Isso me lembra o pessoal da faculdade de humanas onde (suspiro) estudo. Um pequeno grupo de radicais de esquerda do século retrasado ficam perambulando pelas aulas comparando tudo com um tal de Marx, que provavelmente ninguém leu, enquanto estudantes da comunicação social ficam fazendo camisas com piadinhas internas-internas-subgrupais-exclusivas, como todo grupo que se acha de vanguarda, como camisas escrito "cli-che" ou "seu madruga" remedando a mais q famosa camisa com a foto do che guevara.
E a imensa maioria das pessoas que circulam pela faculdade não vêem nem escutam nem muito menos se importam com isso. E, no fim das contas, dei mais pontos aos xiitas do movimento estudantil do que aos xiitas da juventude pós-moderna da vanguarda tardia:
"Esperamos que a MTV, e também outros meios, construam agendas e espaços para a expressão das idéias de diferentes setores da juventude brasileira que acreditam que as eleições são imprescindíveis para o fortalecimento da democracia. Desta forma, também estaremos valorizando a função pública dos meios de comunicação."
Chamar os caras pra sair do discurso e do propagandês pra ação, foi golpe de mestre.
E, não sei porque, desconfio que a MTV acabe não fazendo nada, a não ser talvez outra vinheta.
será? e eu ando com a impressão de que galera da política em geral anda com um medo danado desse tal de voto nulo...
cyrano.
Juventude, Participação e Eleições, muito mais a dizer
Nós, representantes de organizações da sociedade civil, com atuação em todas as regiões do país, membros do Conselho Nacional de Juventude – CONJUVE -, após debate durante a 5ª Reunião Ordinária, realizada no dia 25 de julho, queremos manifestar nossa preocupação com a "Campanha: MTV: Ovos e Tomates¨, que trata das eleições de 2006. (Veja aqui)
A emissora tem o direito de manifestar suas opiniões e para tanto usar recursos publicitários que julgar adequados. No entanto, a veemência da mensagem veiculada nos preocupa. Segundo nossa percepção, ela condena a priori o processo eleitoral, sem indagar sobre qual é a predisposição de jovens para votar e para participar.
Para a surpresa de muitos, os dados do alistamento eleitoral para 2006, divulgados pelo TSE, mostram um aumento de 39%, em relação a 2002, do número de eleitores de 16 e 17 anos, faixa etária em que o voto é facultativo. Foi nesta faixa etária o maior crescimento proporcional de eleitores.
Além disto, segundo a pesquisa Juventudes Brasileiras, recentemente divulgada pela UNESCO, 68,8% dos jovens de 15 a 29 anos, responderam acreditar que o voto pode mudar a situação do país e 66,6% deles afirmaram não ser aceitável não votar nas eleições.
A estas informações somam-se as experiências de participação que temos acompanhado de perto. Nos grêmios estudantis, centros acadêmicos, nas posses de Hip-Hop, nas Ong´s, nos movimentos de mulheres, de jovens rurais, nos grupos culturais, sindicais, religiosos e esportivos há jovens preocupados em valorizar a participação cidadã através do voto. Aqui cabe destacar as Campanhas pelo Voto aos 16 realizadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e pela Rede de Jovens do Nordeste (RJNE). Estas Campanhas não só convocam os jovens ao alistamento eleitoral e à escolha responsável de candidatos como, também, incentivam o acompanhamento posterior do desempenho dos eleitos.
Do nosso ponto de vista, convocação ao uso de "ovos e tomates", durante o período eleitoral - mesmo como recurso da linguagem publicitária - não contribui para a superação dos reais problemas de violência e corrupção em nosso sistema político que esta mesma Campanha da MTV evidencia.
Compreendemos que para uma emissora de TV pode parecer mais "realista" expressar, com ironia, desilusões e opiniões correntes. No entanto, acreditamos que os meios de comunicação, para cumprir seu papel, deveriam encontrar formas criativas para expressar experiências e predisposições diversas também presentes na sociedade brasileira de hoje. Este é o sentido desta nota.
Esperamos que a MTV, e também outros meios, construam agendas e espaços para a expressão das idéias de diferentes setores da juventude brasileira que acreditam que as eleições são imprescindíveis para o fortalecimento da democracia. Desta forma, também estaremos valorizando a função pública dos meios de comunicação.
Nos colocamos a disposição para maiores esclarecimentos e todos os debates públicos que se fizerem necessário.
Brasília, 25 de Julho de 2006
fonte: www.une.org.br
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