pois é eu sofri esta contaminação (ou seria
conta-minha-ação:) chamada metareciclagem.
percebi que existe um momento bastante claro
quando vc decide fazer algo, propor uma oficina,
fazer um comentário, contar para as pessoas o que
viu, enfim participar de e divulgar as ações e
buscar aliados e novos caminhos. 

esta questão do registro de forma escrita é
realmente essencial. a escola que nos (de)formou
não estimulou este hábito no cotidiano. isto me
parece muito claro agora e esta é uma das muitas
razões pela qual dedico muito tempo da minha vida
para a questão educacional. mas como estimular
isto no outro se não pelo exemplo, mas por
estratégias que sejam eficientes? 

penso que antes de você contar uma(s) história(s)
você precisa tê-las vivido integralmente e que
tenha havido uma carga emocional significativa.
bia, acho que este désdem intelectual para com o
sentir é besteira. estar no mundo é sentir, não
se foge pela via intelectual dele. é ilusão. é se
embrenhar no Véu de Maya, como escrevem os
indianos.

por este motivo mesmo é que tenho insistido que
os encontros presenciais devem ser estimulados
(semanário ou outros) e que a conversa role
solta. é lá e não somente aqui que as
possibilidades acontecem. o convite está sendo
feito novamente e o espaço no mezanino do olido
está aberto aguardando novos temas e novos papos.
sem rigores, natural.

o registro das ações metarecicleiras hoje ainda é
mais forte dentro dentro de cada pessoa. os
mindmaps parecem uma ferramenta bem interessante
para colocar a coisa para fora. existem muitas
outras maneiras, basta exercitá-las. já tive
muita  dificuldade de escrever também, mas venci
a resistência e saio escrevendo por aí, mesmo que
seja uma grande tolice, não me importo. é uma
estratégia e um exercício. e funciona.

...continua...

mbraz




--- Beatriz Rinaldi <[EMAIL PROTECTED]>
escreveu:

> bom, deixando pra lá termos como clientela,
> pretensões messiânicas,
> estatísticas, etc e tal, pq todos nós sabemos
> que não é nada disso de que
> realmente se trata...
> 
> de fato, não somos assistencialistas. e muitas
> pessoas envolvidas nesse
> processo se tornaram elas mesmas
> metarecicleiras. acho que a questão da tori
> é essa - saber como isso funciona, como pensam
> tanto as pessoas que se
> chamam metarecicleiras e que se envolvem como
> as que vivenciam de forma
> afastada, que observam as ações, que são de
> certa forma afetadas. saber se
> afeta, inclusive - o que significa toda aquela
> movimentação dos caras de
> sacadura cabral pro pessoal de lá? o que eles
> pensam disso? e não participam
> pq? pq não conseguem se inteirar do projeto? pq
> propõe coisas muito
> diferentes, um jeito de ver que não se tinha
> antes?
> 
> curiosidade de mundo, enfim. na real, perguntar
> ofende, mas leva a gente a
> outros lugares :)
> 
> objetivamente, até o momento, a única saída que
> vi é a mesma mencionada pelo
> felipe - pedir, incentivar as pessoas a contar
> histórias. a compartilhar
> idéias, pensamentos, sentimentos (essa é uma
> palavra que geralmente se olha
> com desconfiança e um certo desdém intelectual,
> mas insisto).
> 
> o felipe sabe o quanto isso é difícil - quem é
> da lista lê no minimo umas 5
> vezes por dia o refrão "joga no wiki, joga no
> wiki". quando estava na india
> e me pediam histórias, experiências, relatos
> pessoais, fazia o mesmo pedido.
> por que é tão difícil?
> 
> estamos tão jogados na ação que é complicado
> pensar/escrever/trocar?
> é um hábito que se precisa incentivar?
> 
> pontos de interrogação são tão meus amigos
> quanto reticências...
> 
> On 11/1/05, Beatriz Rinaldi
> <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> >
> > concordo com a tori, de corpo inteiro hehe
> :-)
> >
> > On 11/1/05, Tori Holmes
> <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > >
> > > Na verdade, eu não estava falando de
> estadísticas... muito longe disso,
> > > e sim, obviamente o vocabulário de
> 'comunidades' é bem problemático...
> > > mas as vezes é difícil evitá-lo...
> > >
> > > Mas eu pessoalmente acho interessante a
> idéia de mapear, documentar,
> > > avaliar, pensar, o que seja, citando o
> Felipe, 'o processo em cada
> > > mente' e 'a experimentação, os aprendizados
> distribuídos, a autonomia, o
> > >
> > > domínio sobre a desconstrução da
> tecnologia'. Existe um objetivo - a
> > > apropriação da tecnologia para
> transformação social. Não seria
> > > interessante saber para que a tecnologia
> foi apropriada pelas pessoas, e
> > > que aconteceu depois? Quais foram as
> transformações pessoais, sociais?
> > > Isso não faz parte do processo? - Os
> processos sociais que foram
> > > estimulados? Ou é a apropriação por sim
> mesma, é essa a idéia? (vi que
> > > tem um papo na lista exatamente sobre este
> tema, vou ler!)
> > >
> > > Tori
> > >
> > >
> > > --
> > > No virus found in this outgoing message.
> > > Checked by AVG Free Edition.
> > > Version: 7.1.362 / Virus Database:
> 267.12.6/152 - Release Date:
> > > 31/10/2005
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