Esse simpósio sobre emoção artificial me lembrou a primeira aula de com.dig. 
com Lenara Verle (Imagens Digitais) comparando arte digital com arte real, 
confrontando a facilidade de observar uma obra pelo computador e a dificuldade 
de se chegar perto de uma obra real, que por muitas vezes decepciona por não 
ser exatamente aquilo que parece pela tela do PC. Na continuação ela nos 
apresentou o www.sito.org que consiste em uma comunidade virtual de artistas 
anônimos que produzem obras coletivamente. Ela também ganhou um prêmio de mídia 
de um  projeto alemão que tem como objetivo traduzir ondas cerebrais para uma 
linguagem visual. Segundo ela, “As imagens são alteradas por algoritmos que, 
por sua vez, são alimentados por seqüências de números obtidas a partir da 
análise em tempo real de ondas cerebrais de uma pessoa”.
a pagina dela http://www.lenara.com/

Também me lembrou matéria no jornal valor economico sobre o livro de Michael 
Lacroix, "O culto da emoção".

copy&paste da sinopse do livro:
Em O culto da emoção, por meio de uma linguagem clara e um tom humanista, o 
filósofo francês Michel Lacroix afirma que vivemos em uma época na qual o culto 
a emoções fortes e trepidantes esta diretamente ligado a insensibilidade de 
nossa sociedade. Eis o paradoxo: no momento em que triunfa e se toma objeto de 
culto, será que a emoção tomou o caminho do delírio? No mundo atual -dos 
esportes radicais, das raves, dos videogames, das técnicas de desenvolvimento 
pessoal- tudo pretende nos fazer vibrar. As aventuras radicais, a violência 
banalizada, os estados de transe e as imagens de tirar o fôlego são os 
ingredientes de nossa vida, que reclama doses crescentes de adrenalina. Assim, 
em busca de sensações fortes, o indivíduo moderno emociona-se muito. A emoção, 
no entanto, tomou- se sinônimo de vida agitada e frenética. Mas será que 
sabemos verdadeiramente sentir? Cada vez mais agitado e cada vez menos 
sensível, por que terá ele abandonado as emoções serenas? Com exemplos tirados 
de Rousseau, Goethe e outros, o filósofo se preocupa com essa aliança perversa 
entre estímulos emocionais fortes -que se tomaram objeto de marketing -e 
insensibilidade que, segundo ele, permeia nossa cultura. Para Lacroix, se não 
dermos mais espaço ao recolhimento e a contemplação, perderemos a dimensão 
espiritual da vida, não cultivaremos a nossa alma: "É de lirismo verdadeiro que 
precisamos, não de adrenalina." Na visão de José Thomaz Brum, doutor em 
Filosofia pela Universidade de Nice-Sophia Antipolis e professor de Estética no 
curso de especialização em História da Arte da PUC-Rio, O culto da emoção 
-"ensaio por muitas vezes singelo por sua proposta aparentemente simples -e 
leitura bem acessível, e que toca, de forma direta, em uma das questões mais 
complexas da sensibilidade de nossa época."

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