"Pirates of Silicon Valley" é um filme sobre Bill Gates e Steve Jobs, conta a 
história do surgimento da microinformática, através do desenvolvimento paralelo 
de duas empresas americanas, a Apple Computer e a Microsoft, num contexto em 
que surgem os primeiros ativistas da informática e os hackers. É o início da 
era da computação pessoal.
O filme não é bom. Mas também não é ruim. A trama começa nos anos 60, quando 
jovens universitários  começam a se envolver com a alta tecnologia e a busca de 
divertimento eletrônico. Agem como verdadeiros hackers criando aparelhos para 
burlar o sistema telefônico e copiando códigos alheios para desenvolvimento de 
engenhocas, os ancestrais dos microcomputadores que usamos hoje. Para Gates e 
Jobs, grandes artistas copiam, artistas geniais roubam idéias... ao final, a 
impressão que tive, é que Jobs é apenas, assim, temperamental e exageradamente 
egoísta, enquanto Bill gates é assexuado, cheio de complexos e razoavelmente 
canalha.
O filme é uma narrativa que não se decide entre a ficção e o documentário. Mas, 
Os Piratas do Vale do Silicio, pode ser, também, um embrião desse movimento 
que, nos dias de hoje, toma conta do mundo: o software livre. Por seu aspecto 
meio pós-Woodstock, pela natureza libertária de seus integrantes, o software 
livre tende a ser visto como uma curiosidade, um movimento de sonhadores 
incapaz de superar o poder financeiro das grandes corporações.
"Silicon Valey, mais do que um cenário, era um verdadeiro meio ativo, um caldo 
primitivo onde instituições científicas e universitárias, indústrias 
eletrônicas,, todos os tipos de movimentos hippies e de contestação faziam 
fluir idéias, paixões e objetos que iriam fazer com que o conjunto entrasse em 
ebulição e reagisse", explica Pierre Lévy. A diversão dos estudantes era 
construir seus próprios computadores a partir de artefatos usados, vendidos nas 
milhares de lojas de sobras que proliferavam na região — a chamada bricolagem 
high-tech. Lévy afirma que "foi deste ciclone, deste turbilhão de coisas, 
pessoas, idéias e paixões que saiu o computador pessoal. Não o objeto definido 
simplesmente por seu tamanho, não o pequeno computador de que os militares já 
dispunham a muito tempo, mas sim o complexo de circuitos eletrônicos e de 
utopia social que era o computador pessoal no fim dos anos setenta: a potência 
de cálculo arrancada do Estado, do exército, dos monstros burocráticos que são 
as grandes empresas e restituída, enfim, aos indivíduos".
"Pirates of Silicon Valley" talvez seja, de certo modo, um filme obrigatório, 
porque seus personagens são extremamente atuais e porque suas decisões ainda 
estão causando mudanças no nosso dia-a-dia, mudanças que estão longe de 
terminar.
http://alt.tnt.tv/movies/tntoriginals/pirates/frame_index.htm
http://www.museudocomputador.com.br/personalidades_stevejobs.php

cada um faz o que sabe.
ou, será cada um sabe o que faz?
saudações da arte no front
elenara iábel
"Acreditamos que o real não está empenhado em fazer fracassar todos nossos 
aparelhos e quebrar todas nossas máquinas..." Lacan



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