interessa e muito!!!
 rola de vc. colocar isso disponível no wiki???

abs,
dalton

--- Hernani Dimantas <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

> escrevi isso (e um pouco mais) sobre o meta... pode te interessar
> 
> --
> hdhd
> 
> MetaReciclagem
> 
> O Metareciclagem foi concebido num modelo colaborativo sob o conceito
> do projeto Metá:Fora. Este conceito tem como foco o desenvolvimento
> de
> tecnologia voltada para a potencialização de redes sociais, criando
> alternativas para interconectar e integrar comunidades
> geograficamente
> dispersas.
> 
> A informação é dinâmica. Tudo acontece seguindo alguns traços. Como
> uma pintura que ganha força nas nuances e nos tons das tintas que são
> sobrepostas. Uma construção em que a base fica estampada no
> acabamento.
> 
> (...)
> 
> Esse conhecimento está impregnado nos mutirões. No efeito puxadinho
> colaborativo. É só "chegar" para ajudar o ser humano ser mais feliz.
> Uma mobilização que vai além da boa ação. É cotidiana e colaborativa.
> 
> (...) Desde a criação de blogs, sites colaborativos, listas de
> discussão, salas de bate-papo inter-telecentros e tantas outras
> formas
> de conectar pessoas e promover o debate entre elas. Afinal de contas,
> é a conversação e seu potencial catalisador de novas ações o que
> efetivamente interessa nesse tipo de experiência.
> 
> As formas de conversação ainda são muito precárias. Embora as
> ferramentas de conversação estejam disponíveis na rede, os projetos
> de
> inclusão digital ainda não se deram conta do comportamento e
> necessidades das pessoas na rede. Embora isso seja apenas uma questão
> de tempo para que grupos organizados possam se apropriar do espaço
> informacional.
> 
> As mais variadas experiências pedagógicas modernas sempre levantam um
> tema de importância fundamental às suas metodologias de ensino: a
> experimentação e o aprendizado pelo erro com base nas necessidades
> latentes daquele que participa e constrói o processo educacional ao
> qual está inserido. Dessa forma, ter acesso aos recursos tecnológicos
> inerentes ao aprendizado de uma nova ferramenta no local onde a mesma
> participa do cotidiano de uma determinada tarefa é pedagogicamente um
> avanço e uma forma de efetivamente descentralizar o acesso e a
> experimentação desse novo processo técnico.
> (...) A Metareciclagem
> 
> David Weinberger e Doc Searls dizem que:
> 
> Quando olhamos para um poste, vemos redes com fios. E vemos esses
> fios
> como parte de sistemas: o sistema telefônico, o sistema de energia
> elétrica, o sistema de TV a cabo. Mas a Internet é diferente. Não é
> fiação. Não é um sistema. E não é uma fonte de programação. A
> Internet
> é um modo que permite a todas coisas que se chamam redes coexistir e
> trabalhar em conjunto. É uma Inter-net (inter-rede), literalmente. O
> que faz a "Net" ser "Inter" é o fato de que ela é apenas um protocolo
> - o protocolo Internet (IP - "Internet Protocol"), ou um acordo sobre
> como fazer coisas funcionarem em conjunto. Este protocolo não
> especifica o que as pessoas podem fazer com a rede, o que podem
> construir na sua periferia, o que podem dizer, ou quem pode dizer. O
> protocolo simplesmente diz: se você quer trocar bits com outros, é
> assim que se faz. Se você quer conectar um computador - ou um celular
> ou uma geladeira - à Internet, você tem que aceitar o acordo que é a
> Internet.  [WEINBERGER & SEARLS,  2003]
> 
> Esse acordo não apenas instala o controle. Galloway, em Protocolo,
> coloca:
> 
> Protocolo é fundamentalmente a tecnologia de inclusão, e a abertura é
> a chave para essa inclusão. [GALLOWAY; 2004:147]
> 
> A cultura hacker percebe a imaturidade desses protocolos e propõe uma
> nova ética e bom senso e, assim, forja um novo modelo. Esses
> argumentos e idéias nos levam a pensar na internet como um espaço de
> agenciamento, mas que torna possíveis saltos acentuados tanto da
> ética
> como da ação direta na microfísica do poder.
> 
> Nessa espuma informacional emergem novas formas de interação. Listas
> de discussão, blogs, flogs, Orkuts, mensagens instantâneas, ou
> qualquer outra ferramenta que conecte grupos. Esses grupos formam
> focos de movimentos sociais. Quanto mais engajado for o projeto, mais
> intensa será a ação coletiva. Esse fuzuê informacional torna possível
> a catalisação do agenciamento coletivo.
> 
> O efeito é rizomático. A informação cola no agenciamento. E
> vice-versa. Numa multidão hiperconectada o conhecimento livre tende a
> se expandir. A prática do conhecimento livre traz a reboque uma série
> de novos paradigmas que dialogam em tempo real com os enunciados que
> até agora deram sustentação filosófica à humanidade. Estamos
> presenciando mudanças drásticas nos debates sobre propriedade
> intelectual, liberdade de expressão, nas práticas de comunicação.
> Estamos apenas no início de uma revolução não televisionada.
> 
> Neste contexto, a metareciclagem é uma conversação em rede focada no
> trabalho imaterial, um tipo de interconexão que acontece em tempo
> real, uma conversação engajada com uma expectativa existencial
> otimista em relação às possibilidades de mudanças e de revoluções. A
> metareciclagem privilegia o diálogo. Uma relação que só  é possível
> quando há uma compreensão inequívoca do que é Linkania [ESTRAVIZ;
> 2001].
> 
> 3.2 - Operação Pirata
> 
> Um projeto colaborativo se faz com esforço coletivo. Uma operação
> voluntária. Não é possível estabelecer vínculos entre essa ação
> caótica com os métodos de administração tradicional. Toda vez que
> tentamos administrar caímos na armadilha do velho mundo. Uma
> administração voltada para o negócio. E não para os projetos.
> 
> Uma sociedade pirata, então, não era uma sociedade igual às outras:
> 
> As condições ideais incluíam proximidade com rotas marinhas
> conhecidas, nativos (e nativas) amistosos, isolamento e grande
> distância de toda autoridade e realidade de potência européia, um
> agradável clima tropical e talvez um posto comercial ou taverna onde
> pudessem gastar o butim. Estavam preparados para aceitar liderança
> temporária em situação de combate, mas em terra preferiam a liberdade
> absoluta mesmo se ao preço da violência. Na busca pelo butim, estavam
> dispostos a viver ou morrer pela democracia radical como princípio
> organizador. Mas no desfrute do butim, insistiam na anarquia.
> [WILSON,
> 2001:173]
> 
> Desta forma, penso num navio como uma célula motivada para alcançar
> um
> objetivo. No caso, pirata era a pilhagem de outros navios. Homens se
> reuniam para esse fim. Carregavam comida e estratégias (muitas
> bandeiras diferentes para ludibriar os oponentes) para o mar. Mas o
> mais importante era a capacidade de tomada de decisão autônoma e a
> informação. O navio pirata era independente. Contava apenas com suas
> próprias armas.
> 
> Estamos começando a viver numa sociedade em rede. O terror, os
> partidos políticos e a pirataria sempre se valeram melhor da rede do
> que a sociedade concebida sob a égide da cultura de massa. E estamos
> começando a perceber que para viver em rede temos que perceber seus
> meandros.
> 
> Projetos independentes e colaborativos como o MetaReciclagem só podem
> se desenvolver se pensarmos de forma pirata. Células orientadas a
> projetos. Autonomia de gestão. Muita informação fluindo entre as
> partes e, principalmente, a convicção de que cada célula representa o
> todo. E assim termos a certeza da construção de um projeto comum e
> rizomático. Cada membro do grupo necessita contribuir como base para
> os outros.
> 
> Richard Barbrook diz que no fim do século 20 o anarcocomunismo não
> está mais confinado entre em os intelectuais de vanguarda. O que
> antes
> fôra revolucionário agora é banal. Ele diz que:
> 
> "as pessoas  participam dessa hi-tech gift economy, ou seja, uma
> economia na qual os bens estão disponíveis tão abundantemente que
> fluem livremente. Uma economia que, de certa forma, rege a prática do
> conhecimento livre. Para muitas pessoas a 'gift economy' é
> simplesmente o melhor método de colaboração no espaço cibernético.
> Nessa economia mista da Rede, o anarcocomunismo se tornou uma
> realidade do cotidiano." [BARBROOK,1998]
> 
> Colaboração é a palavra do século XXI. Linus Torvalds causou um
> alvoroço enorme ao liberar o código numa lista de debates. 'Release
> early and release often' (libere cedo e libere sempre) passou a
> redesenhar um modelo de produção. Colaboração como capital social.
> Colaboração para fazer qualquer coisa que o desejo provoque.
> Colaboração como condição de sobrevivência.
> 
> A entrada da internet como ferramenta de catalisação de redes
> modifica
> as estruturas burguesas e, por incrível que possa parecer, essa
> ferramenta fez um estrago nas idiossincrasias dos poderosos. A
> internet é maquínica, pois recria no âmago da sociedade um poder
> nômade que se recria a cada instante, catalisado pelos nós das redes.
> É uma reviravolta nos dogmas ocidentais.
> 
> 
> On 6/9/06, thays melo <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> > Ontém eu perguntei ao Dalton qual o significado da palavra
> MetaReciclagem,
> > mais especificamente o de Meta. Ele me deixou uma indagação para
> que eu
> > refletisse sobre a mesma.
> > Comecei, então, a pensar sobre qual o significado da palavra: Meta
> é um
> > prefixo de origem grega que quer dizer "mudança"; somada à palavra
> > Reciclagem : atualização de conhecimentos; reaproveitamento...
> > Começo a concluir que MetaReciclagem também é transformação,
> reciclagem das
> > idéias, concepções; Meta da metamorfose; de mudar a visão em
> relação ao que
> > está a nossa volta, para conseguirmos enxergar além dos padrões e
> das
> > imposições de uma sociedade formada por grandes grupos detensores
> de poder.
> > MetaReciclagem, mudança, liberdade de ir muito além!
> > Eu gostaria que vocês dividissem comigo esse sentido!
> >
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