Oi Uirá,
Essa suspensão tinha sido noticiada no BR-Linux a uns dias atrás. Os caras estão tentando evitar que aconteça o mesmo que rolou na telefonia celular: cidade rica tem, cidade pobre não tem.
O que saiu lá foi:

Licitação para WiMax é adiada em prol da inclusão digital

Publicado em Qui, 2006-08-10 11:18

“O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou nesta quarta-feira (09/08) que pediu à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspensão temporária da licitação de novas faixas de internet banda larga. As faixas de radiofreqüências que estavam sendo oferecidas pelo governo eram de 3,5 Ghz e 10,5 Ghz para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) ou para o Serviço Telefônico Fixo Comutado Destinado ao uso do Público em Geral (STFC). A licitação abriria espaço para a implantação de redes com a tecnologia WiMax.

O ministro ressaltou que a suspensão não significa o cancelamento da licitação, mas um pedido de tempo para que o ministério examine algumas questões. “Na medida em que estamos licitando as freqüências 3,5 e 10,5 Ghz, em todos os blocos na operação e na numeração, notamos que o programa de inclusão digital do governo pode ser sacrificado”, explicou.

Segundo o ministro, o governo quer discutir as obrigações das empresas. “Estamos passando para as empresas essas autorizações e não houve a preocupação de que os serviços que serão prestados por elas sejam levados para as grandes e também para as pequenas cidades”, disse.

O ministro explicou ainda que o governo quer evitar o que aconteceu com a telefonia celular.”

Veja o texto completo em IDG Now! - Hélio Costa pede adiamento de licitação para WiMax.


Forte abraço,
Marcelo

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;)


Uirá escreveu:
Será??

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u110055.shtml

09/08/2006 - 14h09

Governo suspende leilão de freqüências para banda larga sem fio

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PATRÍCIA ZIMMERMANN
da Folha Online, no Rio

O governo decidiu suspender a licitação de freqüências nas faixas de 3,5 GHz e 10,5 GHz para novos operadoras de serviços de conexão à internet em banda larga sem fio. A entrega das propostas estava prevista para o dia 4 de setembro e sua abertura para o dia 18.

A suspensão, a pedido do governo, ainda precisa ser confirmada oficialmente pelo conselho diretor da Anatel, mas o presidente da agência, Plínio de Aguiar, já foi informado sobre a decisão ao participar de reunião em que o assunto foi discutido, ontem no Palácio do Planalto.

Ao comunicar a suspensão do leilão, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que o governo irá propor mudanças no edital para que as novas operadoras assumam compromissos mais amplos de cobertura do serviço, de forma que os pequenos municípios também sejam atendidos.

O governo também está preocupado com a venda de todos os blocos de freqüência de uma só vez, e pretende reservar ao menos uma faixa para uso do poder público, que dará suporte ao programa de inclusão digital do governo.

Segundo Costa, o serviço de internet em banda larga está disponível hoje apenas em 82 municípios brasileiros. O governo calcula que seria necessário levar o serviço a 710 cidades para que se atingisse 85% da população.

A preocupação do governo, segundo o ministro, é a de evitar o que ocorreu, por exemplo, com a telefonia celular, cuja cobertura não chegou a mais de 2,2 mil municípios, deixando mais de 20 milhões de pessoas sem a opção da telefonia móvel.

Edital

O edital lançado pela Anatel em julho estabelece o compromisso de cobertura no prazo de 18 meses para as capitais dos Estados, o Distrito Federal e municípios com população igual ou superior a 500 mil habitantes.

Para as áreas menores, em que não houver município com mais de 500 mil habitantes, ao menos uma cidade da região deverá ser atendida também no prazo de 18 meses.

Onde a população for menor que 500 mil habitantes, e o serviço não for iniciado em até cinco anos, as empresas perderão o direito de exclusividade no uso das freqüências.

Para fazer a licitação, a Anatel dividiu as autorizações em três grandes regiões, as mesmas da telefonia fixa operadas pela Telefônica, Telemar e Brasil Telecom, e também em áreas menores, equivalentes ao código de numeração regional (DDD).

As atuais concessionárias de telefonia fixa, que já possuem infra-estrutura para oferecer banda larga via ADSL podem participar do leilão apenas nas áreas fora da sua concessão.

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