pô, gurizes, deixaram meus neurônios mais em polvorosa ainda, hehehe. de toda forma, sorry! mas, é claro que é importante o que se vai fazer no processo eleitoral. porém, é muito importante saber o que se vai fazer com o voto, o que isso representa, quais as consequências disso. Me sinto assim, meio Graúna, em tempos de voto útil, questionando: Vc sabe quem estará ajudando ao anular o seu voto? Infelizmente, quem anular o voto, estará se anulando, se omitindo. depois, adianta reclamar, chorar, criticar? pode cheirar acomodação... vamos imaginar que se consiga um numero consideravel de eleitores dispostos em anular o voto, ou não comparecer às urnas, e daí? o que vale são os votos válidos, nulos e brancos não são vãlidos, apenas de livram de multa de 12 pilas sem pastel.... e, daí, o resultado das urnas apresenta uma maioria de "representantes do povo", "democraticamente eleitos", da direita mais escrota e bizarramente declarada que se tem noticia, sem esquecer que o restante dos "representantes do povo democraticamente eleitos" nãos são nada confiáveis... bem, dia após a posse, esses representantes do povo democraticamente eleitos, reunidos no congresso, decidem instituir a pena de morte no Brasil cuja idade de responsbilidade penal seja a partir de 12 anos, por exemplo... toc-toc! - bem lembrado, Fradim! Eu estou muito preocupada. Nos EUA, por exemplo, o voto não é obrigatório e Bush se re-elegeu. será que é umas se abster, se anular?... somos um voto, isso é o que realmente somos, um voto, apenas. porém somos muitos votos... sei que a cultura na qual todos nós vivemos não se muda por decreto, por arrogância, por impostura, por autoritarismo. Mas precisa ser mudada. construir a cultura de cada cidadão se sentindo sujeito e não mais objeto da política, a cultura da participação, do protagonismo... por mais substancialmente míticas e sacrais que sejam as instituições, nós fazemos as instituições, querendo ou não. As instituições fazem classificações, as classificações ordenam as nossas ações e nós, através das constituições, respondemos por nossas ações. Povo, população, sociedade, Estado, Nação, são algumas das classificações que somos... Sabiam que quando foi proclamada a independência do Brasil, seus idealizadores se depararam com o problema de não conseguirem identificar quem seria o povo brasileiro? Os portugueses não poderiam ser, afinal, acabava-se de romper com a colonização. Os índios também não, sempre foram vistos ou como estrangeiros ou como seres não humanos. Menos ainda os negros, que ainda estavam escravizados. Nossa história dramática inclui o genocídio dos indígenas e a eliminação da sua cultura; a escravização dos negros; a destruição da natureza; a concentração da riqueza em ferozes mãos brancas; a indiferença pelos direitos humanos mais elementares. Enfim, a população brasileira é filha de ex-escravos e de ex-senhores de escravos. Surgimos com a destruição de um povo, com a escravização de outro e descendemos dos que fizeram isso! Somos a síntese disso! voto nulo... ainda não estou convencida, tanto qto em que mesmo votar...
ai, como é triste, essa nossa vida de artista. Depois de perder Vilma prá São Paulo, perder Maria helena pro dentista. Porque cantar, parece com não sofrer, é igual a não se esquecer, que a vida é que tem razão! bon soir! lelex devido ao adiantado da hora, o que eu gostaria de fazer no processo eleitoral era causar maior desastre sistema eletronico eleitoral brasileiro. hehehehe. sede lex dura lex hehehe. > Date: Sun, 23 Jul 2006 15:45:35 -0300 > From: " Nê Bardi " > Subject: Re: [MetaReciclagem] o que fazer com o voto? > To: "Lista do projeto MetaReciclagem" > Message-ID: > > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; format=flowed > > Oi Lele, > > Que pique prum domingo, mulher. Difícil acompanhá-la. > > Olha, exterminar a corrupção como você gostaria não dá, mas isso não > significa que é impossível combatê-la. E combatê-la é significativo > tanto do ponto de vista educativo - tendo em vista uma sociedade menos > money-centrada - como pelo fato de sobrar mais recursos para investir > em projetos sociais. > > Por isso insisto que a pergunta do momento não é "o que faço do voto", > mas o que faço "no processo eleitoral". Independente de candidatos, > propostas partidárias, se defende o voto nulo, branco, mussum, ou o > que for, hoje temos melhores instrumentos e estrutura para barrar o > acesso dos corruptos ao poder. Só precisamos aprender a utilizá-los. > > Abs, > Nê. > > ========================== > On 7/23/06, eiabel wrote: > > Nê, metalagens, sabe, eu fico pensando, ... > > > ------------------------------ > > Message: 2 > Date: Sun, 23 Jul 2006 16:12:22 -0300 > From: " Nê Bardi " > Subject: Re: [MetaReciclagem] o que fazer com o voto? > To: "Lista do projeto MetaReciclagem" > Message-ID: > > Content-Type: text/plain; charset=ISO-8859-1; format=flowed > > Isso aí Banto, também vejo a representatividade como uma das tantas > ficções criadas de cima pra baixo como instrumento de controle e > domesticação social. Mas é o que está aí e, gostemos ou não, interfere > na vida de todos nós. Participar do processo eleitoral, barrar os > corruptos, não tem apenas o sentido puritano, moralista de 'limpar a > casa', mas dotar as pessoas do sentimento, da percepção de que elas > têm o poder de interferir e transformar. > > On 7/23/06, banto wrote: > > > > > lembro do florestan fernandes falando que para uma classe existir > > ela precisa ter consciencia de si. caso contrario é massa. > > > > A diferença entre massa e povo é que povo sente, pensa. > > Nê. > _______________________________________________ Lista de discussão da MetaReciclagem Envie mensagens para [email protected] http://lista.metareciclagem.org
