O texto é jurídico. É bem possível que tenha sido um adeva quem o escreveu. 
mas, os presidiários e presidiarias entendem muito de direito, de leis, pelo 
menos aqui no sul, tem uns que sabem mais que seus próprios adevas.

Agora, o vídeo tem uma função social bem definida, não se trata de defender o 
PCC, mas de revelar a polêmica do RDD - regime disciplinar diferenciado - que 
não deixa claro quem deve ou não ser incluído nesse regime, confunde sanção 
disciplinar com cumprimento de pena. Aliás, ele foi criado em São Paulo por um 
secretario de Estado, tipo teoria da obediência, dos tempos da ditadura, que é 
a teoria básica da disciplina militar. Disciplina sim, mas não com essa teoria 
da obediência. aqui tem um artigo de uma procuradora de sampa 
http://www.processocriminalpslf.com.br/rdd.htm

Na época da discussão do projeto no senado, o conselho nacional de política 
criminal e penitenciária do ministério da justiça considerou-o como "uma 
cortina de fumaça" para que a sociedade não penetrasse nas discussões 
relacionadas às causas do crime, corrupção policial, etc.

Não existem direitos humanos dos criminosos. Existem direitos humanos, direitos 
da pessoa humana, seja praticante do crime ou não seja, é pessoa humana e tem 
direitos. Não existe nenhum exagero, privilégio nisso; quem põe as coisas dessa 
forma desconhece o que sejam direitos humanos, no mínimo não leu a lei, não leu 
a constituição, não leu os tratados internacionais que valem para qualquer 
pessoa. O sistema carcerário nosso é absolutamente medieval. A relação da 
polícia, do juiz, do promotor é uma relação feudo-vassalar escandalosa. 
Qualquer autoridade sanitária proibiria o curral que nós temos de cadeia para 
seres humanos. Teve uma rebelião em que os presos destruíram, botaram fogo na 
penitenciária, o principal motivo era que a capacidade, lotação máxima era para 
150 presos e já haviam 1250, eles tinham que fazer rodízio para sentar, ficar 
em pé, deitar... isso é fato em todo o sistema prisional carcerário 
brasileiro... mas, talvez a maioria da sociedade queira mesmo a pena de morte. 
Darcy Ribeiro escreveu em sua obra a frase sempre lembrada de que o brasileiro 
traz a marca do torturador impressa na alma... para quem ainda não sabe, meu 
pai, em 1969 era sargento, foi expulso da corporação e encarcerado com os 
presos políticos porque se negou praticar tortura em quem pensava diferente 
dele... desobedeceu, indisciplina, insubordinação... é mais ou menos isso o 
RDD, seja pcc, ou não. tudo pode depender do humor do carcereiro...

elenara






> From: Rafael Evangelista
> O texto transcrito tá aqui
>
> http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u124974.shtml
>
> Li, não me lembro onde, que é o trecho de um relatório que traz críticas
> ao Regime Diferenciado.
>
> []
> rafael
>
>
> [EMAIL PROTECTED] escreveu:
> > Do jurisdiques pro portugues...
> > Fazer um audio lendo um texto originalmente dificil fica muito ruim...
> > dificil de copncentrar, por causa da diferença entre a linguagem
> > falada e a oral... precisei de ouvir duas vzs pra realmente entender o
> > q ele quiz dizer...
> From: "Felipe Fonseca"
>
>
> eu achei o discurso dele chato. sem
> nenhuma espontaneidade. parece
> quase sem raiva. certeza que foi um
> adevogado (sem ofensa, lelex) que
> escreveu.
>
> f
>
> On 8/14/06, eiabel wrote:
> > o cara do vídeo é do pcc? ou da polícia? pelo que se vê, ele está com 
> > colete à prova de balas... será que ele é bandido? ou será policial? ou 
> > será que é um filho de um bandido, ou filho de um policial? será que ele é 
> > candidato à deputado, senador ou presidente?
> > gostei do discurso do cara, gostei de ouvi-lo, gostei de saber que vs 
> > ouviram, que alguns se indignaram, outros se resignaram, outros, talvez 
> > assim como eu, acharam duca...
> > Rorty, um filósofo americano de atualidade, nos chama a atenção nos seus 
> > estudos sobre a linguagem, sobre a teoria do conhecimento, para o fato de 
> > que o homem contemporâneo, o ser humano contemporâneo - o homem e a mulher 
> > - não pensam mais por representações e proposições, mas pensam por imagens 
> > e meáforas. Eu acho que isto está ligado ao que diz um outro cientista 
> > social, um outro pensador alemão, Hans Magnus Enzenberg, no sentido de que 
> > todo mundo é um pouco analfabeto. Ele faz a classificação em analfabeto 
> > primário e o analfabeto secundário e ele chama a atenção para o fato de que 
> > o saber se desenvolveu de tal forma, nos últimos séculos, que é impossível 
> > a uma pessoa a acompanhá-lo.
> > Aristóteles sabia tudo, mas, Aristóteles, se existisse hoje, não saberia 
> > tudo. Então, diz o Hans Magnus, que nós somos muitos sábios em algumas 
> > coisas e analfabetos secundários em outras. Este é um grande problema 
> > porqeu, de repente, os sujeitos tiram um curso de medicina e acham que 
> > sabem outras coisas que não medicina, sem sequer se preparar para esse 
> > saber. Isso pode acontecer com o policial, também, com o juiz de direito... 
> > há muito juiz de direito que é analfabeto secundário. Os bons técnicos, 
> > acham que esse saber da técnica, do como agir, é suficiente para resolver 
> > uma questão... então, quem deve discutir as estruturas de um país, a 
> > estrutura judiciária, a estrutura policial, et? quem deve discutir isso? a 
> > corporação dos juízes? a corporação dos policiais? a corporação dos 
> > promotores, a corporação dos polpiticos? Me desculpem, mas santo pcc, é 
> > exatamente isso: quem deve discutir isto são os não-juízes, os 
> > não-policiais, os não-promotores. essa é a colocação primeira desse 
> > "diálogo" estabelecido pelo pcc: não se trata de pensar com toda a 
> > sociedade, mas que toda a sociedade comece a saber o que ela não sabe, e 
> > discuta e resolva o seu caminho, faça sua opção. é isto simplesmente: 
> > democracia.
> > uma sociedade onde as corporações resolvem tudo existiu nos primórdios da 
> > urbe, na idade média. Mais recentemente o facismo era uma sociedade 
> > corporativa, as decisões eram feitas por corporações. Evidentemente que as 
> > corporações maiores e mais fortes decidiam o destino da pátria...
> > de mina parte eu apenas sei que nada sei, mas não me conformo, nem tampouco 
> > me acomodo.
> >
> > saudações coloradas
> > elenara iábel
> > > Date: Mon, 14 Aug 2006 10:40:17 -0300
> > > From: Jeff
> > > Subject: [MetaReciclagem] PCC no AR!!!
> > > To: "Lista do projeto MetaReciclagem"
> > > Message-ID:
> > >
> > > Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
> > >
> > > isso não é entrevista inventada pela jabour.....
> > >
> > > http://www.youtube.com/watch?v=iS6ALEMrDQg
> > >
> > >
> > >
> > > On 8/14/06, Jeff wrote:
> > > >
> > > > é um pocu velha a nptícia, mas fiquei pensando em como esses fcaras, d
> > > > repente podem contibuir com o Meta....
> > > >
> > > >
> > > > http://www.softwarelivre.gov.br/noticias/News_Item.2006-08-01.5026
> > > >
> > > >
> > > >
> > > > --
> > > > Jeff Miguel
> > > >
> > > > E S T U D I O L I V R E
> > > > estudiolivre.org
> > > >
> > > > M E T A R E C I C L A G E M
> > > > metareciclagem.org
> > > >
> > >
> > >
> > >
> > > --
> > > Jeff Miguel
> > >
> > > E S T U D I O L I V R E
> > > estudiolivre.org
> > >
> > > M E T A R E C I C L A G E M
> > > metareciclagem.org
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> > > Um anexo em HTML foi limpo...
> > > URL: 
> > > http://mail.dischosting.nl/pipermail/metarec/attachments/20060814/e9c764c8/attachment-0001.htm
> >
> > _______________________________________________
> > Lista de discussão da MetaReciclagem
> > Envie mensagens para [email protected]
> > http://lista.metareciclagem.org
> >
>
>
> --
> FelipeFonseca
> .''`.
> : :' :
> `. `'`
> `- Orgulhoso ser MetaRecicleiro
> http://fff.hipercortex.com
> http://metareciclagem.org
>
>
> ------------------------------
>
> Message: 4
> Date: Mon, 14 Aug 2006 15:04:54 -0300
> From: " Uirá "
> Subject: [MetaReciclagem] "Coisas como o YouTube [...] revertem a
> passividade do espectador"
> To: [EMAIL PROTECTED], estudiolivre
> , "Lista do projeto MetaReciclagem"
>
> Message-ID:
>
> Content-Type: text/plain; charset="iso-8859-1"
>
> *13/08/2006 - 10h47 * Artistas passam a criar de olho no YouTube
> Publicidade
> *ADRIANA FERREIRA SILVA*
> da *Folha de S.Paulo*
>
> Com milhões de vídeos, de piadas a registros históricos, o www.youtube.com 
> está
> entre os grandes hits da internet atualmente. Segundo o site, em um só dia
> são 40 milhões de visitantes e 35 mil novos vídeos. De carona nessa onda,
> videomakers, músicos, atores e outros tantos entusiastas começam a criar
> vídeos especialmente para serem veiculados no site.
>
> Além de divulgação, os artistas também estão utilizando o endereço para
> experimentar linguagens audiovisuais; já os amadores querem mesmo é tirar
> uma chinfra.
>
> Há quem consiga atuar em todas essas frentes, como o DJ e produtor George M.
> Ele criou uma página no YouTube para difundir seu projeto de música
> eletrônica, o Las Bibas from Vizcaya, que se tornou um estrondoso sucesso na
> rede.
>
> Mais de 100 mil pessoas já assistiram aos vídeos na página do Las Bibas, e
> dezenas de outras criaram histórias inspiradas nas de George.
>
> O que ele fez de tão especial? Simples: capturou cenas de videoclipes e de
> novelas globais, como "Vale Tudo" (1988) e "América" (2005), tirou o som,
> inseriu dublagens absurdas e músicas do Las Bibas. Seu principal hit é a
> versão para um diálogo entre Heleninha (Renata Sorrah) e Odete Roitman
> (Beatriz Segall) com falas impublicáveis (veja no quadro à esquerda).
>
> George, 34, vai direto ao ponto: "É publicidade para vender o CD. Meu
> trabalho é com música. Os vídeos são caseiros." O retorno, diz ele,
> surpreendeu. "As pessoas cobram vídeos novos. Vou fazer uma trilogia para
> acabar com essa história", conta. Para os fãs, ele adianta que as cenas do
> próximo capítulo incluem uma interpretação "hilária" para um colóquio com
> Joana Fomm e Sônia Braga em "Dancin" Days".
>
> No Brasil, o YouTube se popularizou, principalmente, como um arquivo do lado
> B da televisão, com cenas de novelas como essas, resgatadas por
> "garimpeiros" como George M.; e gafes cometidas ao vivo por famosos, como a
> que mostra o jornalista Fernando Vanucci apresentando seu programa com um
> jeitão meio chapado.
>
> "Coisas como o YouTube são muito benéficas, porque revertem a passividade do
> espectador", defende a pesquisadora de linguagens audiovisuais Renata Gomez,
> 30. "A possibilidade da produção televisiva ser revista e comentada, como no
> caso do [Fernando] Vanucci, já interfere na criação."
>
> Além de funcionar como uma espécie de "TV comentada em escala global", Gomez
> afirma que o YouTube está sendo descoberto pelos artistas brasileiros,
> apesar de existir uma certa resistência ao site.
>
> "Os cineastas têm preconceito com o digital, por conta da baixa definição",
> diz ela. "Também há a paranóia de ter o trabalho usurpado, o que é um pouco
> ingênuo."
>
> Quem está aproveitando o YouTube como espaço de criação são artistas
> experimentais, que utilizam a rede para divulgar e distribuir as obras, ou
> jovens em início de carreira.
>
> O jornalista Pedro Bayeux, por exemplo, transformou sua página no making of
> do documentário "Rec Beat e o Hipertexto", com registros do festival de
> música pernambucano deste ano. "Coloquei para rolar uma interatividade com
> as pessoas", conta Bayeux, 26.
>
> Antes, ele realizou o filme "Gamer BR", que também está na rede
> www.pirex.com.br.
> Desta vez, adotou o YouTube por ser mais "democrático" e ter "fácil acesso",
> afirma.
>
> O artista Leonardo Castro, 27, inseriu trabalhos de vídeo abstratos, feitos
> a partir de imagens da internet, arquivos etc., como parte de uma pesquisa
> sobre videoarte. "O YouTube é mais conhecido e é mais fácil de distribuir o
> vídeo", diz.
>
> Mais descompromissada, a DJ Polly se "especializou" em curtas caseiros,
> realizados para o site. "Para mim, acabou blog. Não tenho mais saco para
> nada. Só para o YouTube."
>
> --
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> Um anexo em HTML foi limpo...
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