É mesa, é tomada, é computador, é liquidificador (alô, organismo!)
é pau, é pedra, é o começo do caminho.
Tecnologia é (1) enxada, (2) é copo, (3) é fogo que faz sombra no fundo da caverna etc. -- e pode ser usada pra (1) arar a terra ou matar o companheiro; (2) tomar uma cerveja com os amigos ou uma cicuta pro inimigo; (3) criar fantasias e lendas lúdicas ou mascarar a realidade e dominar a telinha etc.
É processo cultural sim, HD, é resistência, são esporos revolucionários. É também poesia, né, Dalton?
:-)
Bicarato -- às vésperas de mais um feriado
On 4/20/06, Hernani Dimantas <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
ff, li o teu texto... tá legal. mas, sei lá, essa relação paradoxal com aquilo que se chama inclusão digital e que se transforma num fantasma é um tanto exagerada.
o conceito de inclusão digital, ou a própria denominação, tem que ser construído e reapropriado. a exemplo daquilo que pensamos sobre techies. o que eu penso não tem nada a ver com os baggios, amadeos, assumpções, prados e outros 'atores' da ID; bem, penso no fluxo livre do conhecimento, circulação da informação, produção local e linkania (uma pena que esse conceito tá sumindo nos debates) pois toda o processo metarecicleiro tem como objetivo as relações entre pessoas... e entre pessoas e coisas. creio que nada importa a não ser as relações ou links que fazemos... pensamos então nas multiplicidades, nas diferenças... e principalmente no comum (de comunidade) nas diferenças.
metareciclagem não é mesa, tomada, computador... nem mesmo apropriação, colaboração e replicação. existem algumas idéias que agenciam essa ação. e meta não é apenas ação. há um processo cultural que tem que ser agenciado, hackeado e transformado. é um processo resistência e de revolução.
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