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On 6/18/06, eiabel <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Salve, Tininha!sabe, ás vezes me pego pensando sobre isso, sobre até que ponto existe a crítica, a compreensão da critíca. Eu conheci o HD via google, joguei as palavras hacker e marketing, acho que era prum trabalho do P.A. Negócios, o mais surpreendente é que não encontrei nada de negócios, mas muito sobre cultura ciberespecial. O que me deixa muito puta da cara é que essas pintas, os intermediários, estão se apropriando de um "discurso" que é nosso, hehehe. as pintas estão fazendo discurso em cima de um debate, de uma conversa, de uma discussão, de um entendimento que já está há decadas na rede, que de certa forma é nosso. Não é à toa que nos encontramos aqui.Daí que eu fico pensando, se as pintas fazem um festival prá discutir cultura, bens, direito, autoria, hehehe, é porque eles teimam em não reconhecer que é mesmo, qual é o entedimento, nesse mar de bobagens que é essa web/internet, vcs se destacam, se apresentam, eu me sinto rejuvenecida, tipo come-come qdo come vitamina, hehehe. Alguém disse aqui que foi geração curumin, eu fui geração atari, hehehe.E tudo isso é uma única coisa: cultura!Pois, afinal, cultura não é necessariamente uma troca?
Sim, sim, sim!!! É isto! Cultura é uma troca, uma reciprocidade, um reconhecimento público sobre o direito às diversidades, de expressão, de dialogadores, de tradições e de inovações. c pá rola, hehehe. porque não fazemos uma feira?
E feiras não são feitas de exposição e circulação e de trocas de produtos diversificados? Não são espaços de sociabilidade, de encontros e diálogos entre culturas diversas?
Sim, sim, sim!!! São isto e mais: são espaços de aprendizados, de tradições e costume que se alimentam através dos tempos. Afinal, por qual motivo os dias da semana no brasil são definidos pela ordem da feira? Segunda-feira, terça...
Apenas q, nas feiras, os produtos são indexados à correspondentes capazes de aferir seu valor estabelecido, através de moedas, que aceita-se, correspondem ao seu valor.
Mas também na cultura é assim. Os bens culturais não podem deixar de ter valor comercial também. Afinal, eles são imaginados, planejados, criados por artistas, artesões, elaboradores, gentes, que estão embutindo valores sociais e econômicos em seus cultivos. Esta gente, não pode não participar das valorações conferidas a outros produtos, os quais também lhe são necessários ou demandados.
Acontece que nossa atualidade trata estes bens e serviços culturais ora de uma maneira, ora de uma forma. Explico.
A indústria cultural cata, avalia e decide investir em alguns destes bens e serviços de maneira a retirá-los de seus contextos e definir seus valores de venda (uma forma de troca?) esvaziados de seus conteúdos. Burila, adapta-os, domestica. Então, coloca em uma das tantas vitrinas possíveis – rádio, tvs, internet, enfim, sobretudo no business. Vai além. Nas áreas mais facilmente industrializáveis, ela cria instrumentos capazes de monopolizar seus poderes de acesso aos meios de criação, ou de reprodução, e, também, de mercado.
Assim foram sendo criadas as chamadas Majors da indústria cultural. Mas o que vem a ser isto? É incoerente usar uma terminologia padrão para definir um instrumento de padronização?
Vejamos, então, enquanto processo, e, então, tentemos construir conclusões.
Quando falamos de áreas mais facilmente industrializáveis, estamos nos referindo àquelas que permitem mais e mais facilidades às suas reprodutibilidades.Vamos ilustrar esta afirmação. Os produtos do audiovisual (cine, tv, novas tecnologias virtuais) e da música, oferecem uma enorme e ainda ilimitada facilidade para sua reprodução. Eu faço um disco, sou compositor, cantor, instrumentista, sei lá, alguém dentro do percurso realizador do bem musical. Minha obra, sendo escolhida e, muitas e muitas vezes, domesticada pelas leis próprias do mercado, não depende mais de mim após seu registro.
A obra pode ser separada do criador e ser multiplicada através de cópias e cópias e versões. Ela tem uma capacidade que é avaliada enquanto preciosidade pelas leis e agentes e reguladores do mercado. Ela pode render, multiplicar-se a custos cada vez menores de produção e cada vez maiores de obtenção de lucro. Assim é com o cinema, cujo suporte possibilita que eu faça cópias e mais cópias, quase sempre, inclusive, esta quantidade é feita de maneira incontrolável pelo criador.
Defesa de direitos autorais? Esta é uma discussão, mas não se reduz a isto.
Queremos salientar que, graças a esta capacidade de ser transformada em boa mercadoria, pois oferece a serialidade, a reprodução massificada, elas passam a ser consideradas enquanto mercadoria como outra qualquer pelas Majors. Estas grandes corporações, não por coincidência, são as mesmas na indústria fonográfica e na do audiovisual.
E isto implica em poder que, além da economia, esparrama-se pelo cotidiano, pelos gostos, pelos acessos, pelas modas, pelos reconhecimentos. Pelas potências e pelas impotências.
Este assunto tornou-se tão estratégico no tabuleiro onde peões enfrentam vários e vários reis e bispos e rainhas e torres, que é fácil entender quando incorporamos o fato de que a indústria do audiovisual norte-americana, ou melhor, das majors, é o segundo maior segmento de arrecadação na economia dos USA. Fica atrás apenas da indústria bélica, as quais tem profundas conexões entre si, e não sabemos qual delas faz mais estrago.
Em decorrência desta predominância do valor de competição no grande mercado (que consideramos como o distinto da nossa concepção de feira) estes bens e seviços são considerados como mercadorias quaisquer, sob o aspecto que devem ter suas legislações de produção, formação e distribuição, reguladas por uma legislação única e global.
A última rodada da OMC, espaço regulador das regras e definições das mercadorias e dos mercados, pretendia votar pela liberalização dos bens culturais. Em outras palavras, isto significa a consideração dos bens culturais enquanto mercadoria qualquer, como vergalhões de aço ou sapatos, ou aparelhos eletrônicos. Devem obedecer às leis globais de mercado. Liberalizar significa entregar às leis de mercado sua regulação. Ficam impedidos os subsídios estatais, as leis de proteção das culturas locais, regionais, e todos devem concorrer em termos de igualdade entre sí. Hollywood e a Sony music, contra aquela produtora indiana de cinema, ou versus a produtora independente do músico Lobão, do Brasil. Como se todos fossem iguais e tivessem as mesmas chances de disputa.bah! foi mal! falei d+fazê o quê, mania de mãe. gosta de dar um discurso, hehehe, mas não pense que é lição de moral, longe disso, não faz meu estilo, é verdadeiramente o que penso.LelexSalve Jorge! Se desejar delete-me, envie uma mensagem para [EMAIL PROTECTED]. Caso contrário, acesse www.elenara.com.br .
Para: "Lista do projeto MetaReciclagem" [email protected]
Cópia:
Data: Sat, 17 Jun 2006 18:28:13 -0300
Assunto: Re: [MetaReciclagem] Re: inscrição iSummit 2006 - iCommons >pois é... o mundo é mesmo igual.. é meu caro HD o problema continua sendo que a nossa vida será muito mais fácil se não existissem intermediários.. intermediários...saiam desse show bussines!>
a vida seria bem melhor sem eles. principalmente entre "aqueles" que aproveitam deles....>
saiam desse show
e se eu conseguisse entrar lá....há
Rockers....
alguém pediu uma torta?
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tininha llanos
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