Serendipidade... ninguém assistiu "Quando Paris Alucina" (Paris When it Sizzles) , com a Audrey Hepburn e William Holden? Não é uma obra-prima. Mas é bom.
----- Original Message ----- From: "Miguel Afonso Caetano" <[EMAIL PROTECTED]> To: <[email protected]> Sent: Friday, June 02, 2006 7:27 AM Subject: Re: [MetaReciclagem] The Swarm: Na Web 2.0 não é preciso Big Stalker, >Deixe ver se entendi esse termo, Serendipidade = Serendipity, aquele >pudor que quem entrega tem de assumir as próprias conclusões ? (Seguindo >Eco, "Chifres, Cascos, Canelas" em "O signo de três" dele e do Sebeok...) >Deixe ver se entendi esse termo, Serendipidade = Serendipity, aquele >pudor que quem entrega tem de assumir as próprias conclusões ? (Seguindo >Eco, "Chifres, Cascos, Canelas" em "O signo de três" dele e do Sebeok...) >> Alienação total, passividade máxima. >Sei não. Isso é meio frankfurtiano demais... acho que todo geek ou >semi-geek que bater o olho nisso, vai sacar que não passa de mais um >hitparede. Oferece muito pouca análise. Cê não tá sendo meio negligente >com relação a capacidade interpretativa do público? Como é que vamos >saber que sentido as pessoas atribuem a informação e o que fazem com ele? Eu utilizo serendipidade no sentido de fazer descobertas de coisas e ideias por acidente ou sageza e não pela procura deliberada delas (http://en.wikipedia.org/wiki/Serendipity). Essa ideia do The Swarm visaria em princípio a tal serendipidade, a descoberta de sites e endereços interessantes. Mas, na verdade, aquilo revela-se mais um espectáculo, uma performance em que somos atordoados por imagens thumbs dos mesmos sites de sempre que vêm contra nós a alta velocidade. E mesmo quando calhamos com um site eventualmente interessante a informação que nos é dada dele é muito escassa. Está tudo feito para induzir a uma passividade voyeuristica. >> Isso me faz >> lembrar muito a história do Até ao Fim do Mundo do Win Wenders em que >> os personagens passam a vida a ver as imagens dos seus sonhos em ecrãs >> tipo PSP. >Mas pense também no Sob o Céu de Lisboa (sua Ulix Bona!)... não vamos >cair fácil na armadilha do discurso catastrofista. Nem no tecno-narcisismo ou no sublime tecnológico. Agora com a Web 2.0, está muito na moda falar em emergência, redes sociais descentralizadas, swarming, rizoma e isso tudo. Mas temos que ter consciência que sem a participação consciente e face-a-face das pessoas inseridas nos seus meios locais tudo se passa entre dados, fios e máquinas (ainda) sem qualquer capacidade de inteligência, por mais que os tecno-profetas digam o contrário. O que quer dizer que se deixarmos o software social tomar conta dos rastos que deixamos sobre nós na Web, quem vai acabar por ficar com esses dados é o Estado, as empresas ou os nossos vizinhos. E aí estaremos voluntariamente mas inconscientemente cedendo a nossa identidade. Um blog muito bom para compreender o lado menos eufórico da Web 2.0 é o Swarming Media (http://www.swarmingmedia.com). Vejam também "Whose rhizome is it anyway?" de Joanne Richardson (http://mokk.bme.hu/centre/conferences/reactivism/FP/fpJR). Abraços Atlânticos, Miguel _______________________________________________ Metarec mailing list [email protected] http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec -- No virus found in this incoming message. Checked by AVG Free Edition. Version: 7.1.394 / Virus Database: 268.8.0/352 - Release Date: 30/5/2006 _______________________________________________ Metarec mailing list [email protected] http://www.colab.info/cgi-bin/mailman/listinfo/metarec
