Slave,
Fiquei impactada com tua msg e, também, fiquei puta da cara... como é que pode, 
uma pessoa encontrar-se entre a vida e a morte e a gente tem que ficar a 
convencer o serviço público de que não se trata de trote, que não é coisa de 
bandido... teus pais, certamente, pagam impostos e na hora que mais 
precisaram... palhaçada, parece que, por princípio, somos todos bandidos, 
desonestos, vigaristas, picaretas... é o mais alto grau de desrespeito dos 
sobre-humanso para com a dignidade da pessoa humana...
Olha, talvez tu não tenhas percebido, mas eu acho que tua mãe sofreu ainda mais 
ao te ver sofrer com toda essa situação... Qdo os filhos nascem, os médicos, 
parteiras, cortam-nos o cordão umbilical, mas saiba que isso não acaba com a 
conexão. A maternidade é uma loucura, somente a função materna biológica é 
capaz de permitir um amadurecimento emocional incontestável. É incomparável o 
desenvolvimento emocional de uma mulher que teve filhos ao da que não teve. A 
distância é infinitamente grande, afinal, são  tantas adaptações, dores e 
prazeres, responsabilidades, medos, alegrias, que só quem viveu esta 
experiência pode dizer dos fios elásticos de amor e de vida que vão tomar conta 
da situação. Há quem queira nos fazer crer que nos tornamos frívolos, quase 
indiferentes. É engano: o amor continua sendo uma coisa importante, séria. e 
não traz forçosamente a felicidade, pois há outras coisas, outrso jogos, outras 
atividades, outras criações que podem nos fazer felizes...
Outra coisa, não sei se é o caso de deixar de lado alguma coisa que costumas 
fazer, pelo que te acompanho aqui na lista, penso que tua mãe tem baita orgulho 
por ti, guri!.
Mas, seguindo a rima da moçada, lembrei de um texto que, aliás foi Jean Habib 
quem me chamou a atenção prá ele, que em seu inicio diz: “Vivemos na superfície 
das coisas. Nosso mundo, com toda diversidade, é apenas minúscula fatia da 
realidade. Essa fatia, esse furo, pode nos levar, entretanto, ao 
infinito.(...)” , chama-se “Um mergulho no real: Budismo” de Murillo Nunes de 
Azevedo. Não sei se tem na rede, eu tenho impresso numa publicação de 1968...
Agora, das leituras gostosas que fiz, uma que a.d.o.r.e.i. foi “Budapeste” do 
Chico Buarque, como também o impagável “Vida Dura” de Claudia Tajes, conta a 
história do Leonel, filho de uma mãe que casa demais com maridos demais, que 
mora de favor num sofá da casa de um amigo e, que, em busca do conforto, do 
consumo e da felicidade decide ganhar a vida como doador de sémen...a mulher da 
vida dele se chama Black Barbie...e o nome completo do protagonista é Leonel de 
Moura Brizola Coelho...hehehe. acho que vale a pena, prá desopilar. Ah! Tem um 
cara que as crias aqui em casa curtem prá carvalho que é o Marcelo Carneiro da 
Cunha com as aventuras de Duda e Claudia, da série “no-ar”, tem o Codinome 
Duda,  Duda2.a missão e Duda3 A ressureição... são os que temos aqui, talvez 
tenha outros, hehehehe. um dos livros está virnado filme da Ana Azevedo da Casa 
de Cinema daqui de POA...
Chega, né, me desculpe, mas eu já havia dito que não tenho inteligência 
suficiente de ser breve.
Besos prá ti e prá tua super mãezona.
Elenara iábel



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