do caos há poesia..
x beijos
t
Beatriz Rinaldi wrote:
cabei de ler uns 70 emails da lista em formato digest, ufa. chegando
atrasada (sempre...) pros papos, e com tudo meio embaralhado na
cabeça, escrevo.
*
sobre sucatecas, dimensão simbólica, fazer/sonhar/viver
metareciclagem... uia, agora SIM ta começando a ficar interessante pra
mim. li emails aqui e ali, ta tudo uma confusão de quem falou o que,
mas peguei que:
ao ler a descrição de como funcionariam as sucatecas:
> > 1 - Ouvir Histórias (brincadeira de colecionar
> > histórias): todos os
> > participantes, e não apenas os facilitadores, trazem
> > histórias de fora do
> > grupo e partilham ela com o grupo. Podem ser relatos
> > de segunda mão sobre
> > algo que aconteceu na vizinhança, fábulas, histórias
> > vistas em filmes,
> > histórias, lendas... (...)
> > 2 - Tecer Histórias (brincadeira de fazer
> > histórias): todos os participantes
> > se juntam e contam histórias, criam histórias a
> > partir de suas vivências ou
> > simplesmente de sua imaginação, e são convidados a
> > participar da criação de
> > histórias um do outro
vi que é bem isso que rola nos cybermohallas do sarai. a rotina é
manter diários, contar/trocar histórias e juntos escolher temas pra
trabalhar. os jovens de lá se propõem a fazer, e fazem, sem
"supervisão" de ong (Sarai ou Ankur) um trabalho focado na reflexão
sobre seu dia-a-dia. e a partir disso, se produz; a diferença é que o
foco deles é (ainda?) muito mais sobre texto; são publicações, murais,
adesivos.
(algo que o Slave pode ter mudado, depois do workshop de animações,
né, Fernando... fico imaginando o Suraj pirando, depois que descobriu
como juntar som e imagem! aiquesaudade)
lembro de ter elogiado o texto de um garoto de 16-17 anos, Shamsher, e
ele encabuladíssimo, dizendo que não tinha feito nada mais que pôr no
papel as idéias discutidas por todos no lab. muitos textos são de
vários autores, a produção é realmente coletiva.
(o texto, por sinal, "The edges of question", é uma pérola que deve
estar escondida naquela zona que é o site do sarai. tem versão em
hindi e em inglês, se alguém quiser eu traduzi pro português também. é
lindo!)
e claro, essa rotina e capacidade de auto-organização não surgiu do
dia pra noite, é resultado de anos de trabalho conjunto.
gosto da idéia de produção de objetos a partir de sucata. reflete
minha experiência de criança; lembro da vovó separando todas as
caixinhas de remédio, latinhas, rolinhos de papelão de lã pra me dar.
meus muitos cadernos de desenhos eram o verso de relatórios e livros
de contabilidade. daí nasceu a mania de catar e coletar tudo que
encontro, pra desespero de quem habita a mesma casa, heh.
também acho a idéia de usar origami muito simpática (do marcelo braz,
né?). peguei uns livrinhos semestre passado com idéias de como usar
origami em sala de aula, em especial pra passar conceitos de
matemática e geometria. bem interessante!
*
outra coisa...
>>há usos que são o objetivo de todas essas iniciativas
de inclusão digital que tem por aí: ambiente gráfico,
editor de texto, planilha, email, browser. e existem
usos voltados não pra "capacitação" (um engano,
segundo martins), mas para articular mobilização
coletiva e ação em rede.
>>como privilegiamos os últimos?
>>nem conexão, falta é o esforço simbólico, voltado
pra produção. metarecicleiros viciamo-nos em
estrutura informacional, mas esquecemos de
incentivar a reflexão crítica sobre o que fazer
depois de arrumada a estrutura. não vamos
além disso, ou vamos pouco.
ueba, muita coisa bate com os meus pontos de interrogação... quero
acompanhar esse papo.
*
India.
cheguei há umas duas semanas e ainda to me sentindo uma turista na
minha própria vida. ressaca cultural existe?
produzir um relatório pro Sarai da experiência toda me soa tão
complicado no momento quanto tentar entender a crise política.
ff falou de encontrar, e pensei que seria legal conversar com quem
estiver a fim. acho que fica mais fácil falar da experiência e
organizar meu pensamento a partir da curiosidade dos outros (afinal,
pra quem voltou achando tanta coisa "natural"...) e assim quem sabe
consigo gerar diálogos mais produtivos do que os atuais "India? Curti
muito".
sem brincadeira, ajudaria muito...
bjo
Bia
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