legal fabi!
tô encaminhando pra quem não foi...

seria legal vc ou o thiago jogarem isso nos blogs coletivos da rede.
conversê, cmi, overmundo são alguns q eu lembro agora.


abraços.

---------- Forwarded message ----------
From: fabianeborgess <[EMAIL PROTECTED]>
Date: Oct 17, 2006 7:48 PM
Subject: [submidialogia] submidiologia olinda
To: submidialogia <[EMAIL PROTECTED]>


Pessoal,

Estou ainda em olinda, e ontem a noite eu e tiago novaes
escrevemos esse pequeníssimo artigo para uma revista, e
compartilho com vocês....

foi incrível a imersão submidiática vivida e como diz
espero que continuemos nossa produção-compartilhamento.

beijo-os

fabi.


EXPERIÊNCIAS SUBMIDIÁTICAS

Outubro, 2006. Um bando internáutico se encontra
presencialmente pelas lombadas insinuosas da carnavalesca
Olinda. Muitos se conhecem de longa data, outros trocam
programas, compartilham informações, se tratam com
intimidade sem nunca terem se conhecido a não ser por
listas, sites, wikkas-wakkas e foruns virtuais.

A zona temporária risomática instalou-se no Centro Luiz
Freire - Casa do Turista, e por uma semana imergimos num clima
exuberante de cultura livre, pornografia livre, hardware
livre, tubarões livres e famintos,
notebooks não tão livres, rádios livres, mangues, tapiocas
de queijo, paus de índio, placas de programação
e memória.

Muitos trabalhos foram criados, mostrados, mixados e
compartilhados; entre eles salientamos alguns devido a
importância que teve para a constituição de sub-ritos de
intervenção e celebração comum.

Choque coletivo: com um estabilizador e um moderador de
energia, alguns fios e muitas voltagens dáva-mos as mãos
em total confiança de que não nos separaríamos por ocasião
do choque que nessa hora já percorria nossos corpos,
enquanto gritávamos todos juntos eriçados com essa estranha
droga que nos deixava loucos. Um segurava o fio de
um lado e o outro do outro enquanto o choque percorria em
oscilação de energia os braços dados de todos. Corpos
e fios em um estranho rito de confiança e passagem de
energia vibrátil. Novas drogas possíveis.

Jardim de volts: Com algumas moedas de cobre, parafusos
banhados a zinco, fios de energia com clips feito
prendedores nas pontas, facas, etiquetas adesivas, LED com
baixa taixa de voltagem, caixinhas pretas de
filmes fotográficos e pregos é possível extrair energia de
plantas ou frutas como limões, limas, folhas de
bananeiras e outras. Essas voltagens que não são absolutas e
sim oscilatórias podem ser transformadas em bits
e consequentemente utilizadas para criação de sons, imagens,
filmes e programas. Um jardim coextesivo que liga
plantas e corpos introduzindo-nos a outras dimensões
perceptivas e existenciais da energia vital que circula
em nosso meio, propondo-nos novas danças e novas combinações
que carinhosamente são chamadas pelos proponentes
de "cultivos de dados". O jardim de volts além de ser um
projeto divertido é extremamente político e interventivo
porque propôe a interface imediata com o meio ambiente
amplificando seu-nossos sinais.
( http://www.estudiolivre.org/JardinDeLosVolts).

MimoSa: São oficinas para a construção de uma máquina de
intervenção urbana e correção informacional,
ou uma mídia móvel (S.A.).É uma máquina construída durante
oficinas de metareciclagem,
onde o objeto máquina personifica-se, grava histórias locais
e as publica na internet e em outros meios.
Mimosa está sendo desenvolvida em vários locais do planeta
como Barcelona, Porto Alegre, Salvador, São Paulo,
Farkadonna-Grécia, Manchester-UK, etc. Mimosa não foi a
Olinda, mas foi apresentada através de fotos e vídeos
por Balbino-baiano. Uma das intervenções que Balbino mostrou
foi Mimosa  construída num carrinho de café passeando
pela periferia de Salvador onde, entre outros
acontecimentos, encontrou um compositor que tinha o sonho de
gravar um cd.
Seu som foi gravado e disponibilizado na internet. A
presença da Mimosa em certos locais tem capacidade de alterar
o cenário imaginário de produção midiática e acelerar
processos críticos em relação a repressão midiática e
sistemas de
distribuição que todos sofremos, pois sua intervenção se dá
nessa pequena relação com o outro, como forma de disponibilizar
acesso, ampliar as possibilidades de construção dos seus
próprios meios midiáticos através da apropriação e
reciclagem de lixos proprietários. (Cfe.
http://www.midiatatica.org e
http://www.turbulence.org/Works/mimoSa).

Afora essas intervenções muitas outras coisas aconteceram. A
mais surpreendente foi a forma mesmo de organização do
encontro. Não foi feito de modo a obedecer rígidos
cronogramas. Via-se grupos formando-se e desmanchando-se por
todo lado.
As pessoas se apropriavam da rádio livre instalada desde o
primeiro dia do evento na casa de cultura que nos abrigava,
e criativamente pariam um programa de rádio qualquer, cheio
de inusitadas conversas e sonidos dissonantes; as oficinas
iam sendo montadas por quem quizesse compartilhar sua
pesquisa, algumas discussões mais "sérias" ainda priorizavam
um certo fetiche pela oratória sucumbindo ao crime de
opinião, mas nem de longe foram as partes mais fundamentais
do encontro. A cartografia dos afetos seria o mais
interessante mapa a ser montado, pois em um ambiente onde
resistors e transistors tornam-se adereços estéticos, pixels
adesivados tornam-se instalações de paredes e corpos,
correntes elétricas são utilizadas como drogas coletivas, os
afetos pululam e muita aprendizagem se dá de um modo
imanentemente imersivo.

Tínhamos ainda um grupo formado somente por mulheres chamado
g2g, que discute a questão de gênero e tecnologia, pois é
notória a distância que existe entre as mulheres e a
programação de softwares. Afim de compartilhar a discussão
de nossas conversas na lista criamos espontaneamente um
debate transmitido via rádio sobre essas questões, mas o que
deu mesmo pano pra manga foi a idéia de pornografia livre,
que se propôe a mudar o estilo da pornografia do mercado
inserindo outras questões que levam em conta coisas como
compartilhamento de intimidade, erotismo e sensualidade que
são disponibilizadas nas redes da web. Alguns vídeos foram
passados e um número novo de ativistas dessa nova onda
pornográfica-tecnológica se criou.

Para terminar, confesso: Houve muita festa, dança, shows com
mediasana, rádio livre-se, banhos de mar, comilanças,
intervenções, insurreições e corpos em crise.

A compilação do evento só é possível pelo compartilhamento
das captações produzidas e pelas reflexões continuadas.
Conclusão não há. Somente vontade de continuar fazendo o que
já se está fazendo e seguir expandindo conceitos-práticas
como descentro, cultura livre, comparilhamentos e
submidiologias.


O que é submidialogia?
A ARTE DE RE:VOLVER O LOGOS DO CONHECIMENTO PELAS PRÁTICAS E
DESORDENAR AS PRÁTICAS PELA IMERSÃO NO SUB CONHECIMENTO.
A idéia dessa conferência foi tentar criar um espaço tempo
de subversão das práticas e teorias sobre tecnologia, linkar
diferentes experiências para ampliarem-se em novos pontos de
vista, incentivar a teoria sobre as práticas, para que estas
não se anulem tornando-se utilitarismo, incentivar práticas
sobre a teoria, aplicando experiências em prol de uma
(sub)concepção do aparato tecnológico midiático.
Encontro em Olinda 12 a 15 de outrubro. Olinda.


Prá ir mais a fundo está aí alguns sites:
http://www.radiolivre.org
http://www.midiatatica.org
http://www.estudiolivre.org
http://www.turbulence.org
http://www.sarava.org

Cut ups feitos por: Fabiane Borges e Thiago Novaes









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poram.culturalivre.org
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Lista de discussão da MetaReciclagem
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