" Grupos de afinidade ou agrupamentos espontâneos sempre responderam melhor aos objetivos e problemas que se apresentavam"
On 6/20/06, andreAlves <[EMAIL PROTECTED]
> wrote:
Não se organize, não vote e não mude nada...será?AndralveS----- Original Message -----From: ricardo ruizTo: digitofagia ; articuladores ; estudiolivre ; IP//: ; Lista do projeto MetaReciclagem ; [EMAIL PROTECTED] ; submidialogia conferência ; [EMAIL PROTECTED]Sent: Monday, June 19, 2006 7:14 AMSubject: [listaleminski] eu adoro segunda feiradesculpem o +posting
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PARA VOLTARMOS A SERMOS PERIGOSOS:
- Perder a ilusão de um sociedade de massas libertária.
Defender uma sociedade complexa de massas e libertária é o mesmo que defender a hidratação do óleo.
Apegados a essa ilusão de uma sociedade global interdependente e libertária, um bom punhado de tempo e energia é gasto especulando a "manutenção liber tária" dessa sociedade, essa energia direcionada ao impossível resulta em uma realidade local nada libertária.
- A desnecessidade de organização
Esse sonho esquerdista tem sequestrado por anos tempo, energia e recursos, alienando os indivíduos que se agarram a essa tendência paternalista da construção de sua própria autonomia. Pois assim, gastam energia inutilmente enfrentando as dificuldades (que se mostram eternas) de organizar uma corrente, uma organização, federação, etc, esperando que a partir disso com o rígido controle interno e disciplina editarão um jornal e discutirão a conjuntura, ao invés de gastarem energia de forma eficiente enfretando os obstáculos da contrução de sua própria autonomia e daqueles que realmente dividem seu dia-a-dia, fertilizando a resistência com sua própria experiência.
Grupos de afinidade ou agrupamentos espontâneos sempre responderam melhor aos objetivos e problemas que se apresenta vam, pelo simples motivo de não estarem "petrificados".
Deixemos a esquerda se afundar sozinha
Não é preciso dizer muito sobre a falência da esquerda, sua tara por um capitalismo humanizado, se revelando então a faceta humanista da civilização, "domesticação para todos".
Abandonemos então as eternas e monótonas convocações para a construção de um partido revolucionário, a adoração marxista ao industrialismo, fórmulas emancipatórias, entre outras mesmices.
Questões como domesticação, divisão de trabalho, tecnologia, produção, individualidade e progresso nunca serão questionadas pela esquerda, e sim administradas.
A civilização está desmoronando e levará junto todas as suas aberrações, dentre elas, a esquerda.
Autonomia agora!
Autonomia não é algo para o futuro pós-revolução, autonomia não é uma promessa, autonomia é uma condição. Não é algo a ser comprado, negocia do, é algo para ser construído, experimentado e defendido. Não existe modelos pré-concebidos de autonomia, e se alguém lhe apresentar um, desconfie.
Autonomia não é algo pós revolução, autonomia é a condição para a revolução.
Menos conversa, mais prática (Não vote!)
Literalmente, o que precisamos é de menos conversa e mais prática, pois o que temos até agora é uma vasta divulgação e reprodução de literatura libertária - o que não é nada mal. E o que pouco temos é a prática libertária. Isso deve ser invertido.
O que pode ser mais nutritivo para a resitência e autonomia, do que a prática da desobediência e a prática da própria autonomia?
Só se aprende a jogar jogando. Como e o que poderemos então falar de subversão, desobediência e autonomia se não praticarmos a subversão, a desobediência, a autonomia?
Como podemos falar de autonomia e abolição do Estado pregando o voto? - Nulo ou não, que diferença faz?
Foda-se o Estado! Foda-se o voto!
Não voto e nunca mais votarei!
Não, isto não é um martírio, muito menos um sacrifício, apenas na prática não vou permitir que os aparatos da civilização tenham poder sobre mim. Muito menos irei às urnas ser carimbado como "controlado".
Muitos já disseram antes, Tolstoi tambem com muita frequência afirmava que o Estado nao tem poder nenhum, somos nós que legitimamos seu poder ao sermos submissos.
Alguem então pode questionar se eu levaria esta posição até o momento em que, em alguma ocasião , por desobediência, eu seria preso ou ameaçado. Respondo firmemente que sim , e neste caso os índios novamente nos ensinam sobre a liberdade :
"Quando do massacre dos Guarani junto aos Sete Povos das Missões, em Santo Inácio, território argentino, um grupo de resistência ao invasor branco lutou até o fim. Em dado momento perceberam que seriam aniquilados. Então mataram suas esposas e f ilhos. No final os poucos lutadores que restavam lançaram-se em direção ao abismo, recusando serem presos vivos. Pode parecer suicídio, mas não é. O índio não conhece essa prática dos civilizados. O que ele não aceita é viver sem liberdade. Essa é uma condição de que ele não abdica, já que a vida sem liberdade contraria toda a sua essência, adultera sua visão do mundo." (Edilson Martins - Nossos Índios, Nossos Mortos - 1978)
Aos que temem as consequências, será que estão aptos a falar de liberdade? Será que estão aptos a lutar por liberdade? Será que estão aptos a viver a liberdade?
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