o gasômetro vai virar ilha, são paulo vai virar praia. e acho que a gente tem é que aprender klingon e elfish.
f On 2/21/06, Stalker <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > Semiodiversidade é como biodiversidade. > > Uma coisa é uma espécie sumir por ação do seu ambiente; outra, sumir > como resultado da ação unilateral, predatória, estratégicamente > planejada, dessa espécie que, para o bem e para o mal, redobrou os > planos de imanência, fez meta-biologia com a linguagem e agora faz > (fazemos, nós e máquinas, na ciborgagem) meta-linguagem com imagens > técnicas, algoritmos e quejandos. Então, isso não é um problema técnico, > é um desafio tecnológico, logo, político e cultural. > > Por exemplo: uma das primeiras demandas que os povos autóctones > brasileiros fizeram quando a RFB (Republiqueta Federatística > Brazuqueira) quis montar escolas indígenas, foi ensinar matemática, > leitura e escrita. > > De que línguas? Do português e das línguas deles. Que até então nunca > havia sido escritas, mas passaram a ser e agora não tem mais volta. > (Ohh! Adeus a pureza das vírgens de lábios de mel.... mas não tem mais > volta também o sarampo, a gripe, a pinga e a motosserra...) > > Não é que a preocupação seja bobagem. O porre é essa mania de fazer > profecia. É ocioso (ou onanista) ficar fazendo futurologia se a gente > pode mexer com o futuro mesmo. (É issaquí, meterecs, não?) > > Pode ser que as línguas minoritárias (ou mesmo as gerais, inventadas e > semi-esquecidas, como o Esperanto ou o Latim sine flexione) encontrem na > internet não seu túmulo, mas seu novo berço. A internet também permite > que a gente aprenda e fale Krenak. Ou vire Krenak e saia da internet. Ou > organize os dados como um cesto sofisticadamente trançado, que enrola-se > conforma-se com um movimento inconsciente e habitual dos dedos. > > Aliás, nossos espaços de dados (modelizados nessa experiência fantástica > e imaginativa que é vivida por nós nos escritórios, quitinetes e atrás > dos birôs) tem muito o que ganhar com outras espacialidades que outras > culturas trazem: dos surdos-mudos e sua lindíssima língua de sinais, aos > Innuit, espacializados no liso, onde a referência única é o movimento, > não o lugar (porque no Ártico as geleiras estão indo embora... Aliás, > meus pêsames FF, o Gasômetro vai submergir nessa...) > > Ou então , vamos nos condoer. > > Bzoux! > > Daniel Pádua wrote: > > Existe esse desejo conservador de manter todas as línguas > > do mundo intactas... mas a linguagem existe pra mutar, > > afinal reflete modos de vida. É como uma cantoria aplicada. > > O português mesmo nasceu nas beiras do latim e aí vai. > > > > Acho isso tudo uma chatice inútil. Mais importante que > > controlar a mutação e a morte de línguas é manter a > > lembrança dela como parte de uma crítica maior. Por exemplo: > > dizem (eu não tenho condição de saber) que a língua portuguesa > > falada é a mais expressiva das "línguas românticas", mas nós > > só usamos uma parcela dessa "expressividade nativa". > > Quer dizer, nós completamos a expressão fazendo remix > > com outras formas de linguagems (incluindo não-verbais). > > Isso tudo significa alguma coisa em termos políticos, econômicos, etc... > > > > Uma hora estaremos todos falando um derivado > > de uma porrada de línguas mundiais. E pronto. > > Ou não. > > > > > > dpadua > > On 2/21/06, Fernando Henrique <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > > > >> On 2/21/06, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> wrote: > >> > >>> nem li. mas se metade das línguas vão sumir, > >>> outras, novas, vão surgir. > >>> > >>> ou tu acha que aquilo que os magrelos falam > >>> na Índia é realmente a língua inglesa? > >>> > >> Ou aquela coisa que eu usava pra me comunicar com o s rickshaws ehehhe > >> Essa pesquisa é da Unesco, o ponto onde eu não concordo é que eles > >> mapearam > >> que o número de páginas em inglês subiu mesmo com uma participação maior > >> de > >> paises de língua não inglesa. Eles acreditam que os novos internautas estão > >> escrevendo páginas em inglês ... acho que não, acredito que essa galera não > >> tá escrevendo nada. > >> > >> -- > >> > >> See Ya > >> > >> "Desktop Linux: If We Build It, Will They Come?" > >> > >> http://xsl4v3.metareciclagem.org > >> Jabber: [EMAIL PROTECTED] > >> Linux User #257752 > >> http://www.flickr.com/photos/slave/ > >> _______________________________________________ > >> Metarec mailing list > >> [email protected] > >> http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec > >> > >> > >> > >> > > _______________________________________________ > > Metarec mailing list > > [email protected] > > http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec > > > > > > > > _______________________________________________ > Metarec mailing list > [email protected] > http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec > > > > -- FelipeFonseca .''`. : :' : `. `'` `- Orgulhoso ser MetaRecicleiro http://fff.hipercortex.com http://metareciclagem.org _______________________________________________ Metarec mailing list [email protected] http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
