--- Djair Guilherme <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Além dessa dificuldade, também acho que ainda há pouca disposição
> para
> compartilhar as coisas com pessoas mais simples, entende? Em refinar
> metodologias de trabalho para que qualquer um efetivamente possa
> aprender. Pensei nas dificuldades do Slave na Índia, tentando
> contextualizar Metarec num idioma que não dominava. Penso no que a
> Patrícia disse outro dia, sobre Metarec ser igual a ser barbeiro ou
> manicure. Penso no Paulão, camarada do Movimento que participa
> comigo,
> nego simples que está fazendo suas paradas em Linux, aprendendo
> sozinho,
> por osmose... Fazendo oficina do Recicla na Casa das Rosas e
> desmontando as máquinas no gincanão...
concordo com isso, sim, djair.
a questão mesmo é de consciência em relação a isso. eu estou
trabalhando até para entender isso de uma forma melhor.
> Concordo contigo que há um componente de incerteza aí. Mas tenho
> pensado
> em como catalizar esses processos? Como proporcionar o início deles?
> Como ir além do conforto de caminhar entre parceiros, se arriscando
> em
> outras searas, menos conhecidas?
eu acho que há aqui um lance que os físicos chamam de horizonte de
eventos.
quando falamos em catalizar processos ou mesmo em como
proporcioná-los, estamos falando de uma relação que pressupõe alguma
forma de causa e efeito, algo como ação e reação e nos deparamos na
busca por ações efetivas que possam nos trazer reações ou indícios de
reações que esperamos.
se olharmos de uma outra forma, percebendo os elos mais sutis dos
padrões nos quais estamos/somos parte podemos perceber que os campos de
interação ora atuam com muita resistência, ora com maior abertura.
navegar sobre essa não-linearidade é uma forma possível que vejo de
compreender o próprio processo colaborativo, a forma como amplia a
família, como outros vão chegando, como a linguagem vai se
transformando, como as relações vão se estabelecendo para depois
evoluírem, como as sincronicidades fluem e etc.
eu acredito que temos que realmente buscar ultrapassar esse horizonte
de eventos para compreendermos de forma mais profunda essas
possibilidades. o que, para mim, consiste no jeito de tecer a rede.
são idéias que ainda venho elaborando e pesquisando para tentar
traduzir minha compreensão desses sistemas. há muito a ser discutido
aqui, com certeza.
> Eu conversava com um camarada que participou do Fórum, o Daniel, da
> Fundação GTEC, e nós fomos amaciando esse ponto de vista de que
> autonomia tecnológica requer compartilhamento, participação e
> comprometimento. Não se usa a mesma lógica clientelista do atual
> sistema. É preciso ter um papel ativo na produção de idéias tb.
claro! mas, vamos analisar esses 4 pontos:
- compartilhamento;
- participação;
- comprometimento;
- ter um papel ativo.
isso não se ensina de forma objetiva. há pessoas que vão passar a vida
próximo de grandes líderes e vão continuar acuadas dentro de seus
próprios receios/limites. o ponto que considero importante de perceber
aqui é que precisamos mudar a forma de olhar para essas coisas. essa
lista, por exemplo, nos permite potencializar um campo de interação,
que acaba por modificar sutilmente a vida de cada um através de uma
nova leitura, um novo site, um novo processo, uma nova idéia. mas, a
lista em si não se propõe a ensinar isso, o "isso" decorre como
processo de estarmos aqui juntos, nos relacionando, nos influenciando.
vejo, portanto, que que uma possibilidade de trabalho é replicar esses
processos pelo mundo afora. replicar processos onde a vida possa brotar
como uma poesia livre de sistemas e sintaxes. é por isso que acredito
nos esporos metareciclagem como uma nova dimensão do que um dia pudemos
chamar de centros culturais. são locais onde há o encontro, a pesquisa
brota dos interesses pessoais, a convergência ou não surge em
instantes, em momentos de intensa beleza onde nos encontramos e
vivenciamos momentos que podem ser pautados e potencializados pelas
nossas ferramentas de comunicação. a atmosfera do olido, quando estamos
todos juntos, é sempre de alegria/euforia, há momentos muito
divertidos, temos prazer de estar ali, temos prazer de construirmos
soluções técnicas/sociais que nos interessam.
bom, mas, como poderíamos fazer isso em outros campos?
como poderíamos extrapolar o modelo ligado a tecnologia?
evidentemente que não tenho essa resposta, mas sinto dentro de mim
alguns passos que poderiam ser tentados...
vejo que o primeiro ponto é vc. ter profundo tesão por algo que faça
sentido para si. seja lá o que for, culinária, tecnologia digital,
arquitetura, cinema, medicina, etc. a partir disso, perceber como vc.
pode praticar isso junto com as pessoas, o que passa por perceber como
simplificar essa prática, como ser mais simples, como não precisar de
grandes orçamentos, como colocar poesia em tudo isso, como tornar
aquela prática algo que seja belo, profundo e que permita ser o tecido
social de interação entre as pessoas. ao praticar isso, outros vêm
chegando sem que vc. precise chamar, pois as sincronicidades se
potencializam, o campo está aberto convidando um tanto de outras
pessoas. daí pra frente, cada história é uma história....
bem, essa é a forma como tenho pensado/praticado minha relação com o
que estamos fazendo aqui. vale?
abs,
dalton
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`- Orgulho de ser MetaRecicleiro
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