pois é, o trem só tem sentido mesmo, se for para as gentes comuns e com gentes comuns_nós.
aqui, vivencio o cenário grotesto, (acho q +- parecido com as outras pequenas cidades).
depois q briguei de vez com as instituições_imprensa local, "proibiram o pessoal de frequentar" nosso quintal, senão, eles não vão receber salários, vindos de uma "parceria com o poder público"....tudo isso, porque tem campanha e votos sendo comprados descaradamente. Detalhe que os donos da cidade argumentam: esse negócio de rádio livre, é coisa de gente desocupada.....
os colaboradores aqui, foram "rotulados" como bêbados, a tôas, drogados e afins.... e a cidade se alimenta dessa inércia porque está tudo certo, aqui, sempre foi assim!....
enfim, seguimos com nossas ações, com nosso grupo, reduzido, é certo....mas é com eles que a gente insiste em continuar sobrevivendo, seja lá no quintal de quem for....
esses putos_canalhas continuam se remexendo como o rabo da lagartixa que eles mesmo mataram...
e, nóis.... insistindo em aumentar o grupo pra ir caçar saci em noite de lua cheia....
[]'s téia




Em 16/10/06, eiabel < [EMAIL PROTECTED]> escreveu:
pois, sabe, DP, comungo um pouco do teu posicionamento. metareciclagem é algo como tornar-se invisível para a repressão e mergulhar no universo esquecido das GENTES COMUNS.

outro dia estavamos(a turma dos enta) relembrando o "cio da terra" (encontro da juventude gaúcha em 1982, onde rolou, segundo a imprensa, sexo, drogas e rock and roll) e nos demos conta de que hoje nossa maior luta é contra o retrocesso, impedir que o retrocesso continue a triunfar... de "hippies" passamos ao "este é um país que vai pra frente", de "Diretas Já" para "Sarney"  e "Fora Collor", no período em que aprofundamos o sentimento de crise quanto aos paradigmas de construção de um mundo mais justo,  mecanismos perversos de individualismo, autoritarismo, oportunismo,  picaretagem e outros patologias levaram antigos revolucionários a serem julgados por "falta de decoro parlamentar" e um bando de porras-loucas à mais berrar do que gozar (para dizer o mínimo), o que quer dizer, em outras palavras, que não se tem nada pelo que lutar.

E, sejamos honestos, o que nos falta é um motivo. não se tem nada pelo que lutar.

Qual a "grande causa" que mobiliza, hoje? Serão os mandatos, as gestões, os contratos? Tem a ver com a  ausência de modelos de identificação? Brigava-se pelo "é proibido proibir", pela "liberação sexual", pela "democracia". A  subserviência ao imperativo do consumo transformou todos em "consumidores" e "não-consumidores", você é o que você consome. Temos, hoje, tecnologia e história suficientes para nos permitir a idéia de um mundo diferente... e, nesse sentido, ninguém faz nada.

E movimento não tem mesmo, não é acomodação, é ausencia total de ação.

Digo tudo isso fazendo uma auto critica. Nossas gerações, as turmas dos enta, se deixaram levar pelo bem estar burguês. onde a ideologia dominante é a do conforto engajado e do shopping radical.

sei lá, dizem que sou por demais teimosa, mas, quem sabe, convidar todos aqueles que não se conformam em dizer viva a diferença, mas que fazem a diferença????(acho que a chapinha queimou meus neurônios, hehehe)

e, na boa, eu já colaboro com Firma, acho que tem bastante gente aqui necessária nesse ambiente para fazer a diferença.

besos
lele

"Querem uma teoria sobre o Brasil? Pois aprendam a arte de observar os pés da
multidão: cada sapato é uma premissa, cada pé descalço é uma questão."
Paulinho Assunção



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