por favor, ajude a divulgar e assine a petição para alteração da lei de direitos autorais.

abs
cris

---------- Forwarded message ----------
From: Paula Martini <[EMAIL PROTECTED]>
Date: Oct 18, 2006 3:18 PM
Subject: Usuários brasileiros de rede P2P já podem ser processados
To: [EMAIL PROTECTED]

Caros,

Aconteceu ontem, dia 17 de outubro, no Rio de Janeiro, a coletiva de imprensa convocada pela IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) através da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos). O presidente mundial da IFPI anunciou à imprensa nacional uma nova rodada de ações judiciais. Estas serão agora movidas contra usuários de redes de compartilhamento de arquivos de música (através de softwares como eMule e Soulseek) não só nos Estados Unidos, mas também no Brasil, onde 20 pessoas já estão sendo processadas.

Inscritos e aprovados na véspera para participação no evento, três professores do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas tiveram sua entrada impedida. Alegou-se que o evento se destinava apenas à imprensa, embora, de acordo com o convite para a coletiva, estivessem presentes "membros de gravadoras, sociedades de autores e sites oficiais de venda de música".

A Fundação Getúlio Vargas participa dos principais fóruns de debates em todo o mundo e é a única instituição brasileira de ensino a ocupar uma vaga como observador permanente na Organização Mundial da Propriedade Intelectual – tendo recentemente participado da Assembléia Geral da OMPI em Genebra.

Ao barrar a entrada da FGV, a entidade representante das maiores gravadoras do mundo e a ABPD não impediram simplesmente a entrada dos três docentes especialistas em propriedade intelectual. Recusaram-se, sim, a debater com a sociedade direitos garantidos pela Constituição Federal. Da mesma forma que impedem o acesso ao debate, promovem medidas na contramão do acesso à cultura, à educação e ao conhecimento.

O CTS/FGV pretendia entregar aos jornalistas um comunicado apoiado por entidades nacionais e internacionais defensoras do acesso a conhecimento, dos direitos do consumidor e da atualização da legislação sobre direitos autorais.

Sem o devido debate público, o tema certamente será conduzido de acordo com interesses de grandes corporações como as representadas pela IFPI. A discussão é necessária. Visite:
www.direitodeacesso.org.br.

Clique para conhecer e assinar a petição preparada pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV DIREITO RIO para ser enviada ao Congresso Nacional, pedindo alteração da Lei de Direito Autoral.



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Para acompanhar a repercussão na imprensa, seguem alguns links:

http://www.experimenteoglobo.com.br/flip/   -> Economia -> pg. 40
http://jbonline.terra.com.br/extra/2006/10/17/e1710166.html
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1810200626.htm (só para assinantes UOL; texto segue abaixo)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20779.shtml
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,AA1313890-7085,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,AA1313501-7084,00.html

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Folha de São Paulo
São Paulo, quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Editoria Dinheiro

Entidade quer rever lei de direito autoral

DA SUCURSAL DO RIO

Três professores do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas foram proibidos de entrar ontem em encontro da indústria fonográfica no Rio onde foi anunciada a série de ações judiciais contra usuários de redes de trocas de arquivos.

Eles queriam debater com os executivos uma alternativa para o caso. A Escola de Direito da FGV representa o Creative Commons (CC) no Brasil. ""Queremos legalizar o uso democrático da internet e não banir o novo", disse Sergio Branco, um dos professores barrados. Creative Commons são licenças de propriedade intelectual alternativas, em que os autores de bens culturais -músicas, programas, livros etc.- abrem mão de direitos abrangentes, optando por um registro que autoriza diferentes possibilidades de uso de sua obra, desde mais livres, como a recriação total do que foi produzido, até possibilidades mais restritas, como a simples liberação para uso não-comercial. Hoje há mais de 140 milhões de ""produtos" ligados de alguma maneira a licenças desse tipo em todo o mundo.

Os representantes do Creative Commons organizam um abaixo assinado on-line para pedir ao Congresso Nacional que aprove projeto para mudar a Lei dos Direitos Autorais.

Segundo Branco, a lei 9.610, de 1998, que regula os direitos autorais no país, é incompatível com os desenvolvimentos tecnológicos recentes. ""Nosso atual regime transforma todo usuário da internet em um potencial criminoso e infrator de direitos. Se um consumidor compra um CD na loja e o copia para o seu tocador de MP3, está infringindo a lei. Há uma contradição clara entre o texto da lei e as práticas tecnológicas usuais adotadas hoje", disse ele. ""É preciso começar a construir uma solução equilibrada para os usuários da internet, ao mesmo tempo em que se assegure o devido pagamento aos artistas.
O primeiro passo é a mudança legal", declarou.

 



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