Miguel, se pesquisa em tecnologia e sociedade é raro em Portugal, taí mais um bom motivo para investir em um esporo metarecicleiro por estas terras :D

Quanto ao Boaventura, por este trecho pego na internet, irei amanhã mesmo comećar a ler o livro Crítica da razão indolente, contra o desperdício da experiência:

---->  http://www.geocities.com/ptreview/17-pereira.html  <----

Apesar de o conhecimento do senso comum ser geralmente um conhecimento mistificador, possui uma dimensão utópica e libertadora que pode valorizar-se através do diálogo com o conhecimento pós-moderno. Assim, para ele (Boaventura) o senso comum "(...) faz [fim da página 136] coincidir causa e intenção; subjaz-lhe uma visão de mundo assente na ação e no princípio da criatividade e responsabilidade individuais. O senso comum é prático e pragmático; reproduz-se colado às trajetórias e às experiências de vida de um dado grupo social e, nessa correspondência, inspira confiança e confere segurança. O senso comum é transparente e evidente; desconfia da opacidade dos objetos tecnológicos e do esoterismo do conhecimento em nome do princípio da igualdade do acesso ao discurso, à competência cognitiva e à competência lingüística. O senso comum é superficial porque desdenha das estruturas que estão para além das relações conscientes entre pessoas e entre pessoas e coisas. O senso comum é indisciplinar e não-metódico; não resulta de prática especificamente orientada para o produzir; reproduz-se espontaneamente no suceder cotidiano da vida. O senso comum privilegia a ação que não produza rupturas significativas com o real. O senso comum é retórico e metafórico; não ensina, persuade ou convence" (p. 108).

Nada como o próprio autor para defender o seu ponto de vista :-D, aliás este era o grande medo que Sócrates tinha da escrita, pois esta seria incapaz de sozinha defender as idéias de quem a produziu.

abraćos brazucas além-mar

mbraz

Miguel Afonso Caetano <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
Marcelo:

Boas novas me dás! Já conhecia há algum tempo a conexão brazuca do
Sousa Santos - ele tem escrito muito sobre o FSM e o orçamento
participativo. O centro de investigação onde ele trabalha, o CES
(www.ces.uc.pt), está mais virado para a Justiça e os movimentos
sociais do que para a tecnologia. Mas desconheço completamente quem é
o Adalto. Fiquei muito interessado na investigação dele e vou lhe
enviar um mail. Por aqui, pesquisa sobre tecnologia e sociedade é uma
coisa muito rara, quanto mais metendo software livre no meio...

Abraços atlânticos,

Miguel
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