um dia depois da ação do mst aqui em El Dourado do Sul, a rádio gaúcha entrevistou babando um diretor da aracruz celulose, qdo perguntado sobre as pesquisas de 20 anos que haviam sido destruídas barabramente, o diretor respondeu que não haviam perdido NADA, que o que estava aqui no sul estava nos outros laboratórios, que não houve prejuízo enorme para a aracruz... hehehe, o microfone fechou, o telefone desligou e seguiram o baile.é lamentável que se tenha que recorrer a ações violentas, mas do jeito que a carroça anda...
Para: "Lista do projeto MetaReciclagem" [email protected]
Cópia:
Data: Tue, 20 Jun 2006 22:12:42 -0300
Assunto: [MetaReciclagem] Algo interessante - Aracruz > Pessoal aos que ainda criticam o MST pela suas ações...vale a pena
--
Munir Younes Soares>> Ibama obriga Aracruz a parar desmatamento em Linhares
Século Diário (Vitória -ES)
19/06/2006
Ubervalter Coimbra
A Aracruz Celulose está impedida de continuar a desmatar no Córrego Jacutinga, em Linhares. O embargo foi determinado na manhã desta segunda-feira (19) pela fiscalização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Espírito Santo. No local, a empresa destruiu a mata atlântica em Área de Proteção Permanente (APP).
Também nesta segunda-feira, ao meio dia, a comunidade da região fez um ato público de protesto na área desmatada. A Visel, milícia armada da Aracruz Celulose, mantém na região duas viaturas com sete vigilantes. O objetivo, afirmam as lideranças, é intimidar os moradores.
O embargo a Aracruz Celulose foi determinado pelo chefe da Reserva Biológica de Sooretama, Éliton de Almeida Lima, a autoridade do Ibama mais próxima da área devastada e que foi mobilizado pela Gerência para a vistoria na área. Ele confirmou no final da manhã que a área desmatada é de APP. A área pertencia à Floresta Rio Doce, da CVRD, e foi vendida à Aracruz Celulose.
Confirmou o funcionário do Ibama que na região havia eucalipto plantado há mais de duas décadas e que houve crescimento de mata atlântica no meio da plantação. Informou Éliton Lima que recolheu documentos do Ibama, datado de 2001, que autorizava o desmatamento. Não informou quem emitiu o documento. O documento, além de medidas feitas com GPS, serão entregues à Gerência do Ibama nesta terça-feira (20). Deverão balizar outras providências do órgão.
Segundo relato da liderança dos moradores, efetivos da Polícia Ambiental estiveram na região no sábado (17). "Não registraram o crime ambiental e nem ocorrência fizeram. Informaram que iriam usar o registro dos policiais militares que estiveram no local no dia anterior para dar segurança à empresa", informou Elias Alves, um dos coordenadores do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).
A destruição da mata atlântica no córrego Jacutinga, na região do Córrego Farias, em Linhares, foi contida por moradores da região, entre os quais crianças, mulheres - uma delas grávida de nove meses - e seus maridos, ligados ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). A empresa mobilizou 27 tratores de esteira, dos quais sete entraram em operação.
Segundo relatou Elias Alves nesta segunda-feira, a área destruída compreende trechos que variam de 30 a 80 metros de largura, numa extensão aproximada de três quilômetros, às margens do córrego Jacutinga. O terreno é de alta declividade, um outro impedimento para o desmatamento.
Os sete tratadores que destruíram a vegetação foram posicionados no espaço que chegou a ser desmatado. Passaram por cima de tudo, inclusive do córrego. Relatou Elias Alves que foram destruídas várias árvores de espécies raríssimas, como a braúna e sapucaia, além de guaribú e gibatão, entre outras.
O coordenador do MPA confirmou que a empresa retirou seus tratores da região, e que a milícia a serviço da empresa continua na área permanentemente. No córrego Jacutinga moram cerca de 30 famílias de agricultores e na região do Córrego do Farias, cerca de 300 famílias resistem em meio aos plantios de eucalipto, pasto e cana-de-açúcar.
Os agricultores prometem resistir e não deixar a Aracruz Celulose desmatar a região.
Eucalipto secou o córrego
As famílias que ocupam o córrego Jacutinga têm uma história de terror para contar: após o desmate da vegetação nativa e o plantio de eucalipto pela Floresta Rio Doce CVRD nos anos seguintes, o córrego que garantia água passou a secar nos períodos de estiagem. Relata Elias Alves que o córrego era fundo o suficiente para permitir às pessoas tomar banho.
Como a empresa deixou o plantio ao abandono, durante pelo menos duas décadas, após o eucalipto concluir seu crescimento, e sem o emprego de herbicidas, a vegetação nativa voltou a crescer. Hoje algumas das árvores nativas já atingem seis metros de comprimento.
Com a volta da vegetação nativa o córrego de Jacutinga voltou a ter água o ano todo, inclusive na estiagem. A alegria dos agricultores da região foi tão grande que eles passaram a reflorestar o outro lado do córrego, que ocupam, com vegetação nativa: estão plantados mais de três hectares de nativas. Têm esperança, relata Elias Alves, de que o nível da água do córrego volte ao normal.
A explicação para a volta da água no córrego Jacutinga pode estar no fato de que as árvores não foram cortadas após atingirem a maturidade. Desta forma, seu consumo de água passou a ser menor. Diferentemente do que faz a Aracruz Celulose, que faz o corte do eucalipto sete anos após o plantio. No período de crescimento, o eucalipto é voraz consumidor de água, muito superior às espécies da mata atlântica.
A Aracruz Celulose destruiu 50 mil hectares de mata atlântica no Espírito Santo. E continua a desmatar: a empresa foi multada em 2006 pelo Ibama na Bahia em R$ 606 mil, por plantio de eucalipto de 202,92 hectares de eucalipto na Fazenda Santa Maria, próxima à área do entorno do Parque Nacional do Descobrimento, no município de Prado, extremo sul do Estado.
Em dezembro do ano passado, a Veracel (onde a Aracruz Celulose detém 50% das ações e localizada no sul da Bahia) foi multada em R$ R$ 360.900,00 por dificultar a regeneração natural de florestas de mata atlântica em 1.203 hectares. A Veracel foi multada pelo Ibama por não cumprimento da determinação da Lei 9.985/2002, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Pelo SNUC, e pela determinação 013/90 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), não podem ser realizados plantios de espécies exóticas em dez quilômetros de raio da zona de amortecimento dos parques nacionais.
A transnacional Aracruz Celulose teve lucro líquido de R$ 3,17 bilhões nos últimos três anos. O lucro da empresa é favorecido pelos governos federal e estadual desde sua implantação. Também lucra com a apropriação indébita e exploração intensiva de territórios quilombolas, índios e de pequenos proprietários rurais. Ocupou e mantêm em seu poder terras devolutas, que são públicas.
O controle acionário da Aracruz é exercido pelos grupos Lorentzen - ligado à Coroa norueguesa - Safra, Votorantim (28% do capital votante cada) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES -, com 12,5% do capital). O presidente da Aracruz Celulose é Carlos Augusto Lira Aguiar, engenheiro químico, nascido em 1945, em Sobral, no Ceará.
Em defesa da mata atlântica, crianças e mulheres param tratores da Aracruz Celulose em Linhares
Ubervalter Coimbra e João Torezani
Em plena Copa do Mundo e no final da sexta-feira (16), próximo do fim do expediente dos órgãos ambientais, a transnacional Aracruz Celulose colocou em operação 27 tratores para destruir a mata atlântica em adiantado estágio de regeneração e na cabeceira da nascente do córrego Jacutinga, na região de Farias, em Linhares. A empresa não contava com a reação de mulheres camponesas - uma delas, no nono mês de gravidez - com suas crianças e maridos, que se colocaram em frente às máquinas, com risco de suas vidas, para parar o desmatamento que já havia destruído 50 hectares da vegetação.
A Aracruz Celulose enviou quatro membros de sua milícia particular, a Visel, ao local, no final da tarde. Os milicianos, armados, contaram com cobertura de quatro policiais militares. Um reforço de seis militares chegou a seguir, às 17h30. Apenas seis trabalhadores, inclusive uma camponesa no nono mês de gravidez, estavam no local. Afirmaram por telefone celular que podem ser vítimas de violência, mas afirmam que não vão deixar a Aracruz Celulose retirar as árvores.
No início deste ano a Aracruz Celulose patrocinou violência contra os índios, dos quais duas aldeias foram destruídas. Contou com proteção da Polícia Federal, cujo efetivo se hospedeu em instalações da empresa.
Aos camponeses, e em nome da Aracruz Celulose, o responsável pelo desmatamento afirmou que estava autorizado pelo Ibama. Mentiu, pois o órgão federal não dá autorização para desmatamentos no Espírito Santo. É ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) que cabe analisar pedidos desta natureza.
Mas mesmo o Idaf não pode ferir a legislação, tanto a federal como a estadual, que proíbe e a destruição de vegetação próximo a nascentes ou em adiantado estágio de regeneração, e, ainda, em áreas de grande declividade.
A área que a Aracruz Celulose está destruindo foi vendida à empresa por outra transnacional, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), segundo informou uma das coordenadoras do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) no Estado, Cristina Soprani. Cristina está no nono mês de gravidez.
Ela relata que na área mais de 30 famílias de agricultores resistem, há gerações, ao avanço dos plantios de eucalipto e de cana-de-açúcar. Eles acompanham e protegem a recuperação da mata atlântica na área, o que vem ocorrendo há cerca de 30 anos.
Nas proximidades da cabeceira do Córrego Jacutinga, a Aracruz Celulose destruiu na tarde desta sexta-feira árvores nativas com mais de seis metros de altura, que conseguiram resistir e crescer em meio ao plantio de eucalipto.
O gerente substituto do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Espírito Santo, Jacques Passamani, informou no final da tarde que acionou a fiscalização do órgão para ir ao local e examinar a situação. Afirmou que no Espírito Santo o Ibama não dá licença ambiental para desmatamento e que cabe ao Idaf autorizar, ou não, desmatamentos.
Afirmou que a fiscalização do Ibama pode ir na região neste final de semana ou no máximo na próxima segunda-feira (19). Vai confirmar se a Aracruz Celulose tem licença para fazer o desmatamento e confirmar se houve desmatamento de nascentes, ou de áreas de proteção ambiental. Lembrou que nenhum órgão pode autorizar o desmatamento em área de proteção ambiental, mas ressaltou que só poderá confirmar as informações que lhe foram repassadas após a fiscalização do Ibama vistoriar o local.
A chefe da Fiscalização do Ibama, Patrícia Gomes Salomão, informou às 17h18 que comunicou e pediu a ação no local da Polícia Ambiental. Fez contato com o tenente Patrício Bernabé Fiorim. Ele ficou de acionar o pelotão de São Mateus para as providências.
A Aracruz Celulose destruiu 50 mil hectares de mata atlântica no Espírito Santo. E os desmatamentos continuam: a empresa foi multada em 2006 pelo Ibama na Bahia em R$ 606 mil, por plantio de eucalipto de 202,92 hectares na Fazenda Santa Maria, próxima à área do entorno do Parque Nacional do Descobrimento, no município de Prado, extremo sul do Estado.
Em dezembro do ano passado, a Veracel (onde a Aracruz Celulose detém 50% das ações e localizada no sul da Bahia), foi multada em R$ R$ 360.900,00, por dificultar a regeneração natural de florestas de mata atlântica em 1.203 hectares. A Veracel foi multada pelo Ibama por não cumprimento do que determina a Lei 9.985/2002, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Pelo SNUC, e pela determinação 013/90 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), não podem ser realizados plantios de espécies exóticas em dez quilômetros de raio da zona de amortecimento dos parques nacionais.
Às 17h45 um dos coordenadores do MPA em Linhares, Elias Alves, informou que os efetivos da Polícia Militar relataram que a Aracruz Celulose apresentou queixa contra os trabalhadores que se colocaram em frente aos tratores da empresa na Delegacia de Polícia de Linhares.
Uma empresa bilionária
A transnacional Aracruz Celulose teve lucro líquido de R$ 3,17 bilhões nos últimos três anos. O lucro da empresa é favorecido pelos governos federal e estadual desde sua implantação. Até hoje, os governos federais emprestam dinheiro com juros baixos, até 2% ao ano. O mais recente, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A Aracruz Celulose também tem lucros às custas da Receita Federal: tomou ilegalmente R$ 211 milhões, não considerados os juros, de incentivos fiscais da Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene). Os recursos são para aplicação em empresa com sede no norte e noroeste capixaba, o que não é o caso da empresa.
Também lucra com a apropriação indébita e exploração intensiva de territórios quilombolas, índios e de pequenos proprietários rurais. Ocupou e mantêm em seu poder terras devolutas, que são públicas.
Apesar de seus lucros astronômicos, a empresa emprega pouco. No final de 2005, tinha apenas 2.249 empregados próprios, e 7.988 terceirizados, como informa em seu balanço.
O controle acionário da Aracruz é exercido pelos grupos Lorentzen - ligado à Coroa norueguesa - Safra, Votorantim (28% do capital votante cada) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES -, com 12,5% do capital). O presidente da Aracruz Celulose é Carlos Augusto Lira Aguiar, engenheiro químico, nascido em 1945, em Sobral, no Ceará
E-mail classificado pelo Identificador de Spam Inteligente.
Para alterar a categoria classificada, visite o Terra Mail
Esta mensagem foi verificada pelo E-mail Protegido Terra.
Scan engine: McAfee VirusScan / Atualizado em 20/06/2006 / Versão: 4.4.00/4789
Proteja o seu e-mail Terra: http://mail.terra.com.br/
_______________________________________________
Lista de discussão da MetaReciclagem
Envie mensagens para [email protected]
http://lista.metareciclagem.org
--
Munir Younes Soares
_______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
