2006/6/8, Charles Pilger <[EMAIL PROTECTED]>:
On 6/8/06, glerm soares <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Mas eu continuo a achando que quem não abre um makefile
> pra ler e não tem interesse em conhecer as libs e includes de
> suas aplicações favoritas tem mais é que usar software pirata.

 

(...)Não é mais simples quando você liga algo e simplesmente sai usando,
sem se preocupar com detalhes técnicos?


ok. Obviamente não precisa ser software pirata, se por algum motivo ele vai usar software livre (apesar de que ele "nao liga, so quer que saia funcionando"), pode usar pacotes em uma distro estável, e provavelmente vai ter tantos problemas quanto qualquer "desinteressado de computadores"  usando softwares piratas. Mas ele precisa usar uma distro estável e se quiser pacotes que estão fora da distro, ele precisa admitir que seria o mesmo que eu me meter a consertar um chuveiro a gás. Eu posso chamar um técnico, posso tentar achar um amigo que é técnico ou entende disso, ou me arriscar a que o troço exploda na minha cara e va la e me quebre pra aprender.

Quanto a marca do chuveiro, eu particulamente prefiro um que funciona. Mas e o cara que quer um chuveiro "da copa" ou "da xuxa"? Daí a questão não é mais técnica. E na maioria dos casos em que o cara quer usar o photoshop porque todo mundo usa é assim.

Então o que eu quis dizer é que se o cara trabalha com tratamento de imagens no computador, e não entende o que é interagir com uma comunidade que está desenvolvendo soluções abertas pra que esse tipo de trabalho funcione, não tem interesse em saber como uma imagem é processada num computador, ele é um alienado, eu não tenho o que fazer senão continuar usando as ferramentas que eu uso, e quem sabe um dia ele se interesse em fazer o trabalho dele mais conscientemente e me procure, terei prazer em ter mais um amigo.

Se o cara quer usar a máquina pra jogar videogame, ver o faustão, a copa, dai é outra história... ele só quer consumir, aí o mundo é show business, e eu to fora. Não quero nem discutir.

Alguem tem que pensar na ciência. Alguem tem que se interessar pelo que tá acontecendo. E aí o software livre é importante, porque estimula busca por conhecimento.

O software livre "competir" com desktop showbusiness só tem um jeito: software pirata no linux. Não sei se isso é bom ou ruim, mas isso é fato.

Então: vale a pena querer "competir", medir essa "porcentagem"? Interessa prum fumante quantos não fumantes existem, ou ele só lembra que existe cigarro quando algum amigo ta com problemas de pulmão?

Sei la, acho que a gente discute demais esse tipo de coisa e não sei se adianta. Tinha que usar mais software livre, desenvolver mais código aberto e troço vai sendo usado por quem tem noção do porque.




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