Concordo com o q vc disse. Agir sem comparitilhar convenções para a
ação, ou é compulsão (agir feito bich), ou é maracutaia (bem capitalística).
Não vai ser fácil bolar um certificado de "organização metarecicleira",
precisamos pensar como organizar o processo dessa cerificação.
(Tou me lembrando do processo que o CMI Brasil inventou para novos
coletivos... atrasa, mas induz os grupos a adquirir os hábitos
necessários para a coisa não degringolar...)
E precisamos também bolar um jeito de desenvover esse sistema de
certificação, sem nos engalfinharmos! :-P
Ps. Ô Lelex, me manda o estatuto da Themis pro meu e-mail?!
eiabel wrote:
> Gurizes e gurias,
>
> eu entendo metareciclagem como um movimento, uma multidão, mas mooorro de
medo que algum espertinho/a de
> plantão se aproprie indevidamente do termo dando outro rumo que não o que vem
sendo seguido, adotado, defendido...
>
> e morro de medo também que o movimento venha a se institucionalizar, que a
multidão venha se enquadrar... às
> vezes acho que um registro público pode acabar institucionalizando um
movimento, claro que se este movimento
> assim desejar.
>
> Talvez minha experiência com a Themis possa servir para alguma coisa, pois
qdo foi fundada foi o estatuto mais
> inusitado que o cartorio de registros publicos especiais havia recebido(quem
disse isso foi o próprio
> tabelião), mas como estava bem amparado na lei, o cartório não teve como
negar.
>
> a gente tinha bem claro que quem veio ao mundo com uma missão para
representar uma entidade era pai ou
> mãe-de-santo, logo, as figuras de presidente, secretario, tesoureiro foram
banidas da nossa proposta
> estatutária. queríamos uma ong que promovesse o acesso das mulheres à justiça
e sabíamos que isso não dependia
> exclusivamente da nós, nossa estratégia era a criação de uma posição
exclusiva e valiosa, envolvendo um
> conjunto diferente de atividades, no inicio a gente até pensou que poderia
ser uma entidade do movimento, mas o
> movimento... hehehe. esse é o detalhe, é mais fácil ser iconoclasta e
convinvente quando não se está tratando
> com seres de carne e osso... e tutano. Só produzir uma obra, seja em cimento
ou papel, já é um acontecimento,
> com o tempo virá o refinamento. pegamos o código civil que tem o artigo de
como deve ser um estatuto, quais os
> requisitos legais que deve ter para ser registrado. criamos a figura da
coordenação executiva, composta por
> três pessoas, e um conselho consultivo. Tendo por base nossa estratégia, o
objetivo geral da themis era romper
> com a lógica de estender direitos masculinos às mulheres, buscando o respeito
à diferença em favor da
> igualdade. (quer coisa mais absurdamente abrangente sem direito de réplica,
hehehe) entonces que a themis já
> tem 13 anos, já aprendeu a ler, escrever, a escolher parceiros.... a atual
coordenação da themis, hoje, está
> nas mãos de pessoas que não estavam no inicio, mas que se somaram à idéia,
pessoas que vestiram a camiseta e,
> nós, as fundadoras, tranqüilas, mesmo apesar de todas as institucinalidades,
a Themis não tem como fugir, negar
> sua história, seu compromisso, abandonar seu objetivo... não nego que tenho
meu nariz torcido por alguns
> passos que a themis deu nesses 13 anos de existencia, mas talvez fossem
necessários, quem sabe...
>
> daí que fico pensando que, talvez, a criação de um selo, um certificado, sei
lá que termo mais adequado, para
> que toda e qualquer ong que quiser promover metareciclagem deveria ter.
qualquer pessoa que desejar organizar
> uma ong amparada nos principios e valores de metareciclagem devem seguir,
adotar... tipo controle de qualidade,
> hehehe. tenho pensado nisso tendo em vista os chabús que a vida volta e meia
nos dá e que ficamos com cara de
> criança que teve seu doce roubado. além do que todos aqui na lista sabem que
metareciclagem tem uma origem, um
> embrião, não se trata de um bando de gente que estava, cada um no seu canto,
pensando a mesma coisa, todos
> sabem que tem um núcleo propulsor, promotor... que a cria não precisa ir no
programa do ratinho pedir teste de
> dna, mas que ela corre o risco de um senhor feudal daotá-la como sua, isso é
possível, é vero...
> e, mais, um registro público de sociedade civil organizada facilita muita
coisa na vida de quem se movimenta
> movimentando...
> putaquepariu gurizada, a gente pode até ter medo de ser convencional, porém,
rejeitar qualquer convenção por
> princípio é uma forma de convenção. admitamos que as convenções estão por
toda parte; qto menos admitidas, mais
> perigosas.
>
> besos
> lele
> ----------
>
> Date: Tue, 26 Sep 2006 08:07:30 -0300
> From: Philipe Ribeiro <[EMAIL PROTECTED]>
> Subject: Re: [MetaReciclagem] Re: Construa Metas ---Era:Conceituando
> MetaRec_ex- definis metareciclagem
> To: Lista do projeto MetaReciclagem <[email protected]>
> Message-ID: <[EMAIL PROTECTED]>
> Content-Type: text/plain; charset=windows-1252; format=flowed
>
> Metareciclagem é ensinar uma criança a fazer origami com papéis
> descartados do seu escritório e, ao observá-la brincar, ela está fazendo
> teatro de sombras. Para brincar é fundamental a criatividade e, mesmo
> com poucos meios (ou nenhum), pode-se entrar no fantático mundo da
> imaginação!
>
> Felipe Fonseca escreveu:
>
>> já tem ongs que fazem metareciclagem, tem não?
>>
>> f
>>
>> On 9/12/06, Hernani Dimantas <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>
>>
>>> quem quiser se organiza... meta é movimento, conceito, idéia...sei lá
>>> dá para montar uma ong que faz meta ou coisa parecida
>>> []s
>>>
>>>
>>> On 9/11/06, Felipe Fonseca <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>>
>>>> óia
>>>>
>>>> eu e mais uns/umas também estamos
>>>> num corre de onguizar alguma coisa. um
>>>> dos aprendizados foi perder o vício da
>>>> representatividade. nenhuma ongue
>>>> representaria metareciclagem, porque
>>>> metareciclagem é dalton e é regis e
>>>> é lelex e é stalker, e isso tudo é um
>>>> universo em si. entao a ongue vem
>>>> sabendo que nao é porra nenhuma
>>>> dentro do contexto, mas que se propoe
>>>> a meia duzia de humildes tarefas pra
>>>> um certo grupo de pessoas...
>>>>
>>>> f
>>>>
>>>> On 9/12/06, Stalker <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>>>
>>>>> Vc sabe o qto esse processo é delicado... talvez a gente precise
>>>>> inventar alguma mandinga para as pessoas confiarem umas nas outras
>>>>>
>>> tempo
>>>
>>>>> suficiente para esses processos de implantação rolarem.
>>>>>
>>>>> Principalmente porque é dificílimo, quando tem um modelo de estatuto
>>>>> tradicional sendo adotado (aquele de presidente, vice, conselho
>>>>>
>>> fiscal,
>>>
>>>>> oscambau...) as pessoas não incorporarem "os cargos" ao invés de
>>>>>
>>> lidar
>>>
>>>>> com tudo como uma bela história da carochinha para contar para o
>>>>> tabelião, o escrivão, a Receita, a República Federativa e outros
>>>>>
>>> delíros
>>>
>>>>> coletivos semelhantes...
>>>>>
>>>>> [Cê que é ogã, sabe alguma mandinga dessas? Esses anos todos
>>>>>
>>> (desde que
>>>
>>>>> conheci-os pessoalmente, ff, dalton, hd, maratimba, slave, metal et
>>>>> alii) depois da cizânia da quase onguização do metarec... o que dá
>>>>>
>>> para
>>>
>>>>> pensar a respeito? ...Sinto que posso estar tocando em cicatrizes
>>>>>
>>> meio
>>>
>>>>> sensíveis, mas em algum momento esse papo teria que ser retomado.
>>>>>
>>> Vou eu
>>>
>>>>> então de /agent provocateur/, para variar :-[ ]
>>>>>
>>>>> Felipe Fonseca wrote:
>>>>>
>>>>>> Fala, Stalker
>>>>>>
>>>>>> Então, se vocês tão fazendo isso por aí,
>>>>>> a gente metarec não tem mais adiado
>>>>>> e contornado :)
>>>>>>
>>>>>> É eu, é nóis, é tudo :)
>>>>>>
>>>>>> f
>>>>>>
>>>>>> On 9/11/06, Stalker <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>>>>>
>>>>>>> Marcbraz wrote:
>>>>>>>
>>>>>>>> enquanto ff linka norte-sul e sul-sul, na terra de
>>>>>>>> Günter Grass bebendo cerveja;
>>>>>>>>
>>>>>>>> vamos construindo ou constribuindo (hehe) metarecs por
>>>>>>>> aka' ...
>>>>>>>>
>>>>>>>> entonces, este fio_da_meada_de_caranguejos rendeu
>>>>>>>> (rs), mas penso que voltamos as vacas frias: como sair
>>>>>>>> deste discurso que abre_e_fecha e construirmos
>>>>>>>> metareciclagens?? na pratica.
>>>>>>>>
>>>>>>>>
>>>>>>> Bom, tem uma coisa que a gente metarec tem adiado e contornado,
>>>>>>>
>>> que é
>>>
>>>>>>> enfrentar a desgraça pelada da "sociedade de contratos". Pois
>>>>>>>
>>> é: estamos
>>>
>>>>>>> aqui no Ÿ bancando o caminho de inventar um ACNPJ para darmos
>>>>>>>
>>> recibo
>>>
>>>>>>> para grandes doações de instituições e fecharmos acordos com
>>>>>>>
>>> escolas
>>>
>>>>>>> técnicas (pros dolas fazerem laboratório de eletônica,
>>>>>>>
>>> infotelemática e
>>>
>>>>>>> instrumentação em MetaRec). Vamos ver...
>>>>>>>
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