Oi pessoal, neste sábado, dia 04/02,  vai rolar uma reunião da Rede de Educadores sobre a questão do Cursinho no Alarico às 14 horas, quem quiser aparecer, estaremos mostrando a escola a todos os interessados e tratando de como colocar em prática nossas idéias.
 
Um abraço
 
Diego
 
PS.: Envio esta mensagem também a amigos de outras frentes de ação e grupos diversos, que estejam participando de alguma experiência e que queiram intercambiar conosco...
 
A NOSSA PROPOSTA
 
Todo ano, chegam aos cursinhos milhares de pessoas, que estão agindo por uma pressão social enorme, que lhes diz, façam uma faculdade, ou padeçam ganhando mixaria para o resto de suas vidas.
 
Pergunte a cada um que engrossa essas fileiras, que curso deseja cursar, será alarmante a quantidade de "não sei", ou de "quero cursar A, mais vou prestar para B, porque paga melhor".
 
A sociedade apresenta para as pessoas a faculdade como um caminho obrigatório para que cheguem ao futuro sãs e salvas e o medo de um futuro incerto é o que leva tantos às salas de um cursinho.
Diante deste quadro, não acreditamos que a função de um cursinho, que se propõe humanista, seja unicamente
preparar uma pessoa para passar no vestibular.
Nossa proposta então, antes de tudo, é ajudar que estas pessoas se guiem não por aquilo que teme, mas
por aquilo que lhe alegra, que lhe faz se sentir livre.
Isto passa pelo processo da pessoa aprender a tomar suas próprias decisões, porém, em um mundo como o nosso,
onde existem especialistas para tudo, as pessoas são ensinadas desde crianças a deixarem suas escolhas nas
mãos de outros e se sentem pouco a vontade quando tem que escolher algo por sí próprias.
Logo, um cursinho que se propõe humanista, deve, antes de tudo, dar suporte para que estas pessoas aprendam
a realizar suas próprias escolhas.
E como isto se dará na prática? É a pergunta que todos querem ver respondida.

Apresento abaixo então, algumas idéias que tem surgido nas 2 reuniões que já realizamos e que serão vistas de
um ponto de vista mais operacional no nosso próximo encontro:
 
1. As pessoas tem dificuldades e necessidades diferentes, logo, devem aprender a observar suas dificuldades e
traçarem seus planos de estudos individualmente, diante daquilo que precisam aprender, o professor então, deixa
de ser a pessoa que escolhe o que o outro deve aprender e se converte naquele que ajuda a esta pessoa em sua
escolha.

2. Diante de uma multiplicidade de pessoas, temos uma multiciplicidade de necessidades e de planos de estudos
distintos, isto se contrapõe a uma aula expositiva que uniformiza o que será estudado. Diante desta situação,
o mais interessante é se utilizar da aula expositiva apenas quando as pessoas tiverem tentado estudar um assunto
descrito em um roteiro de estudo(que pode ser uma lista de exercícios) e tiverem encontrado uma dúvida que não
conseguiram solucionar mediante o estudo dirigido ou a consulta a colegas. Uma aula expositiva assim tem mais
lógica, pois, todos aqueles que estão assistindo a aula, já tomaram contato com o problema antes, e agora,
estão procurando uma assistência para chegar à solução, é a própria pessoa que está guiando seu aprendizado.
Uma forma de aula que foi sugerida, é, que o cursinho se transforme então, em um plantão de dúvidas, onde os
professores ajudam a pequenos grupos, ou a individuos e que ao mesmo tempo fornece roteiros de estudo e materiais
para que os alunos estudem, mas que não deixe de programar uma ou outra aula expositiva que tenha a ver com uma dúvida
geral.
A dificuldade para este tipo de aula é, a maioria das pessoas que fazer o cursinho trabalham durante a semana e terão
tempo de estudar apenas no próprio cursinho, sem terem tempo de tentar resolver os exercícios em casa. Uma forma de
resolver isso talvez seja a adoção de uma aula mista, onde coexista o modelo expositivo e o auto dirigido.
3. Houve a proposta de que o cursinho conte com tutores(orientadores) que estejam em contato com um grupo de pessoas,
acompanhando processo a processo individualmente. Este tipo de acompanhamento é muito importante quando um processo
se inicia, por causa das dificuldades que vão se apresentando individualmente, as pessoas podem se sentir desorientadas
se desanimarem e assim, desistirem, não por um ato de liberdade, mas por não se sentirem capazes de conseguir. Estes
tutores podem ser professores, ou mesmo estudantes, que se coloquem disponíveis para acompanhar outros, ligando para
eles, indo tomar café, etc...
4. O uso de ferramentas que ajudem as pessoas no processo de autonomia. Dentro do novo humanismo existem diversas
ferramentas que ajudam as pessoas a terem conhecimento sobre si mesmas, sobre seus medos, angústias, desejos e
aspirações e assim, possam ter condições de dizer por si mesmoas o que é que realmente desejam.

5. Estar aberto a novas idéias, permitindo que as pessoas percebem que este projeto está em processo de melhorias,
e que estas melhorias podem se dar quando alguém toma parte dele e contribui com algo.
6. Isto leva indiretamente a outro ponto que queremos trabalhar, a auto gestão, uma proposta que acompanha o cursinho
desde que foi criado, há dois anos atrás, é que aqueles que tomem parte do processo, seja como alunos, ou como professores
se envolvam em sua condução, não se enxergando apenas como consumidores ou fornecedores no cursinho, mas sim, que aprenda
a ver que este é um projeto que está sendo construído por todos que fazem parte e assim, aprenda a usar da reciprocidade
ajudando de alguma forma, tendo em conta que assim, estará ajudando que outros também alcancem o que desejam, só assim
construindo e mantendo algo em conjunto, se cria um tipo de relação onde as pessoas enxerguem a intenção do outro também
e não apenas a sua própria.
 

7. Usar da interdisciplinaridade e buscar relacionar os conteúdos com assuntos do cotidiano, buscando levar as pessoas
a perceberem que o que aprendem não precisa estar separado de suas vidas e por outro lado, facilitando o entendimento,
pois o conhecimento deixa de ser fracionada e vai se apresentando como um todo, uma proposta para isto é que não se
divida o cursinho primordialmente em matérias, mais em grande áreas e que haja um coordenador para cada uma dessas áreas,
que irá se coordenar com o professores das matérias, ajudando na interdisciplinaridade onde possível...

Houve outras propostas, e haverão outras mais, caso alguém queira adicionar alguma contribuição a este texto, se sinta a
vontade.


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